Polímeros de Adição
1. O que é polimerização por adição?
No capítulo anterior, vimos que os polímeros são formados a partir da união de pequenas unidades chamadas monômeros.
E já vimos também a introdução sobre polímeros de adição.
A polimerização por adição começa com monômeros que possuem ligações duplas entre carbonos.
A ligação dupla se rompe dos monômeros se rompem, deixando os carbonos com espaço livre para fazer novas ligações com outros monômeros.
À medida que isso vai acontecendo, formamos uma longa cadeia: o polímero.
2. O papel dos radicais livres na reação
Para que esse processo inicie, muitas vezes é necessário o uso de radicais livres.
Só relembrando, radicais livres são moléculas ou fragmentos de moléculas que têm um elétron desemparelhado, ou seja, um elétron "solteiro".
Esse radical livre ataca a ligação dupla de um monômero, quebra essa ligação e se liga a um dos carbonos.
Isso gera um novo radical, que por sua vez ataca outro monômero.
Essa reação continua, formando uma cadeia cada vez maior.
Esse processo ocorre em três etapas principais:
Na iniciação, o radical livre é gerado e ataca o primeiro monômero.
Na propagação, cada novo radical formado continua reagindo com mais monômeros, prolongando a cadeia.
E na terminação, dois radicais se encontram e formam uma ligação final, encerrando o crescimento da cadeia polimérica.
Já vimos essas etapas em reações de adição no tópico de Reações Orgânicas, por isso vamos passar mais rápido.
Conclusão: normalmente radicais iniciam as reações de polimerização e os radicais mais utilizados são R-O•.
3. Exemplos de polímeros de adição
Agora que entendemos o mecanismo, vamos conhecer alguns dos principais polímeros de adição que encontramos no nosso dia a dia.
Nosso objetivo de todo polímero aqui é entender duas coisas: qual o monômero e qual sua aplicação prática.
PVC
Um dos mais conhecidos é o PVC (policloreto de vinila).
Ele se forma a partir do monômero cloreto de vinila, que contém uma ligação dupla e um átomo de cloro.
Quando essa ligação se rompe, os monômeros se unem em cadeia e o cloro permanece preso na estrutura.
O PVC é usado em tubos, revestimentos de piso, cabos elétricos e embalagens.
Polietileno
O polietileno (PE) se forma a partir do eteno (ou etileno).
Ele é muito comum e tem aplicações que vão de sacolas plásticas até brinquedos e frascos de produtos de limpeza.
Polipropileno
O polipropileno (PP), que vem do monômero propeno, tem uma estrutura semelhante ao PE, mas com um grupo metila (CH3) extra.
Isso faz dele um pouco mais resistente.
Ele é usado em potes de alimentos, seringas e carpetes.
Poliestireno
O poliestireno (PS), por sua vez, é derivado do estireno, também conhecido como vinilbenzeno.
Um de seus derivados mais conhecidos é o poliestireno expandido, o famoso isopor, usado em copos descartáveis e embalagens de eletrodomésticos.
Teflon
E por fim, temos o Teflon (PTFE), um polímero formado a partir do tetrafluoretileno.
Como seu nome sugere, ele contém átomos de flúor, o que lhe confere uma altíssima resistência química e térmica.
É por isso que ele é usado em panelas antiaderentes e fitas de vedação.
Conclusão
Apesar das aplicações muito diferentes, todos esses polímeros têm algo em comum:
Todos são formados por polimerização por adição, a partir de monômeros com ligações duplas, e sem formação de subprodutos como água ou gases.
O que sai disso tudo é uma cadeia longa, estável e muito útil para a sociedade.
No próximo capítulo, vamos conhecer os polímeros de condensação, que são formados de um jeito bem diferente.
Forças, está acabando.










