O Governo de Stalin (1927-1953) até a Segunda Guerra Mundial
1. A ascensão de Stalin
E aí! Chegamos a uma das partes mais polêmicas da história russa.
A gente parou com a briga entre Trótski e Stalin pelo poder.
E se você achou que a revolução ia trazer paz,
pode ir tirando o seu cavalinho da chuva.
Stalin tinha um plano, e faria de tudo para colocá-lo em prática.
Lembra que o Stalin era o secretário-geral do Partido Comunista?
Pois é, ele usou essa posição para construir um poder enorme por trás das câmeras.
Enquanto Trótski era um gênio da oratória, super popular e com ideias de espalhar a revolução pelo mundo,
Stalin era o cara que controlava a burocracia,
colocava seus aliados em posições importantes e, aos poucos, isolava seus inimigos.
A briga era ideológica, mas também uma luta de poder pessoal.
E Stalin venceu.
Ele fez com que Trótski fosse expulso do partido
e, depois, da União Soviética, em 1929.
Trótski virou um fugitivo, viajando por vários países,
mas Stalin não o deixou em paz.
Em 1940, Trótski foi assassinado no México por um agente soviético,
pondo fim àquele que era a principal oposição a Stalin.
(Sugestão de recurso visual: Uma foto de Trótski em exílio e uma de Stalin em uma pose de poder. Um "Quem foi?" sobre Trótski seria legal aqui, explicando sua importância na revolução e sua oposição a Stalin.)
2. A repressão política
Com o poder consolidado, Stalin começou a eliminar qualquer um que pudesse ser uma ameaça.
A Rússia viveu um período de intensa repressão política.
Ex-líderes da revolução, militares, intelectuais...
todo mundo que era suspeito de ser contra Stalin era preso, torturado e executado.
Esse período ficou conhecido como os "Grandes Expurgos".
Milhões de pessoas foram enviadas para os campos de trabalho forçado (os gulags)
ou simplesmente sumiram.
A vida na União Soviética se tornou cheia de medo.
3. Os Planos Quinquenais e a coletivização do campo
O objetivo principal de Stalin era transformar a União Soviética em uma potência industrial.
Para isso, ele abandonou a NEP de Lênin e criou os Planos Quinquenais.
Como o nome diz, eram planos de 5 anos, com metas super ambiciosas para a economia.
O primeiro plano (1928-1933) focou na industrialização pesada.
Siderúrgicas, usinas hidrelétricas e fábricas de armamentos surgiram do nada,
e o país cresceu de forma impressionante.
Mas para isso acontecer, Stalin precisava de recursos, e ele os tirou do campo.
Ele forçou a coletivização da agricultura.
Isso significa que as terras de milhões de camponeses foram unidas em fazendas
do Estado, e quem se recusou a fazer parte do plano foi brutalmente reprimido,
o que gerou uma fome enorme em algumas regiões.
(Sugestão de recurso visual: Um infográfico "Antes e Depois" com fotos de uma área rural e de uma fábrica ou usina construída durante os Planos Quinquenais para mostrar o contraste da industrialização.)
4. O Realismo Socialista
O Realismo Socialista não era um movimento de artistas que se uniram por uma causa,
mas sim uma ordem do Estado.
Seu objetivo era usar a arte como uma ferramenta de propaganda para o socialismo e para o governo de Stalin.
A arte deveria ser "realista" na sua forma
(ou seja, fácil de entender, sem ser abstrata ou experimental),
e "socialista" no seu conteúdo.
Isso significa que as pinturas, esculturas, livros e até as músicas tinham que seguir algumas regras claras
Glorificar o trabalho:
A maioria das obras mostrava trabalhadores fortes e felizes, construindo fábricas, colhendo nas fazendas ou carregando armas para o exército.
A ideia era mostrar que o trabalho manual era nobre e que o socialismo trazia prosperidade para o povo.
Idealizar a realidade:
Mesmo que a vida fosse difícil, a arte tinha que mostrar o lado bom da coisa, como se a União Soviética fosse um paraíso.
As paisagens rurais eram perfeitas, as cidades eram limpas e os heróis do povo eram impecáveis.
Celebrar o líder:
As imagens de Stalin estavam em todo lugar.
Ele era retratado como um pai, um líder sábio e forte que guiava o país para o futuro.
Essa imposição artística mostra o nível de controle do governo stalinista.
Antes de Stalin, a Rússia tinha uma cena artística super criativa e experimental,
com pintores e poetas que revolucionavam a arte.
O Realismo Socialista acabou com tudo isso.
Os artistas que não seguiam as regras eram considerados "inimigos do povo"
e podiam ser presos ou até mesmo executados, como aconteceu com alguns.
A arte, que normalmente é um espaço de liberdade de expressão,
se tornou uma obrigação.
Era uma forma de educar o povo,
mas na verdade era uma forma de doutrinar,
mostrando apenas o que o governo queria que as pessoas vissem.
(Sugestão de recurso visual: Um cartaz de propaganda soviética da época que mostra Stalin com um ar de "pai da nação", cercado por operários e camponeses felizes.)
5. Relações externas
No começo, a União Soviética via a Alemanha de Hitler como uma inimiga clara,
já que o nazismo era abertamente anticomunista.
A URSS até tentou fazer alianças contra Hitler, mas as democracias ocidentais,
como a Inglaterra e a França, não confiavam em Stalin.
Foi aí que aconteceu algo que chocou o mundo:
em 1939, a União Soviética assinou um pacto de não-agressão com a Alemanha nazista,
o Pacto Molotov-Ribbentrop.
Para Stalin, era uma forma de ganhar tempo para se preparar para um inevitável ataque alemão.
E, de quebra, eles dividiram a Polônia entre si,
invadindo o país por lados opostos.
Mas Hitler não era de confiança.
Em 1941, ele traiu o pacto e invadiu a União Soviética.
A Segunda Guerra Mundial chegou à Rússia.
E, como a gente vai ver depois,
esse confronto seria decisivo para o resultado da guerra e para a história da URSS.
Você sabia? O Exército Vermelho na Segundo Guerra Mundial
Sabe o Exército Vermelho?
Aquele que o Trótski organizou lá no começo da Revolução para lutar na Guerra Civil?
Pois é, ele não só venceu aquela guerra, como se tornou uma das forças mais poderosas e temidas do planeta!
A gente viu que o Stalin forçou uma industrialização super rápida com os Planos Quinquenais, certo?
Uma das prioridades era justamente produzir armas, tanques e aviões,
e isso fez com que o Exército Vermelho crescesse muito.
Quando a Alemanha Nazista invadiu a União Soviética em 1941,
o mundo ficou em choque.
Mas foi o Exército Vermelho que travou a guerra mais brutal e decisiva do conflito.
Eles não só defenderam o país, como também, em batalhas épicas como a de Stalingrado,
eles conseguiram virar o jogo contra Hitler.
Os nazistas, que pareciam invencíveis, foram parados e,
depois, empurrados de volta para Berlim.
O esforço e a atuação do Exército Vermelho foram tão importantes que
muitos historiadores dizem que a vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial
não teria sido possível sem eles.
Foi uma atuação essencial e que marcou a história para sempre.