Origem da História enquanto uma ciência

3 min de leituraHistória

1. A visão positivista da História

Lá pelo século XIX, a História se firmou como uma ciência, muito influenciada pelo Positivismo,

aquela corrente filosófica que buscava objetividade e comprovação em tudo.

O sociólogo Émile Durkheim foi uma das figuras centrais nesse pensamento.

A ideia era olhar para o passado com olhos "científicos" e pragmáticos, focando em fatos, documentos e provas concretas.

Parece bom, né?

Mas aí tem um porém:

Essa forma de estudar o passado acabou dando atenção quase exclusiva aos grandes feitos e aos personagens considerados “importantes”

(reis, generais, presidentes…)

E o povo? E o cotidiano das pessoas comuns?

Simplesmente ficou de fora.

Essa "História Tradicional" acabou sendo uma narrativa vista de cima para baixo, onde só os grandes acontecimentos políticos e diplomáticos tinham valor.

Historiadores como Leopold von Ranke, considerado o pai da História científica,

e Theodor Mommsen, conhecido por suas obras sobre Roma Antiga,

foram representantes desse modelo, acreditando que a missão do historiador era narrar o passado tal como ele realmente aconteceu.

Mas algo muito importante foi deixado de lado: Nós só vemos ideologia, nós vemos e interpretamos os acontecimentos segundo o nosso ponto de vista…

E justamente por isso que não existe somente “ uma História”,tal como defendido pelos positivistas.

2. A virada da Escola dos Annales

Foi só no século XX que isso começou a mudar, com uma galera nova chegando com outras ideias.

A principal delas? A Escola dos Annales, criada na França por Marc Bloch e Lucien Febvre.

Eles revolucionaram a forma de fazer História.

A proposta dos Annales era simples, mas poderosa: para entender o passado, não basta olhar só para os reis e guerras.

É preciso também entender o que comia o povo, como se organizavam as famílias, como as ideias e as culturas circulavam.

E, para isso, a História precisaria conversar com outras ciências, como a Sociologia, a Geografia, a Antropologia…

A Escola dos Annales, por sua vez, passou por três fases marcantes.

Na primeira geração, com Bloch e Febvre, a proposta era romper com a história factual e focar nos aspectos sociais e culturais.

Na segunda fase, o destaque vai para Fernand Braudel, que introduziu a ideia de "longa duração",

um jeito de estudar processos históricos lentos, como o clima, a economia e a geografia.

Já na terceira fase, nomes como Jacques Le Goff e Roger Chartier ampliaram ainda mais os temas da História,

trazendo à tona assuntos como mentalidades, cultura popular e práticas de leitura.

A partir daí nasceu o que a gente chama de “História Nova”: uma forma mais ampla e mais humana de olhar para o passado.

Uma História formada por inúmeras histórias.

3. Comparando: História Tradicional x História Nova

Vamos pensar em duas pinturas para visualizar essa diferença?

A História Tradicional seria como o quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo — cheio de heróis, pompa, grandes eventos.

Já a História Nova se parece mais com “Os Quebradores de Pedras”, de Gustave Courbet — onde o foco está nas pessoas comuns e no cotidiano.

Pra facilitar ainda mais, olha essa comparação direta:

(Sugestão de recurso visual: indep. ou morte x os quebradores de nozes)

Guarda essa comparação com carinho, porque é o tipo de coisa que costuma aparecer direto nas provas!

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Origem da História enquanto uma ciência. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

Praticar questões
Questões na medida do seu nível, com correção na hora.
Tirar dúvida com o Junior
Travou? Ele explica do seu jeito, quantas vezes precisar.
Roteiro personalizado
Um plano de estudo montado pra onde você quer chegar.
Acompanhamento
Veja sua evolução de verdade, semana após semana.