O protagonismo do Piemonte-Sardenha
1. A estratégia da dupla Cavour e Vítor Emanuel II
Como a gente viu no capítulo anterior,
a galera que tentou a unificação "na raça" acabou levando uma surra das potências europeias.
Com o fracasso das revoltas populares,
o caminho ficou livre para uma nova estratégia, mais pensada e organizada.
E é aqui que entra o grande protagonista da nossa história:
o Reino de Piemonte-Sardenha.
O rei do Piemonte, Vítor Emanuel II, era o líder do reino,
mas o verdadeiro gênio por trás de tudo era seu primeiro-ministro, o Conde de Cavour.
Pensa em Cavour como o estrategista,
o cara que jogava xadrez enquanto os outros jogavam damas.
Ele era liberal e acreditava que a unificação devia ser feita por um Estado forte,
com um exército bem treinado e uma economia próspera.
O projeto dele era criar uma monarquia, liberal sim, mas que não abrisse mão do controle.
O povo podia até apoiar, mas quem mandaria no jogo seriam eles, a elite.
2. A aliança com a França: um acordo perigoso
Cavour sabia que o Piemonte não era forte o suficiente para expulsar a Áustria sozinho.
Por isso, ele partiu para a diplomacia e fez uma aliança secreta com o imperador da França, Napoleão III.
O trato era o seguinte: a França ajudaria o Piemonte a lutar contra a Áustria,
e em troca, receberia os territórios de Nice e Savoia.
Era um acordo de risco,
mas que Cavour estava disposto a fazer para dar o primeiro passo na unificação.
3. A guerra de 1859 e a primeira grande vitória
Com o acordo selado, a guerra contra a Áustria começou em 1859.
Com a ajuda das tropas francesas,
o exército piemontês conseguiu uma vitória importante e anexou a Lombardia.
Essa vitória não só deu ao Piemonte um território enorme,
como também serviu de inspiração para outras regiões da Itália.
A notícia da vitória piemontesa se espalhou, e os ducados vizinhos,
como Toscana, Parma e Módena,
começaram seus próprios movimentos para se juntar ao Piemonte.
A população votou em plebiscitos (tipo uma votação popular)
e decidiu que queria fazer parte do novo reino.
Cavour conseguiu o que queria: a unificação do norte da Itália.
No meio de tudo isso, a gente não pode esquecer que a política é cheia de reviravoltas.
Napoleão III, pressionado pelos católicos na França que não queriam que o Papa
perdesse poder, rompeu a aliança de repente
e fez um acordo de paz separado com a Áustria.
Isso fez com que a região de Veneza,
que também era controlada pela Áustria,
ficasse de fora da unificação naquele momento.
Mesmo assim, o primeiro passo gigante já tinha sido dado.
A unificação do norte estava praticamente completa, mas e o sul?
O sul ainda era o Reino das Duas Sicílias,
e a gente vai ver que o protagonista dessa história será outro.


