O Absolutismo na Espanha e em Portugal

4 min de leituraHistória

1. A centralização na Espanha após a Reconquista

Se na França e na Inglaterra o absolutismo teve trajetórias distintas, na Península Ibérica ele foi profundamente marcado por dois elementos centrais:

A influência da Igreja Católica e o acúmulo de riqueza vindo das colônias.

Como ainda vamos estudar, mas já vimos um spoiler, Espanha e Portugal viveram processos próprios de centralização política,

sustentados por alianças religiosas e econômicas que reforçaram o poder dos reis.

A formação do Estado espanhol moderno só foi possível após a Reconquista, um longo processo de expulsão dos mouros (muçulmanos) da Península Ibérica.

Com a união dos reinos de Castela e Aragão,

os reis católicos Isabel e Fernando deram início à centralização do poder, promovendo a unificação religiosa e política do território.

Esse processo não se deu de forma pacífica.

A unificação envolveu perseguições religiosas, controle ideológico e repressão às diferenças.

E como já é de se esperar, o poder real foi se afirmando com o apoio da Igreja e com o fortalecimento da autoridade monárquica.

2. A Inquisição e a Igreja como pilares do poder

Um dos instrumentos mais eficazes para consolidar o absolutismo espanhol foi a atuação da Inquisição,

tribunal religioso criado para garantir a ortodoxia católica.

Sob controle direto dos reis, a Inquisição perseguiu judeus, mouros e convertidos,

além de qualquer um que desafiasse os dogmas oficiais.

Essa aliança entre Coroa e Igreja foi essencial para a manutenção do poder.

A religião não era apenas fé: era política de Estado.

Perseguir hereges e garantir a unidade religiosa significava, na prática, fortalecer o controle sobre o território e sobre os súditos.

(Sugestão de recurso visual: mapa da Península Ibérica mostrando as etapas da Reconquista e a atuação da Inquisição nas principais cidades.)

3. O império espanhol e a riqueza vinda da América

No século XVI, com as grandes navegações, a Espanha se tornou um império global.

Durante os reinados de Carlos V e Felipe II, a Coroa espanhola dominava vastas regiões da América, da Ásia e da própria Europa.

As riquezas vindas da exploração colonial,

especialmente o ouro e a prata das minas americanas, foram fundamentais para manter o luxo da corte, financiar guerras e sustentar a burocracia estatal.

Mas também criaram uma economia dependente e marcada por desigualdades profundas.

Mesmo com tanto ouro, o império enfrentava crises frequentes.

A riqueza extraída das colônias não era suficiente para equilibrar os gastos militares e administrativos,

e o poder espanhol foi se enfraquecendo ao longo dos séculos seguintes.

(Sugestão de recurso visual: gráfico mostrando a entrada de metais preciosos na Espanha durante os séculos XVI e XVII.)

4. O absolutismo em Portugal: Igreja, Padroado e D. João V

Em Portugal, o absolutismo teve um caminho semelhante, com forte aliança entre a Coroa e a Igreja Católica.

Um dos instrumentos centrais foi o Padroado, que permitia ao rei interferir diretamente nos assuntos da Igreja, inclusive na nomeação de bispos.

A Inquisição portuguesa, assim como na Espanha, também atuava como mecanismo de controle social e político.

Ela reforçava a autoridade dos reis e ajudava a manter a ordem religiosa, elemento visto como essencial para a estabilidade do reino.

O ponto alto do absolutismo português foi o reinado de D. João V (1707–1750).

Rico graças ao ouro vindo do Brasil (sem comentários…), especialmente da região das Minas, D. João V investiu em grandes obras,

como o Convento de Mafra e o Aqueduto das Águas Livres.

A ostentação de sua corte era comparável às de outros reis absolutistas europeus.

O que podemos concluir?

Apesar das semelhanças com a Espanha, Portugal teve uma administração mais modesta,

marcada por uma elite burocrática que exercia parte do poder em nome do rei.

Ainda assim, o modelo absolutista se consolidou com o apoio da Igreja e a exploração das riquezas coloniais.

(Sugestão de recurso visual: imagem do Convento de Mafra e do Aqueduto das Águas Livres como símbolos do poder absolutista português.)

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender O Absolutismo na Espanha e em Portugal. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

Praticar questões
Questões na medida do seu nível, com correção na hora.
Tirar dúvida com o Junior
Travou? Ele explica do seu jeito, quantas vezes precisar.
Roteiro personalizado
Um plano de estudo montado pra onde você quer chegar.
Acompanhamento
Veja sua evolução de verdade, semana após semana.