Esparta

3 min de leituraHistória

1. Esparta

Imagine viver em uma cidade onde, desde criança, você é treinado para ser um guerreiro.

Nada de brincadeiras leves ou vida tranquila: sua rotina envolve resistência à fome, ao frio e à dor.

(Brincadeiras a parte, é basicamente a rotina do vestibulando)

Em Esparta, tudo girava em torno da guerra.

Mas sabe o que era curioso?

As mulheres tinham muito mais liberdade do que em qualquer outra pólis grega.

Enquanto em Atenas as mulheres viviam praticamente reclusas,

em Esparta elas se exercitavam, administravam propriedades e tinham um papel bem mais ativo na sociedade!

E tudo isso com um único objetivo: manter uma cidade forte e imbatível.

2. Sociedade

A sociedade espartana era bem rígida e hierarquizada.

No topo estavam os esparciatas.

Os verdadeiros cidadãos guerreiros, treinados para a batalha desde pequenos.

Logo abaixo vinham os periecos.

Comerciantes e artesãos que, apesar de serem livres, não tinham direitos políticos.

Na base da pirâmide social estavam os hilotas.

Que eram praticamente escravizados e trabalhavam na terra para sustentar o Estado.

(em Esparta, os escravizados não eram propriedade privada, mas sim do Estado)

3. Governo

O governo espartano era bem diferente do que você imagina.

Não existia um único rei todo-poderoso

mas sim dois reis governando ao mesmo tempo!

Isso mesmo, Esparta tinha uma diarquia.

A ideia era evitar que um rei acumulasse poder demais.

 Essa diarquia era formada por duas dinastias reais, os Ágidas e os Euripôntidas, que governavam simultaneamente.

Além disso, havia um conselho de anciãos, a Gerúsia.

Formado por homens experientes que tomavam as decisões mais importantes.

Mas não pense que o povo não tinha voz! Mesmo que não fosse muita….

Existia uma assembleia de cidadãos, a Ápela, que podia aprovar ou rejeitar propostas.

E, para fiscalizar tudo, cinco éforos eram eleitos anualmente para garantir que os reis e a sociedade estivessem seguindo as regras.

Esse sistema ajudava a manter a estabilidade política.

Algo essencial para uma cidade tão voltada para a guerra.

4. Educação

E a educação?

Bom, se você fosse um menino espartano, aos sete anos já diria adeus à sua casa e à sua família.

O Estado assumiria sua criação e começaria seu treinamento na agogê.

Um programa extremamente rígido que transformava garotos em guerreiros imbatíveis.

Você teria que aprender a lutar, a sobreviver com poucos recursos e a não demonstrar dor.

Era uma verdadeira prova de resistência.

Se você fosse uma menina, sua vida também seria diferente do que se via em outras cidades gregas.

Você faria exercícios físicos, praticaria esportes e teria mais autonomia.

Pois se acreditava que mulheres fortes dariam à luz filhos igualmente fortes.

Além disso, enquanto os homens estavam na guerra, eram as mulheres que administravam as propriedades e garantiam que tudo funcionasse na cidade.

Você sabia? A Kripteya e as pessoas com deficiência.

A Kripteya era um ritual espartano secreto no qual jovens guerreiros eram enviados para emboscadas noturnas contra os hilotas.

Esse sistema servia como um treinamento brutal, onde os jovens aprendiam a matar sem serem detectados.

Além de manter os hilotas sob constante medo e submissão.

Além disso, Esparta tinha uma política extremamente rígida em relação às pessoas com deficiência.

Ao nascer, os bebês eram avaliados pelos anciãos da cidade.

Se fossem considerados fracos ou apresentassem qualquer sinal de deficiência, eram abandonados no Monte Taigeto para morrer.

Esse costume garantia que apenas os mais aptos sobrevivessem e se tornassem guerreiros ou mães de futuros soldados.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Esparta. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

Praticar questões
Questões na medida do seu nível, com correção na hora.
Tirar dúvida com o Junior
Travou? Ele explica do seu jeito, quantas vezes precisar.
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Um plano de estudo montado pra onde você quer chegar.
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