O mundo reorganizado: conferências e instituições
1. As Conferências: o mapa do novo mundo
Quando a poeira da Segunda Guerra Mundial baixou,
os líderes mundiais sabiam que precisavam de um plano para evitar que algo assim acontecesse de novo.
O problema é que, mesmo como aliados, os países já tinham interesses e ideias bem diferentes.
A paz estava chegando, mas a semente de uma nova briga já tinha sido plantada.
Antes mesmo da guerra terminar, os "Três Grandes"
— Franklin Roosevelt (EUA), Winston Churchill (Reino Unido) e Josef Stálin (União Soviética) — se reuniram para decidir o futuro do mundo.
- A gente já viu a Conferência de Teerã (1943), onde eles planejaram a abertura de uma nova frente contra a Alemanha.
- Em 1945, com a vitória já no horizonte, eles se encontraram de novo na Conferência de Yalta.
Foi lá que eles discutiram a divisão das "áreas de influência" na Europa.
Em geral, a Europa Oriental, que estava sendo libertada pelas tropas soviéticas, ficaria na área de influência da URSS.
Mais tarde, na Conferência de Potsdam, o clima já era de tensão.
Roosevelt tinha morrido e foi substituído por Truman.
Churchill perdeu as eleições na Inglaterra e também foi substituído.
Com a bomba atômica já pronta, os EUA tinham uma nova carta na manga.
Foi nessa conferência que eles decidiram a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação:
Uma para os EUA, uma para a URSS, uma para o Reino Unido e outra para a França.
2. A criação da ONU e o Tribunal de Nuremberg
Para garantir a paz e evitar um novo conflito,
os países criaram a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945.
A ideia era ser um lugar onde os países pudessem conversar
e resolver seus problemas de forma pacífica, diferente da fracassada Liga das Nações.
Para mostrar que os crimes da guerra não ficariam impunes,
foi criado o Tribunal de Nuremberg.
Lá, os principais líderes nazistas foram julgados por crimes de guerra
e crimes contra a humanidade.
Foi a primeira vez na história que a justiça internacional agiu
para responsabilizar líderes por suas atrocidades.
3. Reconstruindo o mundo (e o capitalismo)
A guerra devastou a economia da Europa.
Os Estados Unidos, que saíram do conflito com a economia bombando,
sabiam que uma Europa fraca poderia ser um problema.
Por isso, eles lançaram o Plano Marshall,
um programa para ajudar na reconstrução do continente,
dando dinheiro e suprimentos.
Isso não foi só generosidade; a ideia também era garantir que os países europeus não caíssem na mão do comunismo.
Para dar estabilidade à economia global, eles criaram algumas instituições importantes, na Conferência de Bretton Woods:
- O Fundo Monetário Internacional (FMI), para ajudar países em crise financeira.
- O Banco Mundial, para financiar a reconstrução e o desenvolvimento.
- O GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio), que mais tarde virou a Organização Mundial do Comércio (OMC), para facilitar o comércio entre os países e evitar crises.
4. A Guerra Fria: a nova divisão do mundo
Aqui, vou lhe dar um gostinho do que há por vir..
A gente já viu que as tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética não pararam depois da guerra.
E foi assim que a rivalidade entre as duas superpotências cresceu,
dividindo o mundo em dois blocos.
De um lado, o bloco capitalista, liderado pelos EUA;
do outro, o bloco socialista, liderado pela URSS.
A Europa, que antes era o centro do mundo,
se tornou o principal campo de batalha ideológico.
A Alemanha, dividida, se tornou um símbolo dessa nova disputa,
com uma parte capitalista (Alemanha Ocidental)
e uma socialista (Alemanha Oriental).
E o resto…bem, o resto é história!
(Sugestão de recurso visual: Um mapa-múndi mostrando a divisão do mundo em dois blocos no período da Guerra Fria. Use duas cores contrastantes, como azul e vermelho, para indicar as áreas de influência capitalista e socialista. Inclua uma foto de Stálin, Churchill e Roosevelt em Yalta.)