Caminhos da Guerra: as três batalhas que forjaram a Alemanha

4 min de leituraHistória

1. A Guerra dos Ducados (1864): uma aliança por interesse

No último capítulo, a gente viu que o Bismarck não estava de brincadeira

e que a unificação da Alemanha seria "a ferro e sangue".

E foi exatamente o que aconteceu!

A primeira jogada dele, que pode parecer pequena,

mas foi essencial, foi a Guerra dos Ducados, em 1864.

O que rolou? A Dinamarca, que ficava ali pertinho,

decidiu que os ducados de Schleswig e Holstein,

que tinham uma população majoritariamente alemã, seriam parte do seu reino.

Claro que a ideia não foi bem vinda

e Bismarck viu a oportunidade perfeita para dar o primeiro passo

e arrumar confusão com a Áustria.

Ele propôs uma aliança com a Áustria para ir pra guerra contra a Dinamarca.

A Áustria aceitou, e juntas as duas potências derrotaram os dinamarqueses rapidinho.

A vitória foi fácil, e o acordo foi o seguinte: a Prússia ficava com Schleswig e a Áustria ficava com Holstein.

Mas, como a gente já sabe, o objetivo de Bismarck não era só ter um território a mais.

Ele já estava planejando a próxima guerra.

E o alvo? A própria Áustria!

2. A Guerra Austro-Prussiana (1866): a Áustria no caminho

Bismarck não demorou muito para arrumar um pretexto.

Ele acusou a Áustria de estar administrando mal o ducado de Holstein.

Pode parecer bobo, mas foi a desculpa que ele precisava para declarar guerra.

Essa foi a chamada Guerra Austro-Prussiana,

que também ficou conhecida como a Guerra das Sete Semanas

porque foi tão rápida que o conflito acabou em menos de dois meses!

A Prússia, com seu exército super modernizado, esmagou as forças austríacas.

Sabe por que a vitória foi tão rápida?

O exército prussiano usava uma tecnologia militar super avançada pra época:

um fuzil chamado Dreyse, que permitia que os soldados atirassem deitados e recarregassem muito mais rápido.

Enquanto os austríacos ficavam de pé, vulneráveis, os prussianos atiravam sem parar.

As consequências foram enormes:

a Confederação Germânica,

aquela que a gente viu no primeiro capítulo e que a Áustria controlava, foi dissolvida.

E no lugar dela, a Prússia criou a Confederação Germânica do Norte,

com ela como líder e excluindo totalmente a Áustria do processo de unificação.

3. A Guerra Franco-Prussiana (1870-1871): a jogada final de Bismarck

Só faltava um problema para a Alemanha se unificar de vez: a França.

O imperador francês, Napoleão III,

não gostava nada da ideia de ter uma nova potência forte do lado,

e os estados do sul da Alemanha, que eram mais católicos,

ainda não tinham se juntado à Prússia.

Bismarck, então, armou a sua última grande jogada.

O trono da Espanha ficou vago e foi oferecido a um príncipe prussiano.

Napoleão III, furioso, mandou uma carta exigindo que a Prússia jamais aceitasse o trono.

O rei da Prússia, Guilherme I, educadamente,

se recusou a prometer isso para sempre, e enviou um telegrama a Bismarck, explicando a conversa.

E é aqui que a história fica mais interessante:

Bismarck pegou o telegrama, deu uma "editada" para deixar o texto mais agressivo

e fez a carta parecer um insulto aos franceses.

A mídia publicou, e o povo da França ficou com tanta raiva que declarou guerra à Prússia!

Essa foi a Guerra Franco-Prussiana.

Deu tudo certo para Bismarck, porque os estados do sul,

vendo a França como um inimigo comum, se juntaram à Prússia.

A França foi derrotada, e a vitória foi tão impressionante que, em 1871,

no Palácio de Versalhes, o lugar que era símbolo do poder francês,

o rei Guilherme I foi coroado Kaiser (que significa "imperador") da Alemanha.

E foi assim que nasceu o Segundo Reich, o Império Alemão, com a Prússia no comando e a França completamente humilhada.

Você sabia? O Despacho de Ems

A tal carta editada que causou a guerra ficou conhecida como o "Despacho de Ems".

Bismarck fez apenas algumas pequenas alterações no texto original,

deixando-o mais curto e direto.

O resultado? O que era um comunicado diplomático educado se transformou em uma afronta,

fazendo parecer que o rei prussiano tinha humilhado o embaixador francês.

A imprensa caiu de cabeça, e a guerra se tornou inevitável,

tudo por causa de umas poucas palavras.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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