O protagonismo do Piemonte-Sardenha

3 min de leituraHistória

1. A estratégia da dupla Cavour e Vítor Emanuel II

Como a gente viu no capítulo anterior,

a galera que tentou a unificação "na raça" acabou levando uma surra das potências europeias.

Com o fracasso das revoltas populares,

o caminho ficou livre para uma nova estratégia, mais pensada e organizada.

E é aqui que entra o grande protagonista da nossa história:

o Reino de Piemonte-Sardenha.

O rei do Piemonte, Vítor Emanuel II, era o líder do reino,

mas o verdadeiro gênio por trás de tudo era seu primeiro-ministro, o Conde de Cavour.

Pensa em Cavour como o estrategista,

o cara que jogava xadrez enquanto os outros jogavam damas.

Ele era liberal e acreditava que a unificação devia ser feita por um Estado forte,

com um exército bem treinado e uma economia próspera.

O projeto dele era criar uma monarquia, liberal sim, mas que não abrisse mão do controle.

O povo podia até apoiar, mas quem mandaria no jogo seriam eles, a elite.

2. A aliança com a França: um acordo perigoso

Cavour sabia que o Piemonte não era forte o suficiente para expulsar a Áustria sozinho.

Por isso, ele partiu para a diplomacia e fez uma aliança secreta com o imperador da França, Napoleão III.

O trato era o seguinte: a França ajudaria o Piemonte a lutar contra a Áustria,

e em troca, receberia os territórios de Nice e Savoia.

Era um acordo de risco,

mas que Cavour estava disposto a fazer para dar o primeiro passo na unificação.

3. A guerra de 1859 e a primeira grande vitória

Com o acordo selado, a guerra contra a Áustria começou em 1859.

Com a ajuda das tropas francesas,

o exército piemontês conseguiu uma vitória importante e anexou a Lombardia.

Essa vitória não só deu ao Piemonte um território enorme,

como também serviu de inspiração para outras regiões da Itália.

A notícia da vitória piemontesa se espalhou, e os ducados vizinhos,

como Toscana, Parma e Módena,

começaram seus próprios movimentos para se juntar ao Piemonte.

A população votou em plebiscitos (tipo uma votação popular)

e decidiu que queria fazer parte do novo reino.

Cavour conseguiu o que queria: a unificação do norte da Itália.

No meio de tudo isso, a gente não pode esquecer que a política é cheia de reviravoltas.

Napoleão III, pressionado pelos católicos na França que não queriam que o Papa

perdesse poder, rompeu a aliança de repente

e fez um acordo de paz separado com a Áustria.

Isso fez com que a região de Veneza,

que também era controlada pela Áustria,

ficasse de fora da unificação naquele momento.

Mesmo assim, o primeiro passo gigante já tinha sido dado.

A unificação do norte estava praticamente completa, mas e o sul?

O sul ainda era o Reino das Duas Sicílias,

e a gente vai ver que o protagonista dessa história será outro.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender O protagonismo do Piemonte-Sardenha. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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