O Que Foi a Guerra Fria?

5 min de leituraHistória

1. O Fim da Segunda Guerra Mundial

Hoje a gente vai começar a desvendar um dos períodos mais malucos e importantes da História: a Guerra Fria.

E, sério, pra entender essa história direitinho, a gente precisa voltar um pouco no tempo, lá pro fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Pensa comigo:

a Segunda Guerra foi uma batalha gigante onde vários países se uniram pra lutar contra um inimigo em comum, o Nazismo e o Fascismo.

Desse lado que ganhou, tinha dois países que eram superpoderosos:

os Estados Unidos (os EUA) e a União Soviética (a URSS).

Eles lutaram juntos, foram aliados e mandaram muito bem para vencer a guerra.

Mas sabe quando a gente faz um trabalho em grupo e, depois que termina,

cada um quer ir pra um lado diferente?

Então, foi mais ou menos isso que aconteceu.

Assim que a poeira da Segunda Guerra baixou,

a aliança entre EUA e URSS começou a ranger.

E não demorou muito pra eles virarem meio que "inimigos" um do outro.

2. A Conferência de Yalta: Os Primeiros Sinais de Divisão

Antes mesmo da guerra acabar de vez, em fevereiro de 1945,

os principais líderes dos Aliados – Winston Churchill (primeiro-ministro britânico),

Franklin D. Roosevelt (presidente dos EUA)

e Josef Stálin (líder da URSS) – se reuniram na cidade de Yalta, na Crimeia.

O objetivo era discutir como seria o mundo depois que a Alemanha fosse derrotada e como reconstruir os países devastados.

Parecia uma reunião de amigos, mas por trás dos sorrisos, já dava pra sentir as primeiras tensões.

Cada um tinha uma ideia muito diferente de como a Europa deveria ser organizada.

Roosevelt e Churchill sonhavam com um mundo mais democrático e com a autodeterminação dos povos,

enquanto Stálin queria garantir a segurança da União Soviética

criando uma "zona de influência" de países amigos na Europa Oriental.

Foi em Yalta que eles concordaram em dividir a Alemanha em quatro zonas de ocupação (americana, britânica, francesa e soviética)

e também decidiram que a Polônia teria um governo provisório que incluísse comunistas e não-comunistas.

No papel, parecia um acordo, mas na prática,

as sementes da desconfiança e da divergência ideológica já estavam plantadas ali.

A "reconstrução" que cada um imaginava era bem diferente, e isso logo ficaria evidente.

(Sugestão de recurso visual: uma foto histórica da Conferência de Yalta, mostrando Churchill, Roosevelt e Stálin sentados juntos, mas com uma legenda ou um pequeno infográfico destacando as diferentes ideologias e os pontos de discórdia que começaram a surgir.)

3. A Conferência de Potsdam: O Clima Esquenta e a Alemanha se Divide

Essa virada de chave começou a ficar clara em reuniões importantes,

como a Conferência de Potsdam, que rolou em julho de 1945.

Aqui, já com o novo presidente americano Harry Truman (Roosevelt tinha falecido)

e o novo primeiro-ministro britânico Clement Attlee

(que substituiu Churchill no meio da conferência), o clima ficou ainda mais pesado.

Foi em Potsdam que a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação (

soviética, americana, britânica e francesa) foi detalhada e confirmada.

E não só a Alemanha, mas a capital, Berlim, que ficava dentro da zona soviética, também foi dividida em quatro setores.

A ideia era que cada potência aliada administrasse uma parte do território alemão

e de sua capital para desmilitarizar e "desnazificar" o país.

Com o tempo, a falta de recursos e a necessidade de focar na própria reconstrução fizeram com que o Reino Unido e a França,

que estavam bem desgastados pela guerra, passassem suas zonas de ocupação para a administração dos Estados Unidos.

Assim, a Alemanha Ocidental acabou se consolidando com a união das zonas americana, britânica e francesa, enquanto a Alemanha Oriental ficou sob controle soviético.

Essa divisão se tornaria um dos símbolos mais fortes da Guerra Fria.

(Sugestão de recurso visual: um mapa da Alemanha pós-1945, mostrando as quatro zonas de ocupação (soviética, americana, britânica e francesa) e, em destaque, a divisão de Berlim também em setores. Pode-se usar cores diferentes para cada zona e uma legenda clara. Uma seta ou um box pode indicar a posterior unificação das zonas ocidentais sob administração americana.)

4. O Início da Guerra Fria e a Doutrina Truman

Alguns historiadores, que são os detetives do passado,

até dizem que o pontapé inicial dessa "Guerra Fria" foi quando os EUA jogaram as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki,

lá no Japão, também em agosto de 1945.

Imagina o susto que isso causou!

Os EUA teriam usado essas bombas não só pra acabar com a guerra no Pacífico,

mas também pra mostrar pra URSS quem mandava, pra intimidar mesmo.

A União Soviética estava super forte depois de ter vencido

um monte de batalhas na Segunda Guerra,

e isso deixava os americanos meio nervosos.

Mas calma, não tem um consenso exato sobre quando essa "Guerra Fria" começou de verdade.

É tipo aquela discussão se o ovo veio antes da galinha.

Mas a maioria da galera concorda que o início oficial, o "partiu pro jogo",

foi mesmo em 1947, com o lançamento da Doutrina Truman.

A gente vai falar mais dela depois, mas, por enquanto, guarda essa data: 1947.

Foi quando o presidente americano, Harry Truman,

disse que ia usar todos os recursos pra segurar o avanço do socialismo.

E aí, meu amigo, o pau começou a quebrar (de forma "fria", claro!).

(Sugestão de recurso visual: uma ilustração que represente o cogumelo da explosão atômica, ou um mapa do Japão com a localização de Hiroshima e Nagasaki destacadas, e talvez uma pequena legenda sobre o impacto e o poder destrutivo.)

(Sugestão de recurso visual: uma imagem com fotos dos principais líderes da Segunda Guerra Mundial, como Churchill, Roosevelt e Stalin, e ao lado, uma foto de Harry Truman, com uma seta ou um gráfico simples indicando a "transição de era" ou "o início de uma nova disputa", focando na figura de Truman como o marco do início da Guerra Fria.)


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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