Polímeros de Condensação

4 min de leituraQuímica

1. O que é polimerização por condensação?

Agora que já conhecemos os polímeros de adição, é hora de entender outro tipo muito importante: os polímeros de condensação.

Esse tipo de polimerização acontece de maneira diferente.

Em vez de simplesmente juntar os monômeros sem sobras, como na adição,

aqui cada nova ligação entre monômeros gera também uma molécula pequena como subproduto.

A mais comum é a água (H₂O), mas também podem ser eliminadas moléculas como HCl ou metanol, por exemplo.

Para que esse tipo de polimerização ocorra, os monômeros precisam ter grupos funcionais reativos nas suas extremidades.

Os grupos mais comuns são o ácido carboxílico (-COOH), a hidroxila (-OH) e a amina (-NH₂).

Quando dois desses grupos se encontram — por exemplo, um ácido e um álcool — ocorre uma reação de substituição.

Essa substituição forma uma nova ligação entre eles e libera uma molécula de água.

Esse processo vai se repetindo e os monômeros vão se ligando um a um, formando uma longa cadeia: o polímero.

2. Exemplos de polímeros de condensação

Vamos agora conhecer alguns dos principais polímeros de condensação que estão presentes no nosso dia a dia.

Novamente, o objetivo aqui é saber os seus monômeros e suas principais aplicações práticas.

PET (Politereftalato de etileno)

O primeiro e talvez mais conhecido é o PET (politereftalato de etileno).

Ele é formado a partir da reação entre o ácido tereftálico e o etilenoglicol, liberando água.

O resultado é um polímero resistente e transparente, muito usado na fabricação de garrafas plásticas e tecidos do tipo poliéster.

PLA (Ácido Polilático)

Outro exemplo é o PLA (ácido polilático), que é um polímero biodegradável derivado do ácido lático.

Por ser absorvido pelo organismo, ele é utilizado em suturas cirúrgicas e em copos descartáveis biodegradáveis.

Náilon (Nylon)

Temos também o famoso náilon, uma poliamida que pode ser feita de várias formas.

Um tipo comum é o náilon-6,6, que surge da reação entre o ácido adípico e a 1,6-diamino-hexano.

Outro é o náilon-6, feito a partir da caprolactama.

Ambos resultam em materiais resistentes e moldáveis, usados em roupas, escovas, cordas e linhas de pesca.



Kevlar

O Kevlar é outra poliamida, mas do tipo aromática.

Ele é feito a partir de p-diaminobenzeno e cloreto de p-tereftaloila.

O resultado é um polímero de altíssima resistência, usado em coletes à prova de balas, roupas de proteção e pranchas de esportes radicais.

Policarbonato

Entre os polímeros com usos mais técnicos, temos o policarbonato, formado pela reação do bisfenol A com o fosgênio.

Esse material é resistente a impactos e transparente, ideal para lentes, escudos de proteção e janelas de aviões.

Baquelite

Outro polímero interessante é a baquelite, um polímero termofixo formado pela reação do fenol com o metanal.

Por ser resistente ao calor e um excelente isolante elétrico, ele é muito usado em alças de panelas, tomadas e aparelhos antigos.

Poliuretano

Também temos os poliuretanos, que surgem da reação entre um diol e um di-isocianato.

Dependendo das condições da reação, eles podem formar espumas rígidas ou macias.

São usados em colchões, estofados e isolamentos térmicos e acústicos.



Silicone

Por fim, os silicones, que se destacam por terem cadeias com átomos de silício e oxigênio alternados.

Eles são flexíveis, resistentes ao calor e bastante usados em produtos médicos, formas de cozinha, vedantes e chupetas.



Conclusão

O que todos esses polímeros têm em comum?

Eles são formados por polimerização por condensação, exigem monômeros com grupos funcionais e sempre liberam uma molécula pequena como subproduto.

São materiais versáteis, com propriedades que permitem aplicações muito variadas — desde garrafas PET até equipamentos médicos e de proteção pessoal.

E aqui vai uma curiosidade: como saber se um plástico pode ser reciclado?

Muitos desses plásticos vêm com um número dentro de um triângulo nas embalagens.

Esses números, que vão de 1 a 7, servem para identificar o tipo de polímero e orientar a reciclagem.

Assim, fica mais fácil separar corretamente os materiais e dar o destino certo a cada um deles.

Agora sim, fechamos nossa jornada pelos dois principais tipos de polimerização.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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