Unificação da Itália e da Alemanha

4 min de leituraHistória

1. Unificação da Itália e da Alemanha

Só para a gente se situar: esse é um resuminho do processo. Mais pra frente, vamos ter capítulos inteiros só para falar de cada unificação em detalhes!

E aí, bora continuar?

A gente viu que as Revoluções de 1848 foram um fracasso para quem queria uma Europa mais liberal.

Mas elas deixaram uma semente importante: o nacionalismo.

Foi a partir daí que a galera começou a pensar em unificar territórios que,

por um tempão, tinham sido divididos.

É a hora de falar sobre as unificações da Itália e da Alemanha.

Até o século XIX, a gente não podia falar "ir para a Itália" ou "ir para a Alemanha".

A península itálica era um monte de pequenos reinos e Estados,

e a Alemanha era uma Confederação Germânica com dezenas de reinos e cidades independentes.

O que fez esses povos se juntarem?

A ideia de que tinham a mesma língua, a mesma cultura e a mesma história, é claro!

2. A Unificação da Itália (1861)

A Itália era uma bagunça: o norte estava sob domínio da Áustria,

o centro era controlado pelo Papa, e o sul era o Reino das Duas Sicílias.

A unificação foi um trabalho de paciência e guerra, e teve dois caras principais:

Camillo Benso, o Conde de Cavour:

Ele era o primeiro-ministro do Reino de Piemonte-Sardenha, o mais rico e industrializado da península.

Cavour, que era um liberal, queria unir a Itália sob a liderança do rei de Piemonte, Vítor Emanuel II.

Para isso, ele usou a diplomacia e fez alianças com a França para expulsar os austríacos do norte.

Giuseppe Garibaldi:

Ele era um herói popular e republicano.

Garibaldi e seu exército, os "camisas-vermelhas", invadiram o sul da Itália e conquistaram o Reino das Duas Sicílias, com o apoio dos camponeses.

Garibaldi, que sonhava com uma república, acabou entregando os territórios que conquistou para o rei Vítor Emanuel II.

Ele fez isso para evitar uma guerra civil e não colocar em risco a unificação.

Em 1861, o Reino da Itália foi proclamado.

Só faltava o Papa, que tinha o apoio da França, e Veneza, que ainda era austríaca.

Mas em 1870, depois que a França foi derrotada pela Prússia,

o rei Vítor Emanuel II invadiu Roma e a tornou capital da Itália, finalmente completando a unificação.

3. A Unificação da Alemanha (1871)

A Alemanha também era um quebra-cabeça, mas o processo de unificação foi bem diferente.

Enquanto a Itália foi uma mistura de diplomacia e revolta popular,

a Alemanha foi unificada "à base do ferro e do sangue", como dizia o seu principal líder:

Otto von Bismarck:

Ele era o primeiro-ministro da Prússia, o reino mais forte e militarizado da Confederação Germânica.

Bismarck era um conservador e monarquista, e não tinha nada a ver com as ideias liberais. Ele queria unir a Alemanha para fortalecer a Prússia.

Para isso, ele provocou três guerras: contra a Dinamarca, contra a Áustria e, por fim, contra a França.

Na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), a Prússia venceu a França e humilhou o país, tomando a rica região da Alsácia-Lorena.

A vitória da Prússia em 1871 foi o ponto final para a unificação.

Os diversos reinos alemães se uniram e proclamaram o Segundo Império Alemão,

com o rei da Prússia, Guilherme I, como imperador.

A partir daí, a Alemanha se tornou uma das maiores

potências industriais e militares do mundo, ameaçando a hegemonia da Inglaterra na Europa.

Viu como as unificações foram um resultado direto das ideias que a gente conversou?

Elas mudaram o cenário político da Europa e foram um dos principais motivos que levaram a Primeira Guerra Mundial.

No próximo capítulo, a gente vai dar uma pausa nas guerras

e falar sobre o que estava acontecendo dentro das fábricas,

com a revolução do trabalho e o surgimento das novas tecnologias.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Unificação da Itália e da Alemanha. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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