Os ecos do fascismo no mundo

4 min de leituraHistória

1. Os ecos do fascismo no mundo

Você pode pensar que o fascismo acabou com a queda do Mussolini e do Hitler,

mas não é bem assim.

A ideologia fascista deixou marcas e influenciou um monte de gente por aí.

É como se fosse uma praga que se espalhou,

e cada país tinha uma versão um pouco diferente,

dependendo das suas próprias condições.

A gente vai dar uma olhada em dois exemplos clássicos,

o da Espanha e o de Portugal,

que tinham regimes parecidos,

mas com suas particularidades.

2. O Falangismo na Espanha

Na Espanha, a gente teve o general Francisco Franco,

que tomou o poder depois de uma Guerra Civil super violenta, entre 1936 e 1939.

O regime dele é chamado de Franquismo, e se baseava na ideologia da Falange.

O Franquismo era um regime bem parecido com o fascismo italiano.

Ele era super anticomunista, tinha um líder fortíssimo

(o próprio Franco, que era chamado de "Caudilho"),

controlava a imprensa e a educação e perseguia quem era contra ele.

Uma coisa que o Franquismo teve de diferente foi a ligação bem próxima com a Igreja Católica,

que tinha um poder enorme na Espanha.

E, ao contrário dos regimes de Mussolini e Hitler,

que caíram no final da Segunda Guerra Mundial,

o Franquismo sobreviveu por muito tempo,

só terminando com a morte de Franco, em 1975.

(sugestão de recurso visual: francisco franco e quadro guernica)

3. O Salazarismo em Portugal

Em Portugal, o poder ficou nas mãos de um professor de economia chamado António de Oliveira Salazar,

que governou por quase 40 anos.

O regime dele, chamado de Estado Novo ou Salazarismo, também tinha uma cara de fascismo.

Ele era super autoritário, nacionalista e, assim como na Espanha,

tinha uma relação muito próxima com a Igreja e com a elite.

Ele acabou com os partidos políticos, com os sindicatos e usou uma polícia secreta para reprimir a oposição.

A grande diferença é que o Salazarismo era mais "chato" e menos "espetacular"

que o fascismo italiano.

Ele não tinha tanta ambição de conquista de outros territórios na Europa

e preferia um controle mais discreto da população.

Ele também sobreviveu por muito tempo, só terminando em 1974,

com a Revolução dos Cravos, que vamos falar sobre posteriormente.

(sugestão de recurso visual: salazar e revolução dos cravos)

4. O que sobrou do fascismo?

O fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945,

fez o mundo inteiro olhar para o fascismo com horror,

principalmente depois de descobrir todas as atrocidades que os nazistas fizeram.

Por um tempo, parecia que a ideologia tinha sido derrotada para sempre.

Mas o que a gente aprende é que as ideias não morrem de vez, elas se transformam.

Hoje, o fascismo não se manifesta mais com milícias de uniforme preto marchando pelas ruas.

Ele se esconde em discursos de ódio,

em mentiras espalhadas na internet,

na perseguição de minorias

e na adoração de líderes que prometem soluções mágicas.

O negacionismo (o ato de negar fatos históricos, como o Holocausto)

e as fake news são ferramentas modernas para espalhar o tipo de mentira

que os fascistas usavam na época do rádio e do cinema.

O culto ao líder ainda acontece, com pessoas defendendo seus políticos favoritos

como se eles fossem salvadores, mesmo quando eles erram.

Por isso, é tão importante estudar o fascismo!

Não é só pra saber o que aconteceu no passado,

mas pra gente conseguir reconhecer esses sinais no presente,

entender quando um discurso é perigoso

e lutar para que a gente viva em uma sociedade justa,

que valoriza a democracia e a diversidade, e não a violência e o ódio.

É a nossa forma de garantir que a história,

com todas as suas tristezas e erros, não se repita.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Os ecos do fascismo no mundo. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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