Um barril de pólvora chamado Europa: o mundo antes da guerra

4 min de leituraHistória

1. A tal da "Paz Armada": o que foi esse período e por que ele já apontava para a guerra

Pra gente entender a Primeira Guerra, a gente precisa voltar um pouco no tempo,

pra lá pro final do século XIX e comecinho do século XX.

Nessa época, a Europa viveu um período que a gente pode chamar de Paz Armada.

Parece estranho, né?

Mas foi exatamente isso: um tempo de paz onde os países se preparavam intensamente para uma guerra que sabiam que estava vindo.

Entre a unificação da Alemanha em 1871 e o início do conflito em 1914,

não houve grandes guerras entre as principais potências, mas a tensão era enorme.

Era como se todos estivessem em uma corrida para ver quem tinha o maior e mais moderno exército.

Eles estavam investindo pesado em armas, navios e tecnologias militares,

se alinhando em grupos de proteção mútua.

Pra você ter uma ideia, nesse período nasceu a ideia de geopolítica,

que é o estudo da influência da geografia na política e nas relações internacionais.

2. As grandes potências e seus impérios: quem dominava o mundo e o que estava em jogo

O mundo era dominado por algumas potências europeias, como a Inglaterra e a França, que tinham impérios gigantescos.

Mas a Alemanha, que tinha se unificado e se tornado uma potência econômica,

queria um lugar ao sol.


O kaiser Guilherme II tinha uma política, a Weltpolitik ("política mundial"),

que buscava expandir a influência alemã

e criar um império colonial à altura do seu poder econômico.

Isso fez com que a Alemanha, que chegou atrasada na partilha colonial,

tivesse que partir pra cima e desafiar as potências já estabelecidas.

Essa rivalidade era tão grande que, nas palavras de um historiador,

se a Alemanha quisesse ter colônias, ela teria que "arrebatá-las" dos outros países.

O jogo estava tenso.

3. O papel do imperialismo e das disputas coloniais

O imperialismo foi um dos principais motivos de toda essa tensão.

As potências europeias estavam disputando o controle de territórios na África e na Ásia não só por terra,

mas por matéria-prima, mercados e poder.

A Alemanha, por exemplo, queria construir uma grande ferrovia ligando Berlim a Bagdá,

o que faria ela ter uma influência enorme no Oriente.

Isso, claro, incomodava a Inglaterra e a França, que viam seus interesses ameaçados.

Um exemplo perfeito foi a crise no Marrocos,

onde a Alemanha tentou barrar a expansão francesa, e quase estourou uma guerra.

Era uma briga por território, por riqueza, por poder.

4. Nacionalismos diferentes: estabilizadores e desestabilizadores

É importante entender que o nacionalismo não era uma coisa só.

Na Europa, ele tinha duas caras.

Em países como a Alemanha, o nacionalismo era uma força que unia o povo em apoio ao Estado.

Já no leste europeu, principalmente nos Bálcãs,

ele era uma força que separava e desestabilizava.

Por lá, vários povos, como os eslavos,

lutavam por independência e por unir sua etnia em um só país.

5. O sistema de alianças e o jogo de xadrez político na Europa

Para se protegerem, os países criaram um emaranhado de alianças militares.

De um lado, a Tríplice Aliança, formada inicialmente por Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.

E do outro, a Tríplice Entente, com França, Inglaterra e Rússia.

Era como um grande jogo de xadrez onde cada movimento de um lado provocava uma reação do outro.

A Itália, por exemplo, apesar de estar na Tríplice Aliança,

tinha alguns desentendimentos com a Áustria e acabou se afastando.

A França, por sua vez, vivia um sentimento de revanche contra a Alemanha

por ter perdido a Alsácia-Lorena.

Era um barril de pólvora, e cada aliança era um pavio.

6. A instabilidade dos Bálcãs e os impérios decadentes: Áustria-Hungria, Rússia e Turquia

Como eu disse, a região dos Bálcãs era o lugar mais tenso da Europa.

Os três grandes impérios que dominavam a região

- o Austro-Húngaro, o Russo e o Turco-Otomano - estavam em crise.

Eles eram impérios antigos e estavam se desintegrando.

O Império Austro-Húngaro, por exemplo, tinha um monte de nacionalidades sob seu controle, e todas queriam independência.

Essa mistura de impérios caindo e nacionalismos explodindo

fez dos Bálcãs o lugar perfeito para uma crise começar.

E foi lá que a coisa toda desandou.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Um barril de pólvora chamado Europa: o mundo antes da guerra. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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