Imperialismo

5 min de leituraHistória

1. As Razões Econômicas e Políticas

A gente já viu que o século XIX foi uma época de mudanças enormes,

com as fábricas e a tecnologia explodindo.

Mas com o crescimento do capitalismo, as potências europeias começaram a ter um problema:

elas precisavam de mais recursos e mais lugares para vender o que produziam.

A solução? A dominação de outros continentes.

O Imperialismo foi exatamente isso:

a política de expansão de países ricos (principalmente da Europa)

sobre territórios mais fracos na África e na Ásia.

E não foi uma dominação de qualquer jeito, não.

Foi um movimento super organizado, com motivos bem claros.

Podemos pensar no imperialismo como um filho da Segunda Revolução Industrial.

A produção era tanta que os países precisavam de três coisas:

1) Matéria-Prima:

As fábricas precisavam de uma quantidade enorme de matéria-prima, como borracha, estanho e algodão, e as potências europeias queriam garantir o acesso a esses recursos.

O jeito mais fácil era ir lá e pegar, dominando as terras de onde eles vinham.

2) Mercado Consumidor:

Com as fábricas cheias de produtos, a galera precisava de mais gente para comprar tudo.

Os países imperialistas viam na África e na Ásia um mercado enorme, com milhões de pessoas que poderiam consumir seus produtos.

3) Investimento:

As indústrias e os bancos estavam com muito dinheiro e precisavam de novos lugares para investir.

Eles construíram ferrovias, portos e indústrias nas colônias, o que garantia mais lucro e poder.

Mas não era só por dinheiro. A política também era super importante.

Ter um império colonial era um símbolo de poder e prestígio.

Era uma competição entre os países europeus para ver quem tinha o maior e mais rico império.

A França, por exemplo, depois de ser humilhada na guerra contra a Alemanha,

usou a expansão colonial para tentar recuperar seu prestígio.

Você sabia? Estados Tampão

Um estado tampão é um país que se encontra entre duas grandes potências que são rivais.

A função desse país é, na verdade, proteger essas potências de um possível conflito direto.

A história está cheia de exemplos.

O Afeganistão, por exemplo, se tornou um "estado-tampão" no século XIX!

Com a expansão do Império Britânico na Índia e a do Império Russo na Ásia Central,

esses dois gigantes se aproximaram perigosamente.

Para evitar uma guerra, eles fizeram um acordo para que o Afeganistão ficasse como um "país independente" no meio dos dois impérios.

Na prática, o Afeganistão era usado como um "tampão",

uma barreira para que as potências rivais não tivessem fronteira em comum e evitassem um conflito direto.

Outro exemplo que a gente não pode esquecer é a Tailândia (na época, Reino do Sião).

Ela foi usada como um "tampão" entre o Império Britânico

(que dominava a Birmânia, o atual Mianmar)

e o Império Francês (que dominava a Indochina).

A Tailândia, por conta disso, conseguiu manter sua independência, mesmo cercada por dois impérios gigantes.

2. As Justificativas: O Racismo e a Pseudociência

Para que essa dominação brutal pudesse ser aceita, os países imperialistas criaram um monte de desculpas.

Eles usaram a ciência de uma forma totalmente errada para justificar o racismo e a exploração.

O resultado desse pensamento racista foi a criação de aberrações como os "zoológicos humanos",

onde africanos e asiáticos eram expostos em jaulas para o divertimento da população europeia.

Era a prova máxima de que os países dominadores viam os povos colonizados não como seres humanos, mas como animais.

Foi nesse cenário que a ideia do "Fardo do Homem Branco",

que surgiu de um poema do escritor inglês Rudyard Kipling, ganhou força.

Ela dizia que os europeus tinham uma "missão sagrada":

a de levar a civilização, a religião e a tecnologia para

os povos que eles consideravam "atrasados" e "incivilizados" da África e da Ásia.

A teoria do Darwinismo Social foi a mais perigosa de todas.

Eles pegaram a teoria de Charles Darwin sobre a evolução das espécies e a aplicaram de forma errada à sociedade.

A ideia era que as "raças" mais fortes e mais evoluídas (os europeus) tinham o direito de dominar as mais fracas.

Isso justificava a violência, a escravidão e até mesmo a matança.

Além disso, alguns cientistas, como o britânico Francis Galton,

chegaram a defender a Eugenia,

com a ideia de que o ser humano poderia ser "melhorado" com o controle da reprodução,

e que apenas os mais "aptos" deveriam se reproduzir.

Isso levou a esterilizações forçadas em alguns lugares do mundo.

3. Imperialismo vs. Antigo Colonialismo

É super comum a gente confundir o imperialismo do século XIX com o colonialismo que rolou a partir do século XVI, né?

Mas tem diferenças importantes.

O antigo colonialismo, da época das Grandes Navegações,

era mais focado em garantir entrepostos comerciais e escravizar povos para a produção de açúcar e minérios, s

em se preocupar em controlar totalmente o território.

O domínio era mais informal,

com alianças com líderes locais e focado na extração de recursos.

Já o imperialismo do século XIX era mais profundo.

As potências europeias queriam um controle total.

Elas enviavam administradores, militares e missionários para dominar politicamente

e militarmente as colônias, impor suas leis, sua cultura e sua economia.

Ou seja, a exploração continuou, mas de uma forma muito mais organizada e violenta.

Momento Reflexão: Racismo, Ontem e Hoje

A gente acabou de ver como o racismo foi usado para justificar o imperialismo.

A ideia de que uma "raça" é superior à outra gerou genocídios, exploração e muita dor.

E, apesar de tudo isso ter acontecido há mais de 100 anos,

os ecos desse pensamento ainda estão por aí.

A xenofobia, o preconceito e o ódio ao que é diferente, infelizmente,

ainda fazem parte da nossa sociedade.

A história nos mostra que a gente precisa estar sempre atento a esses discursos e lutar contra eles.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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