Nacionalismo

4 min de leituraHistória

1. Nacionalismo: A Ideia da Nação

Já conversamos sobre as ideias que queriam transformar o mundo e o mercado, como o liberalismo e o socialismo.

Mas teve uma outra ideia que, no século XIX, mudou o mapa do planeta: o Nacionalismo.

Você já parou para pensar o que significa "ser brasileiro"?

O que faz a gente se sentir parte de uma nação?

A gente compartilha a mesma língua, o mesmo sotaque, uma cultura parecida,

o mesmo time de futebol... Certo?

Então, a ideia do nacionalismo é exatamente essa.

É a crença de que as pessoas que compartilham uma mesma cultura,

língua e história devem formar um país, um Estado-Nação.

Isso pode parecer óbvio hoje, mas no século XIX, não era!

A Europa era cheia de reinos e impérios gigantes, com várias etnias e línguas misturadas.

Um historiador chamado Benedict Anderson tem uma frase bem legal para explicar isso.

Ele diz que a nação é uma "comunidade imaginada".

Pensa só: você nunca vai conhecer os mais de 200 milhões de brasileiros,

mas você se sente parte de um grupo com eles, certo?

Essa sensação de pertencimento é o que o nacionalismo constrói.

Os governos da época usaram essa ideia para criar uma identidade única,

com símbolos, hinos e heróis nacionais.

O objetivo era unir o povo, garantir a obediência e ter um mercado interno mais forte.

E o nacionalismo foi o principal motor de dois grandes eventos que a gente vai ver em detalhes mais pra frente:

a Unificação da Itália e a Unificação da Alemanha.

Esses países não existiam como nações unidas.

Eles eram formados por um monte de reinos e ducados,

e só a partir do século XIX é que o nacionalismo, junto com interesses da elite,

juntou todo mundo e formou os países que a gente conhece hoje.

Você sabia? Primeiro a Itália, depois os italianos

A ideia de "ser italiano" foi tão forte depois que a Itália se unificou que um líder do movimento disse uma frase muito famosa:

"Fizemos a Itália, agora precisamos fazer os italianos".

Isso mostra como a criação de uma nação não era só juntar territórios no mapa.

Era preciso criar uma identidade, uma cultura e um sentimento de pertencimento para que as pessoas,

que antes se consideravam toscanas, napolitanas ou sicilianas, se sentissem, de fato, italianas!

Memento Reflexão: A Linha Tênue do Nacionalismo

A gente acabou de ver como a ideia de nação foi importante para unir povos e criar países.

Sentir orgulho da nossa cultura, da nossa história e de quem a gente é faz parte da nossa identidade, né?

Mas e quando esse orgulho vai longe demais?

O que acontece quando o "nós" se torna mais importante do que o "eles"?

Foi no século XIX que essa linha começou a ficar bem, bem fina.

Quando o nacionalismo é levado ao extremo, ele pode criar a ideia de que a nossa nação é superior às outras.

Isso abre a porta para o racismo e a xenofobia, que é o medo ou ódio a estrangeiros.

A gente começa a ver o "diferente" como uma ameaça à nossa própria identidade,

e não como algo que pode nos enriquecer.

E a história nos mostra que, quando essa mentalidade se consolida, o resultado pode ser trágico.

A ideia de superioridade de uma nação sobre a outra, ou de uma "raça" sobre a outra,

já foi usada para justificar guerras, massacres e até mesmo genocídios.

É quando a gente para de ver o outro como um ser humano e passa a vê-lo como um problema a ser eliminado.

Então, fica a reflexão: como a gente pode celebrar e amar a nossa identidade, a nossa cultura, sem cair nessa armadilha do ódio e do desprezo pelo diferente?

O nacionalismo foi um motor poderoso de união,

mas a sua versão mais perigosa também foi uma das maiores forças de separação da história.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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