Mundo entreguerras: das frustraçoes à catástrofe

6 min de leituraHistória

1. As consequências da Primeira Guerra Mundial

Vamos dar uma leve revisada neste período de entreguerras.

Quando a Primeira Guerra acabou em 1918,

os países vencedores se reuniram para decidir o que fazer.

O resultado foi o Tratado de Versalhes, um documento que, em vez de trazer a paz, acabou sendo uma bomba-relógio.

O tratado foi super duro com a Alemanha.

Imagina que você perde uma partida de futebol, e, além de te tirarem o campo,

eles ainda te obrigam a pagar por todas as chuteiras rasgadas e todas as traves quebradas.

Foi mais ou menos isso.

A Alemanha perdeu territórios, teve que reduzir seu exército a quase nada,

e, o pior, foi obrigada a assumir a culpa por tudo

e pagar uma indenização gigantesca que seria impossível de pagar.

Era como se a humilhação fosse parte da punição.

Mas não foram só os alemães que saíram de lá com raiva.

A Itália e o Japão, que tinham lutado ao lado dos vencedores,

também ficaram frustrados.

Eles esperavam ser recompensados com mais territórios e influência,

mas ganharam bem menos do que queriam.

Para eles, foi uma traição.

Eles sentiram que lutaram à toa.

2. A ascensão de regimes totalitários e expansionista

Quando a gente está com a vida ruim e a esperança baixa,

a gente tende a acreditar em quem promete a solução fácil, né?

Foi exatamente o que aconteceu.

Em vários países, surgiram líderes que prometiam acabar com o caos e devolver a glória às nações.

Na Itália, o Fascismo de Mussolini ganhou força.

Na Alemanha, o Nazismo de Hitler.

E no Japão, um governo militarista e ultranacionalista.

O que eles tinham em comum?

Eram regimes totalitários, que controlavam tudo.

Sua vida, suas escolhas, sua liberdade de falar e até de pensar.

Para eles, o indivíduo não importava, o que importava era a nação, o Estado.

E além de totalitários, eles eram expansionistas.

Eles acreditavam que, para seu país ser forte e grande de novo,

ele tinha que crescer, conquistar territórios e dominar outras nações.

A gente vai ver que essa ambição foi a principal causa do segundo grande conflito mundial.

Momento Reflexão: A "Era das Catástrofes"

O historiador Eric Hobsbawm olhou para o período que vai de 1914 (quando começa a Primeira Guerra) até 1945 (o fim da Segunda)

e deu um nome pra ele: a “Era das Catástrofes”.

Não é à toa, né?

Foi um tempo de guerras enormes, revoluções, crises econômicas e muita violência.

A gente pode pensar nesse período como se fosse um grande ciclo:

a Primeira Guerra causa frustração, a crise econômica piora o clima,

e aí surgem governos totalitários que, por sua vez,

acabam levando a gente para a Segunda Guerra Mundial.

(Sugestão de recurso visual: Um infográfico em linha do tempo, destacando as principais datas e eventos do período entreguerras: Tratado de Versalhes (1919), Crise de 1929, ascensão do Nazismo na Alemanha (1933) e ascensão do Fascismo na Itália (1922). Colocar pequenas imagens de fundo, como uma caricatura da Alemanha sendo esmagada, uma fila de desempregados, ou os líderes totalitários acenando para multidões).

3. Formação do Eixo

A gente já viu que o mundo estava uma bagunça, com os países cheios de rancor, uma crise econômica geral e governos radicais subindo ao poder.

Mas como foi que essa bagunça virou uma guerra?

É isso que a gente vai ver agora.

A história é uma sequência de escolhas e eventos,

e cada passo dado foi empurrando o mundo pra beira do abismo.

Sabe quando a gente se junta com a galera que tem os mesmos problemas que a gente?

Foi assim que a Alemanha, a Itália e o Japão se uniram.

Eles tinham em comum a frustração com o fim da Primeira Guerra

e o desejo de ter mais poder e território.

A aliança deles foi chamada de Eixo Roma-Berlim-Tóquio.

Eles eram os “vilões” dessa história, por assim dizer,

mas a gente vai ver que o resto do mundo também não ajudou muito, viu?

4. A expansão militar antes de 1939

O período entreguerras foi marcado por tensões crescentes e agressões territoriais que pavimentaram o caminho para a Segunda Guerra Mundial.

Um dos principais atores desse cenário foi o Japão.

Com um governo militarista e expansionista,

o Japão almejava estabelecer uma esfera de dominação na Ásia.

Em 1931, suas forças invadiram a Manchúria,

uma região rica em recursos naturais na China,

estabelecendo o estado-fantoche de Manchukuo.

Essa agressão marcou o início de uma escalada de hostilidades que culminaria

na Segunda Guerra Sino-Japonesa.

A partir da Manchúria, o Japão continuou a expandir sua influência e controle sobre o território chinês, impondo uma série de exigências e confrontos militares.

Na África, a Itália fascista de Benito Mussolini também demonstrava suas ambições imperialistas.

Em 1935, a Itália invadiu a Etiópia,

um dos poucos países africanos que ainda mantinham sua independência.

A invasão, justificada pelo regime fascista como uma forma de restaurar a glória do Império Romano,

foi brutal e caracterizada pelo uso de armas químicas.

Apesar dos apelos da Liga das Nações,

a comunidade internacional demonstrou ineficácia em conter a agressão italiana,

o que minou ainda mais a credibilidade da organização e encorajou outras potências revisionistas.

No entanto, a maior fonte de preocupação e instabilidade emanava da Alemanha

de Adolf Hitler.

Ignorando sistematicamente as cláusulas punitivas do Tratado de Versalhes,

imposto após a Primeira Guerra Mundial,

Hitler iniciou um ambicioso programa de rearmamento.

Ele reconstruiu e expandiu massivamente o exército,

a marinha e a força aérea (Luftwaffe), desafiando abertamente as restrições impostas à Alemanha.

Em 1936, as tropas alemãs reocuparam a Renânia,

uma zona desmilitarizada na fronteira com a França.

Essa ação, embora uma clara violação do tratado, não encontrou resistência significativa das potências ocidentais.

Posteriormente, em 1938, a Alemanha anexou a Áustria através de um evento conhecido como Anschluss.

Esse movimento, que uniu os dois países de língua alemã,

foi amplamente apoiado pela população austríaca,

que via na união uma forma de identidade e poder.

Em seguida, Hitler voltou suas atenções para a Tchecoslováquia,

exigindo a região dos Sudetos, uma área de fronteira com significativa população de etnia alemã.

A crise dos Sudetos levou à Conferência de Munique,

onde as potências ocidentais cederam às exigências de Hitler na esperança de evitar um conflito maior, uma política conhecida como "apaziguamento".

Essas ações agressivas e a passividade das potências democráticas

criaram um clima de crescente tensão e incerteza, culminando na eclosão da Segunda Guerra Mundial.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

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