Polímeros de Adição

3 min de leituraQuímica

1. O que é polimerização por adição?

No capítulo anterior, vimos que os polímeros são formados a partir da união de pequenas unidades chamadas monômeros.

E já vimos também a introdução sobre polímeros de adição.

A polimerização por adição começa com monômeros que possuem ligações duplas entre carbonos.

A ligação dupla se rompe dos monômeros se rompem, deixando os carbonos com espaço livre para fazer novas ligações com outros monômeros.

À medida que isso vai acontecendo, formamos uma longa cadeia: o polímero.

2. O papel dos radicais livres na reação

Para que esse processo inicie, muitas vezes é necessário o uso de radicais livres.

Só relembrando, radicais livres são moléculas ou fragmentos de moléculas que têm um elétron desemparelhado, ou seja, um elétron "solteiro".

Esse radical livre ataca a ligação dupla de um monômero, quebra essa ligação e se liga a um dos carbonos.

Isso gera um novo radical, que por sua vez ataca outro monômero.

Essa reação continua, formando uma cadeia cada vez maior.





Esse processo ocorre em três etapas principais:

  • Na iniciação, o radical livre é gerado e ataca o primeiro monômero.

  • Na propagação, cada novo radical formado continua reagindo com mais monômeros, prolongando a cadeia.

  • E na terminação, dois radicais se encontram e formam uma ligação final, encerrando o crescimento da cadeia polimérica.

Já vimos essas etapas em reações de adição no tópico de Reações Orgânicas, por isso vamos passar mais rápido.

Conclusão: normalmente radicais iniciam as reações de polimerização e os radicais mais utilizados são R-O•.

3. Exemplos de polímeros de adição

Agora que entendemos o mecanismo, vamos conhecer alguns dos principais polímeros de adição que encontramos no nosso dia a dia.

Nosso objetivo de todo polímero aqui é entender duas coisas: qual o monômero e qual sua aplicação prática.

PVC

Um dos mais conhecidos é o PVC (policloreto de vinila).

Ele se forma a partir do monômero cloreto de vinila, que contém uma ligação dupla e um átomo de cloro.

Quando essa ligação se rompe, os monômeros se unem em cadeia e o cloro permanece preso na estrutura.

O PVC é usado em tubos, revestimentos de piso, cabos elétricos e embalagens.



Polietileno

O polietileno (PE) se forma a partir do eteno (ou etileno).

Ele é muito comum e tem aplicações que vão de sacolas plásticas até brinquedos e frascos de produtos de limpeza.

Polipropileno

O polipropileno (PP), que vem do monômero propeno, tem uma estrutura semelhante ao PE, mas com um grupo metila (CH3) extra.

Isso faz dele um pouco mais resistente.

Ele é usado em potes de alimentos, seringas e carpetes.

Poliestireno

O poliestireno (PS), por sua vez, é derivado do estireno, também conhecido como vinilbenzeno.

Um de seus derivados mais conhecidos é o poliestireno expandido, o famoso isopor, usado em copos descartáveis e embalagens de eletrodomésticos.

Teflon

E por fim, temos o Teflon (PTFE), um polímero formado a partir do tetrafluoretileno.

Como seu nome sugere, ele contém átomos de flúor, o que lhe confere uma altíssima resistência química e térmica.

É por isso que ele é usado em panelas antiaderentes e fitas de vedação.

Conclusão

Apesar das aplicações muito diferentes, todos esses polímeros têm algo em comum:

Todos são formados por polimerização por adição, a partir de monômeros com ligações duplas, e sem formação de subprodutos como água ou gases.

O que sai disso tudo é uma cadeia longa, estável e muito útil para a sociedade.

No próximo capítulo, vamos conhecer os polímeros de condensação, que são formados de um jeito bem diferente.

Forças, está acabando.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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