Girondinos e Jacobinos: Da Monarquia Constitucional ao Terror

6 min de leituraHistória

1. A Fuga do Rei e o Início da República

A Revolução Francesa começou cheia de esperança, né?

A Bastilha caiu, os privilégios acabaram

e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão prometeu igualdade para todos.

O rei Luís XVI ainda estava no trono, mas o poder dele já não era mais absoluto;

a França virou uma Monarquia Constitucional em 1791,

o que significava que o rei agora tinha que seguir uma Constituição, como a gente viu.

Parecia que tudo estava se ajeitando, mas a história da Revolução ainda guardava muitas surpresas e um caminho bem mais radical!

Você acha que o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta ficaram felizes com toda essa limitação de poder?

Nem um pouco!

Eles até tentaram fingir que aceitavam as mudanças, mas secretamente,

planejavam fugir da França para conseguir ajuda de outras monarquias europeias e, quem sabe, reverter a Revolução.

Em junho de 1791, o rei e sua família tentaram escapar de Paris disfarçados.

Mas, a fuga deu super errado!

Eles foram reconhecidos na cidade de Varennes e obrigados a voltar para a capital,

sob vigilância total.

Essa tentativa de fuga foi um desastre para a imagem do rei.

O povo francês se sentiu traído e começou a ver o rei não mais como um líder,

mas como um inimigo da Revolução.

Esse episódio acelerou o fim da monarquia.

Se o rei era um traidor, por que mantê-lo?

Em setembro de 1792, a monarquia foi oficialmente abolida,

e a França se proclamou uma República!

Pensa na mudança: de um país governado por reis há séculos para uma República,

onde o poder viria do povo (pelo menos na teoria).

(Sugestão de recurso visual: Imagem ou gravura da família real sendo capturada em Varennes )

2. Guerra Contra a Europa e o Medo Interno

A queda da monarquia na França assustou e muito os outros países da Europa,

que ainda eram governados por reis absolutistas.

Eles tinham medo que as ideias revolucionárias francesas se espalhassem para seus próprios reinos.

Por isso, potências como a Áustria e a Prússia formaram coalizões e começaram a declarar guerra à França.

A França revolucionária se viu cercada por inimigos externos.

Ao mesmo tempo, dentro do país, o medo crescia.

Havia muitos que ainda apoiavam o rei, nobres que fugiram

e queriam voltar (os "emigrados"),

e pessoas que não concordavam com a radicalização da Revolução.

Esse cenário de guerra externa e divisões internas criou um clima de muita desconfiança e paranoia.

(Sugestão de recurso visual: Mapa da Europa mostrando as potências absolutistas vizinhas da França, com setas indicando os ataques contra a França revolucionária.)

3. Jacobinos e Girondinos: As Duas Faces da Revolução

Dentro da própria Revolução Francesa, havia grupos políticos com ideias diferentes sobre como o país deveria ser governado.

Os dois mais importantes eram os Girondinos e os Jacobinos.

É importante a gente entender a diferença entre eles,

porque a briga entre esses grupos vai marcar a próxima fase da Revolução:

Os Girondinos:

Eram um grupo mais moderado, geralmente representavam a alta burguesia (comerciantes ricos, industriais).

Eles queriam que a Revolução fosse mais "comportada", sem grandes radicalismos.

Já tinham conseguido o que queriam: o fim do absolutismo, a igualdade jurídica (pelo menos para os homens) e a liberdade econômica.

Defendiam uma república mais liberal, onde o voto e o poder ficassem com os mais ricos.

Tinham medo de que o povo mais pobre tomasse o controle e a Revolução saísse do controle.

Inicialmente, foram eles que dominaram o poder na Assembleia e no início da República.

Os Jacobinos:

Eram o grupo mais radical da Revolução.

Representavam a pequena e média burguesia e tinham um forte apoio das camadas populares de Paris, os sans-culottes

que eram artesãos, pequenos comerciantes, trabalhadores comuns que não usavam as calças chiques da nobreza.

Eles queriam uma revolução mais profunda, com mais igualdade social e participação popular.

Defendiam um governo central forte para defender a Revolução dos inimigos internos e externos.

O líder mais famoso dos Jacobinos era Maximilien Robespierre.

(Sugestão de recurso visual: Imagens dos principais líderes jacobinos e girondinos, ou um diagrama comparando as ideias e a base social de cada grupo.)

No início da República, os Girondinos estavam no comando.

Mas com a França em guerra, o rei sendo visto como traidor e a crise aumentando, o povo, os sans-culottes, começou a pressionar por medidas mais radicais.

Eles exigiam pão, justiça e uma revolução que realmente mudasse a vida dos mais pobres.

4. A Ascensão Jacobina e a Era do Terror

A pressão popular, somada às ameaças externas e internas,

fez com que os Jacobinos ganhassem mais força.

Em junho de 1793, eles conseguiram derrubar os Girondinos do poder,

e a Revolução entrou em sua fase mais radical e violenta,

conhecida como a Era do Terror.

O líder Jacobino Maximilien Robespierre se tornou a figura central desse período.

Ele e o Comitê de Salvação Pública (o órgão que de fato governava a França)

acreditavam que, para salvar a Revolução dos seus inimigos, era preciso ser implacável.

As medidas do Terror foram extremas (vou citar três).

Execuções em Massa:

Qualquer pessoa suspeita de ser "inimiga da Revolução" (nobres, clérigos, girondinos, ou até mesmo pessoas do povo que discordassem) podia ser julgada rapidamente e guilhotinada.

A guilhotina trabalhou sem parar, e estima-se que dezenas de milhares de pessoas foram mortas.

O próprio rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta foram guilhotinados em janeiro e outubro de 1793, respectivamente, um ato que chocou a Europa.

(Sugestão de recurso visual: execução Luís xvi e Maria antonieta.)

Controle da Economia:

Para garantir o abastecimento e evitar a fome, os jacobinos tabelaram preços de alimentos e salários.

Serviço Militar Obrigatório:

Todos os homens jovens foram convocados para defender a França na guerra.

Robespierre e os jacobinos viam o Terror como uma medida necessária para purificar a Revolução e criar uma república de "virtude".

Mas os excessos foram tantos, e o medo se espalhou de tal forma, que nem mesmo os revolucionários se sentiam seguros.

A frase de Robespierre:

"O terror não é mais do que a justiça pronta, severa, inflexível",

mostrava a mentalidade daquele período.

A Era do Terror salvou a Revolução das ameaças externas e internas, mas a um custo humano altíssimo.

No final, o próprio Robespierre, temido por todos, acabou sendo vítima do Terror que ele ajudou a criar.

A gente vai ver o desfecho disso no próximo capítulo!


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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