O declínio do Império Romano

4 min de leituraHistória

1. O Baixo Império Romano (235-476 d.C.)

A partir do século III, o Império Romano começou a desandar economicamente.

E não foi pouca coisa!

Com o fim das grandes conquistas, veio um problema: menos escravos para trabalhar, o que derrubou a produção agrícola e fez os preços dispararem.

Ao mesmo tempo, os gastos com o exército só aumentavam, já que as fronteiras precisavam ser protegidas.

Adivinha quem pagava essa conta? Isso mesmo, o povo, com impostos cada vez mais pesados.

E como se não bastasse, o governo teve a brilhante ideia de desvalorizar a própria moeda.

O resultado? Uma inflação gigantesca!

O dinheiro perdeu valor rápido, e os mais pobres foram os que mais sofreram.

(Sugestão de recurso visual: uma representação gráfica da inflação romana e seu impacto na economia.)

Sem um fluxo constante de escravos, os grandes donos de terra precisavam de outra solução para manter a produção.

Foi aí que surgiu o colonato: um sistema onde camponeses livres passavam a trabalhar nas terras dos senhores em troca de um pedaço de terra para cultivar.

Parece uma boa troca? Nem tanto.

Esses colonos não eram escravos, mas também não eram totalmente livres.

Eles podiam viver na terra, mas tinham que pagar tributos e entregar parte da colheita ao proprietário.

Com o tempo, essa relação ficou fixa e hereditária, ou seja, os filhos dos colonos também eram obrigados a continuar ali, presos à terra.

Se isso te lembra o feudalismo da Idade Média, não é coincidência!

O colonato ajudou a manter a produção agrícola funcionando, mas mostrou que os tempos de ouro do Império Romano tinham ficado para trás.

Inflação, crise e mudanças sociais eram sinais claros de que grandes transformações estavam por vir.

2. A divisão do Império e a queda de Roma

Para tentar salvar o império, Teodósio I decidiu dividi-lo entre seus dois filhos:

O Império Romano do Ocidente, com capital em Ravena, e o Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla.

Enquanto o Oriente prosperou, o Ocidente sofreu com invasões e crises internas, as quais vamos ver logo à frente.

(Sugestão de recurso visual: um mapa mostrando a divisão do Império Romano em 395 d.C.)


Vamos rever tudo que vimos na parte do Baixo Império, só que de forma interligada e com alguns detalhes a mais!!!

A crise do império romano não se deu por apenas um motivo, mas sim por um conjunto de fatores.

Que, ao serem combinados culminaram na queda do Império romano do Ocidente.

Inicialmente,a certo ponto, houve a estabilização das fronteiras no período da Pax Romana e a expansão do Império foi diminuindo.

Com isso, a quantidade de escravos diminuiu e, como já vimos, eles formavam a base da economia romana.

Assim, inicia-se uma crise produtiva.

Sem uma economia favorável, inicia-se uma época de inflação e, consequentemente, uma crise social que impactou não somente, mas principalmente a classe média romana.

Se a população não possui o poder aquisitivo necessário, logo os comerciantes param de lucrar e não conseguem pagar os impostos ao Estado.

Tem mais!!! Não podemos esquecer que no início do Império, Otávio havia profissionalizado o exército, logo parte do dinheiro do Estado seria para mantê-lo ativo.


Aí você pode perguntar: Mas o Estado não estava enfrentando uma crise financeira pela falta de arrecadação dos impostos?

Pois é!!!

O Estado não tinha mais condições de manter o exército.

E, sem escolha, "convidou" os povos germânicos que viviam nas fronteiras do Império para fazerem parte do exército em troca da cidadania romana.

No entanto, o que começou como um convite, acabou se tornando em invasão... o que nos leva ao próximo tópico.

Os povos germânicos começaram a invadir o Império Romano por uma combinação de fatores.

Em primeiro lugar, a pressão dos hunos sobre as tribos germânicas as forçou a migrar para o território romano em busca de refúgio.

Para muitos povos germânicos, invadir Roma significava acesso a terras férteis, saques e a possibilidade de estabelecer novos reinos.

Só no século V, Roma foi saqueada duas vezes: primeiro pelos visigodos, em 410 d.C., e depois pelos vândalos, em 455 d.C.

Essas invasões demonstraram que o império estava completamente fragilizado e incapaz de se defender.

(Sugestão de recurso visual: uma representação artística da deposição de Rômulo Augústulo)

Você lembra da Igreja Cristã?

Ela agora ascende como o maior órgão político da Idade Média.

É o que o ditado diz: Os humilhados serão exaltados!

Mas isso é história para o próximo capítulo.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender O declínio do Império Romano. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

Praticar questões
Questões na medida do seu nível, com correção na hora.
Tirar dúvida com o Junior
Travou? Ele explica do seu jeito, quantas vezes precisar.
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