Socialismo e Anarquismo

4 min de leituraHistória

1. Socialismo e Anarquismo: a luta por uma sociedade mais justa

No último capítulo a gente conversou sobre o liberalismo e o positivismo, né?

Ideias que, de forma diferente, defendiam a propriedade e a ciência como base da sociedade.

Mas o século XIX não foi só isso, não!

As transformações da época, como o crescimento das fábricas e das cidades, também geraram muita desigualdade e pobreza.

Foi aí que surgiram as correntes de pensamento que a gente vai ver agora:

o socialismo e o anarquismo.

Elas nasceram para criticar e lutar contra a sociedade industrial que estava se formando.

A gente pode agrupar essas ideias, que são várias, em dois grandes grupos.

Vamos lá!

2. Os Socialismos: Utopias e a Crítica Científica

A palavra "socialismo" engloba muitas ideias, mas todas elas têm um ponto em comum:

a crítica ao sistema capitalista e a busca por uma sociedade mais igualitária.

Os socialistas viam a liberdade defendida pelos liberais como uma ilusão,

porque a igualdade jurídica não garantia que um operário tivesse as mesmas oportunidades que um patrão.

No começo do século, alguns pensadores, como o francês Saint-Simon, Charles Fourier e o britânico Robert Owen,

foram chamados de socialistas utópicos.

"Utopias" porque eles criaram modelos de sociedades perfeitas e imaginavam comunidades onde a exploração não existiria.

  • O Fourier, por exemplo, idealizou os falanstérios, que seriam como fazendas coletivas onde as pessoas viveriam e trabalhariam em harmonia.
  • Já o Robert Owen, que era um industrial, foi além da teoria e tentou colocar as ideias dele em prática.

Ele reduziu a jornada de trabalho e criou escolas, hospitais e creches nas suas fábricas na Escócia.

A experiência deu tão certo que ele foi para os Estados Unidos e fundou a comunidade de New Harmony, mas ela não durou muito.

Uma vertente que ganhou força foi o socialismo cristão, que criticava a exploração a partir de valores religiosos.

O Papa Leão XIII, em 1891, publicou uma carta chamada Rerum Novarum,

em que ele pedia aos empresários para tratarem bem seus operários e defendia a criação de sindicatos,

mas criticava a luta de classes, que era vista como um caminho ruim.

E por fim, a vertente que mais se destacou foi a de Karl Marx e Friedrich Engels,

conhecida como socialismo científico.

Eles não viam a luta por uma sociedade melhor como um sonho,

mas como uma consequência inevitável da história.

Para eles, a história era feita de luta de classes,

um conflito eterno entre quem tem os meios de produção (a burguesia) e quem só tem a sua força de trabalho para vender (o proletariado).

  • Eles criaram o conceito de mais-valia, que é a diferença entre o valor que o trabalhador produz e o que ele recebe como salário.

Para Marx, essa diferença era o lucro do patrão e a prova da exploração.

  • A ideia final deles era que o proletariado faria uma revolução, tomaria o poder do Estado (a "ditadura do proletariado") e, no futuro,
  • quando as classes sociais e a propriedade privada não existissem mais, o próprio Estado deixaria de ser necessário.

    Esse estágio final eles chamavam de comunismo.

    3. O Anarquismo: A Liberdade Sem o Estado

    Se os socialistas acreditavam na tomada do poder do Estado, os anarquistas, como Pierre-Joseph Proudhon e Mikhail Bakunin, iam além:

    eles queriam o fim do Estado, de qualquer forma de governo.

    A palavra anarquia significa, em grego, "sem governo".

    Para eles, o Estado era o problema.

    Era uma forma de mutilar a liberdade e criar a desigualdade.

    Proudhon, por exemplo, ficou famoso por uma frase: "Toda propriedade é um roubo".

    Para ele, a propriedade privada era a causa das desigualdades.

    Bakunin dizia que os seres humanos podiam viver em harmonia, sem chefes.

    Ele defendia a ação direta das massas para derrubar o Estado e o capitalismo.

    Ele não acreditava que a revolução precisava de um plano ou partido,

    era algo que nascia da ação do povo nas ruas.

    A gente vai ver, nos próximos capítulos, que o século XIX foi marcado por um embate entre o anarquismo e o marxismo.

    Os marxistas achavam que os anarquistas eram ingênuos por quererem o fim do Estado,

    enquanto os anarquistas diziam que os marxistas,

    quando tomassem o poder, seriam corrompidos por ele.

    Junior, o parceiro de estudos da Fracta
    Isso foi só a base

    A teoria é só o aquecimento.

    Você já começou a entender Socialismo e Anarquismo. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

    Praticar questões
    Questões na medida do seu nível, com correção na hora.
    Tirar dúvida com o Junior
    Travou? Ele explica do seu jeito, quantas vezes precisar.
    Roteiro personalizado
    Um plano de estudo montado pra onde você quer chegar.
    Acompanhamento
    Veja sua evolução de verdade, semana após semana.