Unificação da Itália e da Alemanha
1. Unificação da Itália e da Alemanha
Só para a gente se situar: esse é um resuminho do processo. Mais pra frente, vamos ter capítulos inteiros só para falar de cada unificação em detalhes!
E aí, bora continuar?
A gente viu que as Revoluções de 1848 foram um fracasso para quem queria uma Europa mais liberal.
Mas elas deixaram uma semente importante: o nacionalismo.
Foi a partir daí que a galera começou a pensar em unificar territórios que,
por um tempão, tinham sido divididos.
É a hora de falar sobre as unificações da Itália e da Alemanha.
Até o século XIX, a gente não podia falar "ir para a Itália" ou "ir para a Alemanha".
A península itálica era um monte de pequenos reinos e Estados,
e a Alemanha era uma Confederação Germânica com dezenas de reinos e cidades independentes.
O que fez esses povos se juntarem?
A ideia de que tinham a mesma língua, a mesma cultura e a mesma história, é claro!
2. A Unificação da Itália (1861)
A Itália era uma bagunça: o norte estava sob domínio da Áustria,
o centro era controlado pelo Papa, e o sul era o Reino das Duas Sicílias.
A unificação foi um trabalho de paciência e guerra, e teve dois caras principais:
Camillo Benso, o Conde de Cavour:
Ele era o primeiro-ministro do Reino de Piemonte-Sardenha, o mais rico e industrializado da península.
Cavour, que era um liberal, queria unir a Itália sob a liderança do rei de Piemonte, Vítor Emanuel II.
Para isso, ele usou a diplomacia e fez alianças com a França para expulsar os austríacos do norte.
Giuseppe Garibaldi:
Ele era um herói popular e republicano.
Garibaldi e seu exército, os "camisas-vermelhas", invadiram o sul da Itália e conquistaram o Reino das Duas Sicílias, com o apoio dos camponeses.
Garibaldi, que sonhava com uma república, acabou entregando os territórios que conquistou para o rei Vítor Emanuel II.
Ele fez isso para evitar uma guerra civil e não colocar em risco a unificação.
Em 1861, o Reino da Itália foi proclamado.
Só faltava o Papa, que tinha o apoio da França, e Veneza, que ainda era austríaca.
Mas em 1870, depois que a França foi derrotada pela Prússia,
o rei Vítor Emanuel II invadiu Roma e a tornou capital da Itália, finalmente completando a unificação.
3. A Unificação da Alemanha (1871)
A Alemanha também era um quebra-cabeça, mas o processo de unificação foi bem diferente.
Enquanto a Itália foi uma mistura de diplomacia e revolta popular,
a Alemanha foi unificada "à base do ferro e do sangue", como dizia o seu principal líder:
Otto von Bismarck:
Ele era o primeiro-ministro da Prússia, o reino mais forte e militarizado da Confederação Germânica.
Bismarck era um conservador e monarquista, e não tinha nada a ver com as ideias liberais. Ele queria unir a Alemanha para fortalecer a Prússia.
Para isso, ele provocou três guerras: contra a Dinamarca, contra a Áustria e, por fim, contra a França.
Na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), a Prússia venceu a França e humilhou o país, tomando a rica região da Alsácia-Lorena.
A vitória da Prússia em 1871 foi o ponto final para a unificação.
Os diversos reinos alemães se uniram e proclamaram o Segundo Império Alemão,
com o rei da Prússia, Guilherme I, como imperador.
A partir daí, a Alemanha se tornou uma das maiores
potências industriais e militares do mundo, ameaçando a hegemonia da Inglaterra na Europa.
Viu como as unificações foram um resultado direto das ideias que a gente conversou?
Elas mudaram o cenário político da Europa e foram um dos principais motivos que levaram a Primeira Guerra Mundial.
No próximo capítulo, a gente vai dar uma pausa nas guerras
e falar sobre o que estava acontecendo dentro das fábricas,
com a revolução do trabalho e o surgimento das novas tecnologias.



