Substituição Nucleofílica

3 min de leituraQuímica

Substituição nucleofílica ocorre quando um átomo do substrato é atacado e substituído por um nucleófilo.

Lembrando que um nucleófilo é um composto com excesso de elétrons ou com carga parcial negativa,

que quer se ligar com um substrato de carga positiva (ou com deficiência de elétrons).

Já vimos a substituição eletrofílica e a radicalar, está faltando apenas essa.

Um nucleófilo ataca átomos de carbono parcialmente positivos.

Esses átomos de carbono parcialmente positivos geralmente estão polarizados por estarem ligados a elementos muito eletronegativos,

como halogênios, oxigênio, etc.

Levando isso em consideração, as funções orgânicas que possuem esses átomos e, consequentemente, costumam sofrer substituição nucleofílica são:

  • Haletos orgânicos (R-X)

  • Álcoois (R-OH)

  • Ésteres (R1-COO-R2)

  • Anidridos (R1-CO-O-CO-R2)

  • Haletos de acila (R-CO-X)

Vamos ver cada um desses cinco cenários para finalizar nosso assunto de reações orgânicas.

1. Haletos Orgânicos

Em uma ligação C-Cl, por exemplo, a eletronegatividade do Cl é maior que a do C, fazendo com que o Cl tenha carga negativa e o C tenha carga positiva.

Se essa ligação é quebrada para ser substituída por outra, o C+ é atacado por um nucleófilo, caracterizando uma substituição nucleofílica.

Um grande exemplo de substituição nucleofílica de haleto é a transformação de um haleto em um álcool (substituir o Cl- por um OH-).

A reação de um haleto com uma base forte já é algo natural do meio, não precisando de nada mais, ela já acontece de forma direta.

Isso é um detalhe interessante de se saber.

2. Álcoois

Em uma ligação C-OH, o O é mais eletronegativo, fazendo com que o O tenha carga negativa e o C tenha carga positiva.

Ao sofrer cisão heterolítica, o carbono positivo se torna um alvo excelente para um nucleófilo atacar e realizar a substituição.

A reação daqui é a oposta da reação que vimos no exemplo anterior:

Se um haleto é substituído por uma hidroxila, aqui uma hidroxila será substituída por um haleto.

A diferença é que aqui, ao invés de reagir com uma base forte, nós reagimos com um ácido forte.

Existem também substituições nuculeofílicas que envolvem derivados dos ácidos carboxílicos: haletos de acila, anidridos de ácidos carboxílicos e ésteres.

Esses compostos têm uma característica em comum: todos possuem o grupo carbonila (C=O).

O oxigênio é mais eletronegativo, então o carbono da carbonila se torna parcialmente positivo em todos esses casos.

Isso faz com que esse carbono, em específico, seja um alvo perfeito para nucleófilos.

A substituição nucleofílica é a menos cobrada no geral.

Dentre essas, as que você realmente precisa aprender são as reações envolvendo ésteres, que será o próximo capítulo voltado só para elas.

Aqui, você precisa entender onde que ocorre a troca (no carbono da carbonila que fica com carga positiva) e quais grupos podem entrar no local.

Em geral, os principais nucleófilos podem realizar as trocas e as reações seguem o mesmo padrão já estudado.

Anidridos costumam realizar substituições com álcoois ou fenóis, formando ácidos carboxílicos e ésteres.

Haletos de acila costumam reagir com álcoois também, formando ésteres e um ácido inorgânico forte.

E as reações dos ésteres serão discutidas no nosso último capítulo de reações orgânicas. Vamos pra cima!

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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