China e o Socialismo de Mercado

6 min de leituraHistória

1. A abertura econômica da China: Deng Xiaoping e as Zonas Econômicas Especiais

A China era um país super fechado, que tinha feito uma revolução socialista lá em 1949, nada de novo até aqui.

Mas depois que o líder Mao Tsé-Tung morreu, um cara chamado Deng Xiaoping assumiu o poder e mudou tudo!

Ele percebeu que a economia da China estava estagnada e que precisava de uma renovação.

O que ele fez? Ele abriu as portas do país para o capitalismo, mas do jeitinho chinês.

A partir de 1970, ele criou as ZEEs (Zonas Econômicas Especiais),

que eram cidades na costa onde as empresas estrangeiras podiam investir sem pagar tantos impostos.

A mão de obra era barata, a infraestrutura era boa,

e isso atraiu um monte de capital de fora.

Foi assim que a China começou a crescer de um jeito assustador,

se tornando a "fábrica do mundo".

A ideia era: a gente tem um monte de gente para trabalhar e vocês têm o dinheiro e a tecnologia, então vamos fazer negócios!

2. Contradições do modelo chinês: crescimento econômico x repressão política

Aqui é que a coisa fica interessante.

A China pegou o melhor do capitalismo (o crescimento econômico) e misturou com a política socialista (o controle do Estado).

O resultado foi chamado de socialismo de mercado, um modelo bem diferente de tudo que a gente já viu.

Por um lado, o crescimento econômico foi gigante, tirando milhões de pessoas da pobreza.

Mas por outro, a China manteve um sistema político super autoritário.

O governo controla tudo, desde a imprensa até a internet, e persegue quem se opõe a ele.

Em 1989, por exemplo, um monte de estudantes e trabalhadores foram para as ruas protestar pedindo mais liberdade,

no episódio que ficou conhecido como Primavera de Pequim.

A resposta do governo foi violenta, e centenas de pessoas foram mortas no que ficou conhecido como o Massacre da Praça da Paz Celestial.

Então, a gente pode dizer que a China vive em uma grande contradição:

O país é capitalista na economia, mas continua socialista na política.

3. As tensões diplomáticas com Taiwan, Japão e o Tibete

Além de todo o avanço econômico, a China também tem um monte de problemas diplomáticos que vêm de longa data e que ameaçam a estabilidade de toda a Ásia.

A "briga" com Taiwan:

Sabe quando o irmão mais novo quer morar sozinho, mas o mais velho não deixa?

É mais ou menos isso que acontece entre a China e Taiwan.

Para a China, Taiwan é uma província rebelde, que pertence ao seu território desde que a Revolução Chinesa aconteceu e o governo nacionalista fugiu para a ilha.

Já Taiwan se considera um país independente, com seu próprio governo e sua própria democracia.

É um impasse que dura décadas, e a China insiste que, se for preciso, vai usar a força para "reunificar" a ilha, o que deixa a situação super tensa.

A relação complicada com o Japão:

A rivalidade entre China e Japão não é de hoje.

A China acusa o governo japonês de tentar "apagar" a história da Segunda Guerra Mundial, publicando livros didáticos que não falam

sobre a dominação brutal que o Japão impôs ao território chinês.

Essa falta de reconhecimento das atrocidades do passado gera uma revolta enorme na população chinesa

e faz com que as tensões diplomáticas estejam sempre lá, prontas para explodir a qualquer momento.

A questão do Tibete:

Essa é uma das histórias mais tristes.

Em 1950, a China invadiu o Tibete, que era uma região independente e com uma cultura e religião próprias.

O governo chinês alega que modernizou o local e melhorou a vida das pessoas, mas o povo tibetano, liderado por seu chefe político e espiritual,

o Dalai Lama, luta pela autonomia e contra a repressão.

O Dalai Lama vive exilado e é super perseguido pela China.

Em 2008, durante as Olimpíadas de Pequim, os tibetanos aproveitaram a presença da imprensa internacional para protestar

e mostrar ao mundo o que eles estavam passando.

Mesmo com a pressão, a China continua com seu controle sobre a região e não dá liberdade aos tibetanos.

4. A China na OMC e seu papel como nova potência global

A gente viu que a China se tornou a "fábrica do mundo", né?

De tanto crescer e produzir, em dezembro de 2001, a China finalmente foi aceita como membro oficial da OMC.

Isso foi um grande marco.

Pensa assim: é como se a China, que antes jogava por conta própria,

agora entrasse no campeonato mundial de futebol e jogasse com as regras de todo mundo.

Isso deu a ela acesso a um monte de mercados novos e a tornou uma jogadora principal na economia global.

Só que, como em todo bom jogo, a China também é acusada de trapacear.

Desde que entrou na OMC, o país é constantemente questionado por violar alguns acordos internacionais. As principais acusações são:

Principais Acusações

Trabalho semiescravo:

A China é acusada de usar mão de obra em condições precárias, o que diminui o custo de produção e faz com que seus produtos sejam super baratos e imbatíveis no mercado.

Protecionismo e subsídios:

Apesar de ser membro da OMC, a China é acusada de proteger suas próprias indústrias, dando dinheiro (subsídios) para elas e dificultando a entrada de produtos estrangeiros.

Meio ambiente:

O crescimento industrial desenfreado da China tem um custo ambiental enorme.

O país é um dos maiores emissores de CO₂ do mundo, o que tem um impacto gigantesco no clima.

E aí você me pergunta: "Maria, se a China faz tudo isso, por que a OMC não pune o país?"

A resposta é simples e meio triste: porque a OMC tem medo de perder o acesso ao mercado chinês.

O país tem uma classe média gigantesca, e os outros países estão super interessados em vender seus produtos para essa população.

Expulsar a China da OMC seria um tiro no pé para a economia de quase todo o mundo.

A postura cautelosa da organização, por isso, se justifica por essa dependência comercial.

No fim das contas, a entrada da China na OMC consolidou o país como a segunda maior economia do planeta,

mas também levantou um monte de debates sobre justiça, ética

e o poder da economia em um mundo globalizado.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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