Manipulando a Constante de Equilíbrio nas Questões

3 min de leituraQuímica

Aprendemos a construir a nossa constante de equilíbrio de acordo com a reação química.

E aprendemos também a alternar o seu valor entre Kp e Kc.

Mas existem algumas manipulações que a gente constantemente precisa fazer ao longo de questões.

Como isso é algo muito repetitivo e é mais prático do que teórico, resolvi separar do capítulo anterior.

Sem enrolação, vamos para quatro considerações importantes sobre ela.

1. A Keq é adimensional

Isso significa que, independentemente da equação que você esteja analisando, não existe unidade de medida para Keq.

Pode parecer confuso, né? Afinal, estamos lidando com concentrações que têm unidade (mol/L, por exemplo).

Mas a Keq é construída a partir de uma razão entre essas concentrações, o que anula as unidades no processo.

Por isso, o correto é dizer que a constante de equilíbrio não tem unidade.

Mesmo assim, pode acontecer de uma questão perguntar qual é a “dimensão” da constante de equilíbrio. Aí vão duas dicas práticas:

Se existir alternativa dizendo que é adimensional, marque essa sem pensar duas vezes!

Se não tiver essa alternativa, aí sim você faz a análise dimensional tradicional.

Exemplo: na reação 1A → 3B, se a questão pedir a unidade de medida de Kc, você faz:

$unid(Kc) = \frac{(mol/L)^3}{mol/L}$ 

$unid(Kc) = mol^2/L^2$

2. O que acontece com a Keq se eu inverter a reação?

Isso aqui é super comum em provas. Quando você inverte uma reação, você inverte a expressão da Keq. Vamos ver isso em etapas:

Situação original:

A → B K1

K1 = $\frac{[B]}{[A]}$

Agora, se você inverter a reação:

B → A K2 = ?

K2 = $\frac{[A]}{[B]}$

Conclusão: ao inverter a reação, você inverte a constante:

$K2 = \frac{1}{K1}$

3. E se eu multiplicar os coeficientes da reação?

Quando você multiplica os coeficientes da reação por um número, a Keq deve ser elevada a esse mesmo número.

Exemplo:

2A → 2B K1 = $\frac{[B]^2}{[A]^2}$

4A → 4B K2 = $\frac{[B]^4}{[A]^4}$ = $(\frac{[B]^2}{[A]^2})^2$

Logo, $K2 = (K1)^2$

A → B K3 = $\frac{[B]}{[A]}$ = $(\frac{[B]^2}{[A]^2})^{\frac{1}{2}}$

Logo, $K3 = (K1)^{\frac{1}{2}}$

Conclusão: Multiplicou os coeficientes por 2? Eleve a constante ao quadrado. Por 3? Eleve ao cubo. E assim por diante.

4. E se eu somar duas reações?

Ao somar reações, você deve multiplicar as constantes de equilíbrio.

Veja esse exemplo:

Reações parciais:

A + B → AB $K1 = \frac{[AB]}{[A][B]}$

AB + B → $AB_2$ $K2 = \frac{[AB_2]}{[AB][B]}$

Reação global:

A + 2B → $AB_2$ K3 = ?

Montando a expressão da reação global:

$K3 = \frac{[AB_2]}{[A][B]^2}$

Multiplicando as constantes das reações anteriores:

$K_3 = K_1 \cdot K_2$

Conclusão: Ao somar reações, multiplique as constantes!

5. Dica final para não esquecer

Uma boa maneira de fixar isso é comparando com a Lei de Hess da Termoquímica. Olha só como se parecem.

Ou seja, o comportamento da Keq lembra o da Termoquímica, mas a operação matemática é sempre “mais intensa”:

  • Trocar o sinal → Inverter

  • Somar → Multiplicar

  • Multiplicar → Elevar

Com essas quatro considerações na cabeça, você vai estar pronto para resolver praticamente qualquer questão de manipulação da Keq!

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Manipulando a Constante de Equilíbrio nas Questões. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

Praticar questões
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Tirar dúvida com o Junior
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