Quando tudo desanda: a virada da guerra

4 min de leituraHistória

1. A saída da Rússia com a Revolução de 1917 e o Tratado de Brest-Litovski

Enquanto a guerra de trincheiras estava rolando no oeste,

a gente não pode esquecer que no leste a situação do Império Russo estava super complicada.

A Rússia tinha um exército enorme, sim, mas era tecnologicamente atrasado e o país vivia uma crise política e social gigantesca.

Imagina só: o povo estava exausto da guerra, a economia estava no chão,

e a fome e a pobreza só aumentavam.

Foi nesse cenário que, em 1917, a insatisfação explodiu na Revolução Russa,

que a gente vai ver em detalhes mais para frente.

Os bolcheviques, liderados por Vladimir Lênin, tomaram o poder com uma promessa que todos queriam ouvir: “paz, pão e terra”.

Para cumprir a promessa de paz, eles assinaram o Tratado de Brest-Litovski

com a Alemanha, em março de 1918.

Esse tratado tirou a Rússia da guerra, mas eles tiveram que abrir mão de um monte de territórios,

como a Polônia, a Ucrânia, a Estônia, a Letônia e a Finlândia.

A saída da Rússia foi um alívio enorme para a Alemanha,

que pôde finalmente mover suas tropas do leste para o oeste.

Mas ao mesmo tempo, foi um susto para as outras elites europeias,

que ficaram com medo de que a revolução se espalhasse por seus países.

2. A entrada dos Estados Unidos e o peso econômico-militar

Apesar de a Alemanha ter ganhado um respiro com a saída da Rússia,

a sorte dela não durou muito.

Em 1917, os alemães decidiram começar uma guerra submarina indiscriminada,

atacando qualquer navio, de qualquer país,

que estivesse levando suprimentos para a Entente.

E é aí que os Estados Unidos entram na história.

Embora eles não estivessem oficialmente na guerra, eles vendiam muitas armas e produtos para a Inglaterra e a França.

Foi por isso que, depois que um submarino alemão afundou um navio americano,

os Estados Unidos entraram de vez no conflito, em abril de 1917.

A entrada deles foi um divisor de águas!

O exército americano, com mais de 1,5 milhão de soldados,

era bem equipado e estava descansado, ao contrário dos exércitos europeus,

que já estavam exaustos.

E a grana que os EUA tinham era gigantesca,

garantindo que os Aliados tivessem todos os recursos que precisavam.

3. A crise interna nos países: greves, inflação, racionamento, desânimo

A essa altura, o otimismo do começo da guerra já tinha desaparecido por completo.

As pessoas estavam sofrendo com a falta de comida,

com os preços subindo sem parar e com o racionamento.

Como muitos homens estavam no front,

as mulheres tiveram que assumir os trabalhos nas fábricas,

o que mais tarde ajudou a fortalecer o movimento feminista e a luta pelo direito ao voto.

Por toda a Europa, o desânimo era geral.

Soldados voltavam feridos ou morriam aos milhares,

e as greves de operários, como a que rolou na Alemanha em 1918 com 300 mil grevistas,

se tornaram cada vez mais comuns.

Era claro que os países não aguentavam mais o conflito.

4. A queda dos aliados da Alemanha e o armistício de 1918

Com a entrada dos EUA e a crise interna,

os aliados da Alemanha começaram a cair um por um.

O Império Turco-Otomano e a Bulgária foram derrotados

e se renderam em outubro e setembro de 1918, respectivamente.

O Império Austro-Húngaro, que já estava em crise,

se desintegrou completamente com as lutas internas de nacionalidades

que queriam sua independência, e se rendeu em novembro de 1918.

A Alemanha ficou sozinha, e o imperador Guilherme II percebeu que a derrota era inevitável.

Para evitar uma revolução dentro do país, ele abdicou do trono

e a Alemanha assinou o Armistício de Compiègne em 11 de novembro de 1918,

dando fim à guerra.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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