Felipe IV, o Belo: Quando o Rei Desafiou a Igreja

5 min de leituraHistória

1. Expansão Territorial e Organização do Reino

Depois de Felipe Augusto e Luís IX darem uma turbinada no poder do rei na França, quem assumiu o trono foi Felipe IV, que ganhou o apelido de "o Belo" (

e não era só pela aparência, mas talvez por ser "belo" em astúcia também!).

Ele era um rei muito ambicioso e decidido a continuar esse trabalho de centralizar o poder.

Mas, diferente dos seus antecessores, Felipe IV ousou desafiar uma das maiores e mais temidas potências da época: a Igreja Católica.

O poder da Igreja na Idade Média era imenso,

quase como um país dentro de outro país, com suas próprias leis, terras e uma riqueza absurda.

Felipe IV não perdeu tempo!

Ele expandiu os territórios franceses anexando regiões importantes como Navarra e Champagne,

e conseguiu recuperar parte da Aquitânia,

que por muito tempo tinha sido controlada pela Inglaterra.

Isso mostrava a que veio: aumentar o poder e o território da França.

Além de expandir o reino, ele também se preocupou em deixar a administração mais organizada.

Ele criou um tribunal de contas (que era tipo uma auditoria para fiscalizar o dinheiro do reino e evitar que alguém roubasse ou gastasse demais)

e estabeleceu novos impostos.

Tudo isso para aumentar a arrecadação e, claro, o poder financeiro da coroa.

2. O Rei Contra os Templários

Mas a parte mais ousada do seu reinado começou quando ele resolveu se livrar de um problema e de uma dívida gigante: a Ordem dos Templários.

Lembra deles? Aqueles cavaleiros super famosos e poderosos que surgiram nas Cruzadas e ficaram riquíssimos emprestando dinheiro e acumulando bens.

O rei Felipe IV tinha uma dívida enorme com eles, e para se livrar dessa dívida e, principalmente, diminuir o poder que os Templários tinham dentro da França,

ele simplesmente os perseguiu, prendeu e os acusou de heresias.

Foi um movimento drástico, que chocou a Europa, e mostrava que o rei estava disposto a fazer qualquer coisa para aumentar sua autoridade e suas riquezas.

Muitos historiadores veem esse episódio como uma forma de o rei eliminar uma organização muito rica e poderosa que rivalizava com a sua autoridade.

3. O Grande Choque com o Papa e a Convocação dos Estados Gerais

A coisa ficou ainda mais tensa quando Felipe IV resolveu ir de encontro direto com o Papa.

Para aumentar a arrecadação do reino, ele ameaçou cobrar impostos sobre os bens da Igreja na França

e proibir que o dinheiro arrecadado no reino fosse enviado para Roma, para o Papa. I

sso foi um escândalo gigantesco para a época!

O Papa Bonifácio VIII não gostou nada, mas nada mesmo, e a tensão entre eles subiu a níveis altíssimos.

Para conseguir apoio nesse embate,

Felipe IV fez uma jogada política inédita e muito inteligente:

em 1302, ele convocou os Estados Gerais.

Essa reunião era composta por representantes dos Três Estados da sociedade francesa da época:

a nobreza (os senhores de terras),

o clero (os membros da Igreja)

e a burguesia (os comerciantes, banqueiros e pessoas ricas das cidades).

E o mais surpreendente? A burguesia e a nobreza apoiaram o rei contra o Papa!

Isso foi um sinal claríssimo de como o poder do rei estava crescendo, a ponto de conseguir a legitimação de importantes grupos sociais contra a autoridade papal.

É importante lembrar, porém, que essa reunião dos Estados Gerais não virou uma rotina;

ela só acontecia em momentos de grande crise ou quando a monarquia precisava de um apoio muito forte.

O conflito com o Papa Bonifácio VIII foi tão sério que o Papa chegou a ameaçar o rei de excomunhão

(que era o mesmo que ser expulso da Igreja e ter sua alma condenada, uma punição gravíssima para a época!).

Mas com a morte do Papa, Felipe IV agiu rápido e conseguiu influenciar a eleição de um cardeal francês, Clemente V, para ser o novo Papa.

A condição? Que o novo Papa dissolvesse oficialmente a Ordem dos Templários, algo que só um Papa poderia fazer e que era do interesse do rei.

(Sugestão de recurso visual: Desenho ou gravura mostrando a convocação dos Estados Gerais, com representantes da nobreza, clero e burguesia reunidos, talvez com o rei em destaque e os diferentes "estados" bem visíveis para dar a ideia da importância do evento e da diversidade dos participantes.)

4. O Cativeiro de Avignon: O Papa na França!

E para selar de vez o seu poder e a influência sobre a Igreja, o Papa Clemente V, sob a forte influência de Felipe IV,

mudou a sede do papado de Roma para Avignon, na França!

Esse episódio histórico é conhecido como Cativeiro de Avignon e durou cerca de 70 anos.

Durante esse período, houve até uma divisão na Igreja, com a existência de dois papas ao mesmo tempo

– um em Roma e outro em Avignon – no que foi chamado de Cisma do Ocidente

(a qual já estudamos)

Toda essa confusão e a mudança do Papa para a França demonstram o quanto o poder do rei francês tinha crescido,

a ponto de influenciar diretamente os rumos da principal instituição religiosa e política da Europa!

Então, percebeu como Felipe IV foi ousado e determinado?

Ele não só continuou a construir o poder real, como também enfrentou de frente os Templários e até o Papa para consolidar de vez a autoridade da monarquia na França.

Mas será que esse poder se manteve firme e forte o tempo todo?

A gente vai descobrir que nem tudo foi um mar de rosas para a França nos próximos capítulos!

(Sugestão de recurso visual: Imagem ou ilustração da cidade de Avignon, com destaque para o Palácio dos Papas, para contextualizar o Cativeiro de Avignon.)
Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Felipe IV, o Belo: Quando o Rei Desafiou a Igreja. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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