Dilma Rousseff: desenvolvimento e crise política (2011-2016)
1. Primeira mulher presidente e continuidade das políticas sociais
Em 2010, o Brasil elegeu sua primeira mulher presidente:
Dilma Rousseff, economista e ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil no governo Lula.
Apoiada por Lula,
Dilma representava a continuidade do projeto petista de desenvolvimento com inclusão social.
Nos primeiros anos, seu governo manteve e ampliou programas sociais como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec.
Também houve aumento do salário mínimo e expansão do crédito, o que sustentou o consumo das classes populares e médias.
(Sugestão de recurso visual: imagem de Dilma na posse com Lula ao lado, quadro com os principais programas sociais do primeiro mandato.)
2. Protestos de 2013 e o desgaste político
Em junho de 2013, uma onda de protestos tomou conta das ruas do Brasil.
O estopim foi o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo, mas rapidamente o movimento ganhou escala nacional, reunindo milhões de pessoas.
As “Jornadas de Junho” expressaram insatisfação com os serviços públicos, corrupção, gastos com a Copa do Mundo de 2014 e com a classe política em geral.
A popularidade de Dilma caiu, e o governo teve dificuldade para dar uma resposta eficaz.
(Sugestão de recurso visual: fotos das manifestações de 2013, cartazes com frases dos protestos e quadro explicando os diferentes grupos que participaram.)
3. Crise econômica e a Operação Lava Jato
A partir de 2014, o Brasil entrou em uma recessão econômica profunda.
A queda no preço das commodities, o aumento do endividamento público e medidas de ajuste fiscal afetaram o crescimento, o emprego e o consumo.
Paralelamente, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, revelou um esquema bilionário de corrupção envolvendo empreiteiras, a Petrobras e políticos de diversos partidos.
O PT, partido da presidente, foi um dos mais atingidos pelas investigações.
(Sugestão de recurso visual: infográfico com os números da recessão (PIB, desemprego, inflação), linha do tempo da Lava Jato e principais delações.)
4. Comissão Nacional da Verdade (CNV) e a busca por memória e justiça
Durante o governo Dilma, em 2011, foi criada a Comissão Nacional da Verdade,
com a missão de investigar e esclarecer as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964–1985).
Eu sei que já falamos sobre ela, mas não custa nada repetir.
A CNV ouviu vítimas, testemunhas e agentes do regime, colheu documentos e produziu um relatório final em 2014,
que apontou mais de 400 mortos e desaparecidos políticos e detalhou casos de tortura e repressão.
Foi um passo importante na construção da memória coletiva e na afirmação do compromisso com a democracia e os direitos humanos.
5. Pedaladas fiscais e o processo de impeachment
Em 2015, a oposição passou a defender o impeachment de Dilma.
O argumento era o uso das chamadas “pedaladas fiscais”
— manobras contábeis que adiaram o repasse de recursos aos bancos públicos para melhorar artificialmente os resultados fiscais do governo.
Embora não houvesse comprovação de enriquecimento ilícito, o Congresso aceitou o pedido.
Em meio à crise política e econômica, o impeachment foi aprovado pela Câmara e pelo Senado em 2016.
Dilma perdeu o cargo, mas manteve seus direitos políticos.
(Sugestão de recurso visual: quadro explicando o que são pedaladas fiscais, imagens das sessões do Congresso e manifestações pró e contra o impeachment.)
6. Impeachment e o fim de um ciclo na Nova República
O impeachment de Dilma Rousseff encerrou um ciclo político iniciado com a redemocratização e consolidado com os governos do PT.
O país saiu dividido, e a confiança nas instituições foi abalada.
Michel Temer, seu vice, assumiu o cargo.
Começava ali uma nova fase, marcada por forte polarização, debates sobre reformas e a ascensão de novas forças políticas no país.
Por enquanto ficamos por aqui, talvez daqui a uns 10 anos eu volte falando sobre o governo Bolsonaro,
mas algo me diz que esse assunto ainda é muito polêmico e que ainda haverá muitas reviravoltas.
(Sugestão de recurso visual: linha do tempo com os eventos do processo de impeachment, fotos de Dilma se despedindo da presidência, quadro com reações internacionais ao processo.)