Classificação dos Coloides
Até agora, você já viu o que são os coloides e algumas de suas propriedades.
Nesse capítulo, você aprenderá a classificar um coloide de acordo com o estado físico do seu disperso e do seu dispersante.
Essa é uma parte que considero chata do assunto, pois é uma decoreba chatinha.
A vantagem é que cai pouco, então saiba filtrar de acordo com o que seu professor está ensinando na sua escola.
1. Classificação quanto ao estado físico do disperso e do dispersante
A combinação entre a fase dispersa (o que está "flutuando" no meio) e a fase dispersante (o meio onde isso está espalhado) cria diferentes tipos de coloides.
Dê uma olhada:
Quando eu decorava essa tabela, eu costumava decorar em pares:
- O par de dispersantes gasosos são os aerossóis;
- O par de dispersos gasosos são as espumas;
- O par de dispersos sólidos são os sóis;
- O par de dispersos líquidos são as emulsões (antigamente, chamavam de emulsão líquida e emulsão sólida. Hoje, a emulsão sólida é GEL!!!)
2. Conhecimentos importantes sobre os exemplos de coloides mais cobrados
Fumaça x Neblina
A diferença entre fumaça e neblina está no estado físico da fase dispersa.
A fumaça é um aerossol sólido, onde partículas sólidas estão suspensas no ar, como a fuligem liberada por queimadas ou motores.
Já a neblina é um aerossol líquido, com minúsculas gotículas de água dispersas no ar, sendo comum em dias frios e úmidos.
Manteiga x Margarina
A manteiga e a margarina são emulsões, mas há diferenças importantes entre elas.
A manteiga é uma emulsão natural de gordura em água, obtida a partir do leite.
A margarina é uma emulsão artificial de óleos vegetais em água, geralmente processada para adquirir uma textura semelhante à da manteiga.
Sangue
O sangue é um exemplo clássico de sol líquido, onde células e proteínas (disperso sólido) estão dispersas no plasma (dispersante líquido).
Ele contém elementos figurados como hemácias e leucócitos, além de proteínas como a albumina.
Todos esses elementos ajudam a manter sua estabilidade coloidal e suas funções biológicas.
Por que o sorvete nunca volta ao normal depois que ele derrete?
O sorvete não volta ao normal depois que derrete porque sua estrutura coloidal é alterada de forma irreversível.
Durante o congelamento inicial, o sorvete forma pequenos cristais de gelo e mantém bolhas de ar distribuídas uniformemente.
Quando ele derrete, as proteínas e emulsificantes que estabilizam a emulsão não conseguem reorganizar as fases dispersa e dispersante da mesma forma.
Portanto, o recado que fica aqui para você é: depois de destruir a estrutura de um coloide, ela não voltará ao original naturalmente NUNCA!!!
3. Pectização e Peptização
A pectização ocorre quando um sol se transforma em gel, como na formação de geleias de frutas devido à interação entre pectina e açúcares.
Já a peptização é o processo reverso, onde um gel se transforma em sol, geralmente por ação de eletrólitos que redistribuem cargas elétricas e desfazem a estrutura do gel.
Quando esse assunto é cobrado, basta saber o significado dos seus nomes.
Portanto, eu decorava que o PAC-MAN era amarelo que nem o sol e, quando morria, virava uma geleia. Portanto, "PAC"tização é o sol virando gel.
Esse é o fim dos coloides. Começaremos então no próximo capítulo o grande assunto de soluções.





