O que era a Itália antes da Unificação?

3 min de leituraHistória

1. Fragmentação Política e a Falta de Identidade Nacional

Imagina um mapa da Itália.

Agora, em vez de ver um país só, imagina um monte de pedacinhos, como se fosse uma colcha de retalhos.

É que a Península Itálica, mesmo depois do Império Romano,

nunca conseguiu se juntar de novo.

Ela ficou dividida em vários reinos e ducados, cada um por si.

E a identidade? A gente pensa que todo mundo falava italiano e se sentia italiano, né?

Mas na verdade, não era bem assim.

O cara que morava em Veneza, lá em cima,

sentia-se mais veneziano do que italiano,

e a mesma coisa acontecia com quem morava em Nápoles, lá embaixo.

Não existia uma "torcida" nacional, todo mundo torcia pelo seu próprio time.

É por isso que, depois que a Itália se unificou, um dos seus líderes,

D'Azeglio, disse uma frase que ficou para a história: "Criamos a Itália, falta criar os italianos."

Bem forte, né?

2. Domínio Estrangeiro e a Influência Austríaca

Além de ser uma bagunça interna,

a Itália também tinha uns vizinhos bem "mandões" que adoravam se intrometer.

A família Habsburgo, da Áustria, era a que mais se metia,

controlando várias regiões importantes no norte, como a Lombardia e Veneza.

Era como se a Áustria fosse a dona do pedaço e os reinos italianos tivessem que seguir as regras dela.

Depois das guerras contra Napoleão Bonaparte,

os grandes chefes da Europa se reuniram no Congresso de Viena para reorganizar o mapa.

E, claro, a Itália foi dividida novamente, mas agora de um jeito mais "organizado"

para os outros países controlarem tudo.

Olha só como a Península Itálica ficou:

No meio de toda essa confusão, o Reino de Piemonte-Sardenha,

lá no noroeste, era o único com uma liderança italiana de verdade.

Além de ser o mais desenvolvido, com mais indústrias e uma economia mais forte,

ele tinha um exército mais moderno.

Por tudo isso, ele acabou se tornando o nosso "herói" nessa história,

a única parte da Itália com potencial pra liderar todo o processo de unificação.

Enquanto o norte era mais desenvolvido e industrializado, o sul,

com o Reino das Duas Sicílias, era totalmente diferente.

Ele era mais rural e dependia da agricultura.

E quem mandava ali não era uma família italiana,

mas os Bourbons, que tinham fortes laços com a Espanha.

É como se fossem dois mundos: um mais moderno e urbano no norte, e outro mais tradicional e agrário no sul.

E no meio de tudo isso, bem no coração da península,

ficavam os Estados Pontifícios, que eram as terras do Papa.

Muita gente acha que o Papa é só uma figura religiosa,

mas nessa época ele era um governante mesmo,

com poder político e até um exército próprio.

Ele não gostava nada da ideia de perder o seu poder para um novo país.

Ter que lidar com o Papa foi um dos maiores desafios.

Por fim, várias outras regiões do norte, como a Lombardia, a Veneza e a Toscana,

estavam sob o controle direto ou indireto da Áustria.

A Áustria, uma das grandes potências da Europa,

não queria de jeito nenhum que a Itália se unificasse.

Ela estava sempre de olho, pronta para acabar com qualquer movimento de revolta.

Viu só o tamanho da confusão?

Antes da unificação, a Itália era um monte de pedacinhos espalhados,

sem um líder forte e com um monte de gente de fora dando palpite.

O desafio era juntar tudo isso.

Mas como é que eles fizeram isso, sendo que o povo nem se considerava um só?

Essa é a grande pergunta que a gente vai responder!

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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