Blocos Econômicos: União Europeia e Mercosul

5 min de leituraHistória

1. A reconstrução da Europa e o surgimento da União Europeia

A gente já falou que a Segunda Guerra Mundial deixou a Europa arrasada, né?

As cidades, as indústrias, tudo estava destruído.

E para piorar, o continente, que era acostumado a liderar o mundo,

agora estava dependente da ajuda dos Estados Unidos,

que vieram com o Plano Marshall para ajudar na reconstrução.

Mas os europeus não queriam ficar para sempre dependentes.

Eles perceberam que, para se reerguerem e voltarem a ser fortes, precisavam se unir.

Foi aí que surgiu uma ideia revolucionária: em vez de serem inimigos, a França e a Alemanha decidiram se juntar.

Em 1950, o ministro francês Robert Schuman propôs um pacto para controlar a produção de carvão e aço dos dois países, que eram essenciais para a guerra.

A ideia era tão boa que, em 1952, essa união se tornou a Comunidade Econômica do Carvão e do Aço (CECA),

com a participação de outros países como Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Itália.

Esse foi o primeiro passo para o que viria a ser a União Europeia.

Com o tempo, a união foi se aprofundando.

Em 1957, o grupo se tornou a Comunidade Econômica Europeia (CEE),

e os países passaram a integrar seus mercados.

Aos poucos, eles foram deixando as diferenças de lado para se fortalecerem juntos e fazerem frente às superpotências da Guerra Fria.

2. Alargamentos da UE e os desafios da integração

A CEE foi crescendo e ganhando mais membros.

A Inglaterra (Reino Unido), que no começo não queria entrar por ser aliada dos EUA e ter sua própria moeda forte, a libra,

acabou aderindo em 1973 por causa da crise do petróleo.

A partir daí, o bloco foi se expandindo cada vez mais, acolhendo novos países.

Um dos momentos mais importantes aconteceu em 1992, com a assinatura do Tratado de Maastricht.

Foi aí que a CEE mudou de nome para União Europeia (UE), e os países-membros decidiram criar uma moeda única para o bloco: o euro.

A ideia era fortalecer a economia de todos e facilitar o comércio entre eles.

A UE também foi incorporando países do Leste Europeu que antes faziam parte da União Soviética.

Para o bloco, isso era uma forma de expandir sua influência capitalista e diminuir o poder da Rússia na região.

Mas nem tudo foi fácil.

Países como a Turquia, por exemplo, tentam entrar há anos,

mas enfrentam resistência por questões culturais e por não serem considerados "totalmente europeus" por alguns membros.

3. O Brexit e o enfraquecimento do projeto europeu

E a prova de que a União Europeia não é perfeita veio em 2016.

A população do Reino Unido decidiu, em um plebiscito, sair do bloco.

A campanha para a saída ficou conhecida como Brexit, uma mistura das palavras "Britain" (Grã-Bretanha) e "exit" (saída).

O Brexit foi a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia. O nome vem da junção das palavras "Britain" (Grã-Bretanha) e "exit" (saída). E por que eles decidiram fazer isso?

Basicamente, as pessoas se dividiram em dois grupos.

Um grupo achava que a União Europeia tinha muito poder, decidindo leis para o Reino Unido sem que os ingleses tivessem muita voz.

A principal palavra de ordem deles era "soberania", a ideia de que o Reino Unido deveria ter controle total sobre si mesmo, sem precisar seguir as regras de outro bloco.

A imigração também foi um ponto chave.

Uma das regras da União Europeia é a livre circulação de pessoas, o que permite que cidadãos de qualquer país do bloco vivam e trabalhem em outro sem problemas.

Muitos britânicos se sentiram incomodados com a grande quantidade de imigrantes, e o Brexit foi visto como uma forma de "retomar o controle das fronteiras".

Mas o Brexit não foi sem consequências.

A saída do bloco criou um monte de problemas para o comércio, já que o Reino Unido deixou de fazer parte do mercado comum.

Economicamente, a mudança gerou muita incerteza e afetou os negócios que dependiam da Europa.

Politicamente, causou uma grande divisão na sociedade e levantou até a questão de se a Escócia e a Irlanda do Norte, que votaram para permanecer no bloco, deveriam continuar no Reino Unido.

O Brexit foi um baque enorme, e ele mostrou que a ideia de união europeia, por mais sólida que pareça, ainda tem seus desafios.

4. A resposta latino-americana: surgimento e objetivos do Mercosul

Enquanto a Europa se unia, o que a América Latina estava fazendo?

No final dos anos 80, com o retorno da democracia no Brasil e na Argentina, os dois países perceberam que, sozinhos, não tinham como enfrentar os desafios do mundo globalizado.

Era como tentar jogar futebol contra um time de gigantes, cada um em um campo diferente.

A resposta veio em 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção, que criou o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai se uniram para fortalecer suas economias e ter mais voz no cenário internacional.

Um dos grandes objetivos era justamente criar uma alternativa para a proposta dos Estados Unidos de uma área de livre comércio que abrangesse toda a América (a ALCA),

que para muitos, só interessava aos americanos.

O Mercosul foi a nossa resposta para os desafios da globalização, mostrando que a gente também podia se unir e buscar uma posição de mais destaque no cenário mundial.

(Sugestão de recurso visual: um mapa da América do Sul destacando os países membros do Mercosul e, ao lado, o mapa da Europa destacando os países da União Europeia, com uma legenda tipo “Blocos econômicos em resposta à globalização”.)

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender Blocos Econômicos: União Europeia e Mercosul. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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