Origem e monarquia Romana
1. Origem de Roma
Você já ouviu falar da lenda de Rômulo e Remo?
Segundo a tradição, os gêmeos foram abandonados ainda bebês e salvos por uma loba, que os amamentou.
Mais tarde, Rômulo teria fundado a cidade de Roma em 753 a.C., tornando-se seu primeiro rei.
Apesar dessa narrativa lendária, os historiadores acreditam que Roma surgiu da união de aldeias latinas e sabinas na região do Lácio (atualmente localizada na Itália).
Antes da fundação de Roma, a Península Itálica era habitada por diversos povos, cada um com sua própria cultura e organização social.
Entre os principais grupos estavam os latinos, que viviam na região do Lácio.
Os etruscos, que habitavam o norte da península e possuíam uma civilização sofisticada.
E os gregos, que fundaram colônias no sul da Itália e na Sicília, região conhecida como Magna Grécia.
Além deles, havia também os sabinos, samnitas e outros povos itálicos que contribuíram para a formação da identidade romana.
Moral da história: Inúmeros povos, com diversas tradições e culturas, futuramente, iriam forjar um dos maiores Impérios já existentes.
Esse mosaico cultural influenciou profundamente as tradições, a política e a sociedade de Roma nos seus primeiros séculos.
2. A Monarquia Romana (753-509 a.C.)
Durante a monarquia, Roma teve sete reis, sendo os últimos de origem etrusca.
O poder do rei era absoluto, mas ele governava com o apoio do Senado.
Um conselho formado pelos chefes das famílias mais influentes da cidade.
Nesse sentido, os romanos se utilizavam da hereditariedade para justificar a estratificação social (não esqueça desse detalhe!!!).
Você já parou para pensar em como as pessoas viviam nessa época?
Roma era uma cidade cheia de desigualdades sociais, e sua população estava dividida em diferentes grupos, cada um com sua própria posição e função na sociedade.
Os patrícios eram os grandes aristocratas, as famílias mais ricas e influentes da cidade.
Eles acreditavam ser descendentes diretos dos fundadores de Roma, os italiotas e, por isso, tinham direito a participar do governo e a ocupar os cargos mais importantes.
Já os plebeus, que eram a maior parte da população, tinham pouquíssimos direitos políticos.
Eram pequenos agricultores, comerciantes e artesãos, que dependiam das decisões da elite para conseguir sobreviver.
Havia também os clientes, que eram pessoas livres, mas que dependiam da proteção de um patrício em troca de apoio político e lealdade.
Essa relação de dependência ajudava a manter o poder dos patrícios.
E, por fim, havia os escravizados, que, no começo, eram poucos, geralmente prisioneiros de guerra ou pessoas que não conseguiam pagar suas dívidas.
Moral da história:
Os nomes podem até mudar, mas a estratificação social nas sociedades antigas seguem basicamente o mesmo padrão.
Ou você vai me dizer que não tem uma semelhança entre os patrícios e os eupátridas?
Antes já havia tocado neste assunto, mas vamos aprofundar um pouco na organização política nesse período.
Durante a monarquia, Roma era governada por um rei, que acumulava funções políticas, militares e religiosas.
Mas ele não governava sozinho!
O rei contava com o apoio do Senado, um conselho formado pelos chefes das famílias mais influentes, que davam conselhos sobre administração, leis e decisões militares.
Além disso, existiam as assembleias, compostas por cidadãos que, apesar de terem pouca influência real no governo, eram consultadas em algumas decisões importantes.
Não caiam nessa pegadinha!
Roma estava longe de ser considerada uma democracia. Nesse período, as únicas pessoas que ocupavam as instâncias políticas eram os patrícios.
Outro detalhe importante: o cargo de rei não era hereditário.
Quando um rei morria, o Senado escolhia um sucessor, que precisava ser aprovado pela assembleia dos cidadãos.
Esse sistema ajudou a evitar disputas diretas pelo poder, mas também gerou conflitos entre patrícios e outros grupos sociais.
Momento Reflexão
Como já dizia nosso velho amigo Nicolau Maquiavel séculos depois:
A política é resultado do conflito entre os que estão no poder, os que querem estar e a maioria, que deseja não ser oprimida.
Com o tempo, a insatisfação da aristocracia cresceu devido à centralização do poder nas mãos dos reis.
O último rei de Roma, Tarquínio, o Soberbo, foi deposto, dando início a uma nova fase: a República Romana.
Um novo modelo de governo que traria “profundas” mudanças.
Por enquanto, pense o por que do uso das aspas em “profundas”.
Você sabia? Tarquínio, o Soberbo
Você já ouviu aquela expressão "o poder sobe à cabeça"?
Pois bem, esse foi exatamente o caso de Tarquínio, o Soberbo, o último rei de Roma.
O nome dele já entrega tudo: Soberbo.
O cara era arrogante, governava sem ouvir ninguém e mandava matar quem discordasse dele.
O estopim para sua queda veio quando seu filho, Sexto Tarquínio, cometeu um crime terrível contra Lucrécia, uma nobre romana.
Revoltados, seu marido e Lúcio Júnio Bruto lideraram um levante contra o rei.
O povo, já cansado da tirania, se uniu e expulsou Tarquínio e sua família de Roma em 509 a.C.
Ele tentou recuperar o trono algumas vezes, mas fracassou e morreu no exílio.
Percebeu a magia da coisa? Nem só de Política viviam os políticos de Roma.



