O 11 de Setembro e a Doutrina Bush

5 min de leituraHistória

1. O surgimento da Al-Qaeda e as raízes do 11 de setembro

Para entender o 11 de setembro, a gente precisa voltar um pouco no tempo.

Lá nos anos 80, a União Soviética invadiu o Afeganistão para apoiar um governo comunista no país.

Em resposta a isso, os Estados Unidos, junto com a Arábia Saudita,

decidiram ajudar os grupos de resistência afegãos, os chamados mujahedins.

Por que os EUA fizeram isso?

Para desgastar e enfraquecer a União Soviética, que era sua grande rival na Guerra Fria.

O problema é que, entre esses grupos que os Estados Unidos financiaram e armaram, estava um cara chamado Osama bin Laden,

que liderava uma organização chamada Al-Qaeda.

A missão de Bin Laden e seus seguidores era lutar contra a presença soviética,

e eles contaram com a ajuda dos americanos para isso.

A guerra foi longa, os soviéticos se retiraram e a Al-Qaeda se sentiu vitoriosa.

Mas depois de vencer a guerra, o alvo deles mudou.

Eles viram os Estados Unidos, que antes eram seus aliados, como o novo inimigo a ser combatido.

Para eles, a presença de tropas americanas no Oriente Médio (principalmente na Arábia Saudita) era uma ameaça à cultura e religião islâmicas

e faziam intervenções totalmente desnecessárias ( e violentas) no país.

Foi essa revolta que plantou a semente para o que viria a acontecer anos depois.

2. Os atentados de 11 de setembro de 2001

O mundo inteiro parou para assistir, chocado, ao maior ataque terrorista da história.

No dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões de passageiros foram sequestrados.

Dois deles foram jogados contra o World Trade Center, em Nova York,

símbolo do poder econômico dos Estados Unidos.

O terceiro avião atingiu o Pentágono, que é a sede do poder militar do país.

E o quarto caiu em um campo na Pensilvânia,

depois que os passageiros lutaram contra os sequestradores.

Os atentados, que mataram quase 3 mil pessoas, foram assumidos pela Al-Qaeda.

A gente pode ver esses ataques como um recado direto:

Mesmo sendo a maior potência do mundo, os Estados Unidos não eram invencíveis e agora tinham um novo tipo de inimigo,

que não usava exércitos ou tanques, mas a surpresa e o medo para atacar.

(Sugestão de recurso visual: Um mapa-múndi mostrando a origem dos terroristas e as rotas dos voos sequestrados, com a legenda "O ataque planejado de uma rede global" para ilustrar o alcance da Al-Qaeda.)

3. A Guerra ao Terror: invasões do Afeganistão e do Iraque

A resposta dos Estados Unidos foi imediata e super dura.

O presidente da época, George W. Bush, declarou que os atentados eram um ato de guerra e que o país faria de tudo para acabar com o terrorismo.

Ela mudou totalmente a forma como os Estados Unidos se relacionavam com o mundo.

O presidente George W. Bush criou a Doutrina Bush,

uma nova política de segurança que defendia a "guerra preventiva".

O que isso quer dizer?

Que, a partir de agora, os EUA não iriam mais esperar que uma ameaça fizesse algo para se defender.

Eles iriam atacar primeiro, antes que o perigo se tornasse real.

Em 2001, o governo americano invadiu o Afeganistão para derrubar o Talibã,

o grupo que governava o país e que estava protegendo Osama bin Laden.

Depois, em 2003, veio a invasão do Iraque.

A justificativa oficial foi a de que o ditador Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.

Mas, como a gente já viu, essas armas nunca foram encontradas,

e muitos analistas acreditam que a verdadeira razão da invasão foi o interesse americano em controlar o petróleo do Iraque.

(Sugestão de recurso visual: Uma charge da época mostrando o Tio Sam com um escudo da "Guerra ao Terror" e a legenda "O novo super-herói do mundo?", para refletir sobre a postura dos EUA.)

4. A crítica à atuação unilateral dos EUA e o papel da ONU

Essa atitude dos americanos é o que a gente chama de atuação unilateral.

Pensa em "uni" como "um".

Os Estados Unidos decidiram agir sozinhos, por conta própria, sem a autorização da ONU ou de outros países importantes, como a França e a Alemanha.

Essa decisão foi um baque enorme.

A ONU foi criada justamente para evitar que um país tomasse decisões que pudessem levar o mundo a uma guerra sem a aprovação de todos.

Mas, ao ignorar a ONU, os Estados Unidos mostraram que se viam como a única superpotência de verdade, que podia fazer o que quisesse.

Para muitos, isso enfraqueceu a ONU e fez com que o mundo se tornasse um lugar mais imprevisível.

5. A expansão do terrorismo e o atentado em Madri (2004)

A Guerra ao Terror, em vez de acabar com os ataques,

acabou os espalhando pelo mundo.

Os grupos terroristas, revoltados com as invasões no Oriente Médio, passaram a atacar países que eram aliados dos Estados Unidos,

o que se tornou um fenômeno conhecido como "efeito bumerangue".

Um exemplo dramático disso foi o atentado em Madri, na Espanha, em 2004.

A Espanha tinha apoiado as ações dos EUA no Iraque, e como retaliação, terroristas colocaram bombas em trens de passageiros, matando centenas de pessoas.

O ataque foi tão chocante que a população espanhola, com medo, votou para tirar do poder o primeiro-ministro que era a favor da guerra.

Isso mostra como o terrorismo se tornou uma ameaça global, que pode atingir qualquer país.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender O 11 de Setembro e a Doutrina Bush. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

Praticar questões
Questões na medida do seu nível, com correção na hora.
Tirar dúvida com o Junior
Travou? Ele explica do seu jeito, quantas vezes precisar.
Roteiro personalizado
Um plano de estudo montado pra onde você quer chegar.
Acompanhamento
Veja sua evolução de verdade, semana após semana.