Um mergulho na história: da unificação ao nazismo

5 min de leituraHistória

1. O Império Alemão (1871-1918): A Grande Potência e a diplomacia de Bismarck

A gente viu que o Segundo Reich nasceu grandão e forte.

Nos primeiros anos, quem realmente mandou na política foi o Chanceler Otto von Bismarck, que serviu sob os imperadores Guilherme I e Frederico III.

O cara era um mestre da diplomacia, e o seu principal objetivo era manter a paz na Europa,

mas sempre com a Alemanha no centro do poder.

Sabe como ele fez isso? Criando um sistema de alianças super complexo,

quase como um jogo de xadrez,

para isolar a França e evitar que ela se vingasse da derrota de 1871.

Ele fez acordos com a Áustria-Hungria e com a Rússia,

e até mesmo com a Itália,

tudo para que a França não tivesse nenhum “amigo" na Europa e ficasse quietinha no canto dela.

Enquanto isso, a Alemanha se tornava uma potência industrial de dar inveja.

As fábricas de aço, as minas de carvão

e a tecnologia alemã se desenvolveram numa velocidade impressionante.

Eles viraram uma máquina de produção,

e o país que antes era um "mosaico" de estados se transformou na principal força econômica do continente.

2. A ascensão de Guilherme II e o fim da "paz armada"

Mas essa fase de estabilidade diplomática não durou para sempre.

Em 1888, Guilherme II assumiu o trono.

Ele era um jovem ambicioso e arrogante,

que não gostava da política cautelosa de Bismarck.

O novo Kaiser (imperador) queria que a Alemanha tivesse um lugar de destaque no mundo,

uma "política mundial",

e não apenas na Europa.

Ele tinha uma frase famosa, "A Alemanha precisa de seu lugar ao sol",

e estava disposto a lutar por ele.

Poético né?

Wilhelm II dispensou Bismarck e começou a investir pesado na marinha,

entrando numa corrida por poder com a Grã-Bretanha,

que era a dona dos mares.

Essa política mais agressiva e a busca por colônias para competir com a Inglaterra

e a França acabaram desfazendo o sistema de alianças que Bismarck tinha montado,

porque a Alemanha começou a fazer inimizade com a Rússia e a França (mais ainda né).

Foi esse clima de tensão e rivalidade que, junto com outros fatores,

explodiu na Primeira Guerra Mundial.

A Alemanha foi uma das principais potências nas batalhas,

mas acabou derrotada.

E o fim da guerra foi a grande virada na história deles.

Mas se acalme, jaja vamos aprofundar neste assunto.

3. O nascimento conturbado da República de Weimar: uma sementinha plantada no caos

A derrota na Primeira Guerra Mundial foi um baque enorme para a Alemanha.

O Kaiser foi deposto, e o país virou uma república democrática,

a chamada República de Weimar, mas ela já nasceu com um problemão nas costas.

Sabe qual? O Tratado de Versalhes, assinado em 1919.

Esse tratado, feito pelos países que venceram a guerra, não teve nada de amigável.

Pelo contrário, foi uma punição super pesada,

com o objetivo de humilhar a Alemanha e garantir que ela jamais voltasse a ser uma ameaça.

O país foi obrigado a pagar uma indenização gigantesca,

que parecia impossível de quitar.

Além disso, eles tiveram que abrir mão de territórios importantes,

perderam todas as suas colônias e,

o mais doloroso para um povo que se orgulhava tanto do exército,

foram forçados a desmilitarizar completamente.

A Marinha foi proibida de ter submarinos,

e o exército foi reduzido a apenas 100 mil homens,

sem poder ter tanques ou aviões de guerra.

Imagina a revolta do povo!

Eles se sentiam humilhados e traídos.

A economia entrou em colapso, a moeda não valia mais nada,

e a inflação era tão alta que as pessoas precisavam de sacolas cheias de dinheiro só para comprar um pão.

Essa situação de caos econômico e desespero político criou o ambiente perfeito

para que as ideias extremistas, tanto da esquerda quanto da direita, ganhassem força.

A República de Weimar, apesar de ter nascido com boas intenções,

nunca conseguiu resolver os problemas e reconquistar a confiança do povo.

4. O terreno fértil para o radicalismo

Nesse cenário de humilhação e crise, as pessoas perderam a confiança na democracia.

Foi nesse momento que um partido que prometia resolver tudo isso,

culpar os inimigos internos (como os judeus e os comunistas)

e devolver a "glória" à Alemanha foi ganhando cada vez mais seguidores:

o Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler.

Eles usavam um discurso super nacionalista

e falavam que a culpa de tudo era do Tratado de Versalhes e das pessoas que "traíram" a Alemanha.

Eles souberam aproveitar o descontentamento do povo e a crise econômica para espalhar suas ideias.

Quando a crise de 1929 (a Grande Depressão) atingiu o mundo todo

e a Alemanha mais ainda, o Partido Nazista se tornou a esperança de muita gente.

Em 1933, Hitler foi nomeado chanceler, e em pouco tempo,

ele desmantelou a democracia e transformou a Alemanha em uma ditadura totalitária,

o Terceiro Reich.

E o resto,bem.. o resto é história!

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Um mergulho na história: da unificação ao nazismo. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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