As Revoluções de 1830

3 min de leituraHistória

1. As Revoluções de 1830

E aí, tudo pronto?

Se você achou que as revoluções de 1820 tinham sido intensas, as de 1830 foram ainda mais marcantes, viu?

A gente vai ver como a Revolução de Julho na França foi a faísca que acendeu uma nova onda de levantes por toda a Europa.

Mesmo com a Santa Aliança tentando segurar a barra,

as ideias liberais e nacionalistas continuavam mais fortes do que nunca.

A revolução de 1830 na França foi um ponto de virada,

porque ela foi a primeira a conseguir derrubar um rei absolutista e consolidar uma monarquia constitucional liberal.

O que foi a Revolução de Julho?

A Revolução de Julho na França: O Rei Absolutista vs. O Povo

Depois da queda de Napoleão, a família Bourbon tinha sido restaurada no poder na França.

O rei Luís XVIII, irmão do Luís XVI (aquele que foi guilhotinado na Revolução Francesa),

governou de forma mais moderada.

Ele aceitou uma Constituição e o poder de um Parlamento.

Mas quando ele morreu, seu irmão, Carlos X, subiu ao trono e quis reviver o passado.

Carlos X era um absolutista de carteirinha e não aceitava de jeito nenhum as ideias de liberdade.

Ele começou a tomar medidas para desfazer as conquistas da Revolução Francesa,

tipo indenizar os nobres que perderam suas terras e restringir a liberdade de imprensa.

A gota d'água veio quando ele dissolveu o Parlamento,

instaurou a censura e diminuiu o número de pessoas que podiam votar.

A burguesia e o povo de Paris, que não eram bobos nem nada,

se uniram e foram para as ruas.

Em três dias de luta (27, 28 e 29 de julho de 1830),

os parisienses ergueram barricadas nas ruas estreitas, enfrentaram o exército real e forçaram Carlos X a fugir do país.

A vitória foi do povo, mas quem assumiu o poder foi a alta burguesia.

Eles colocaram no trono um novo rei, Luís Filipe I,

que prometeu governar sob uma Constituição e defender o liberalismo.

Por isso, ele ficou conhecido como o "rei burguês".

2. O Efeito-Dominó pela Europa

A vitória na França foi como um sinal para o resto do continente.

Ela inspirou uma série de levantes em outros países,

mostrando que era possível enfrentar o poder dos reis.

Bélgica:

A Bélgica e os Países Baixos, que eram um único reino, tinham sérias diferenças.

A população belga, que era católica e falava francês, se sentia oprimida pela maioria holandesa, que era protestante e controlava a política e a economia.

Aproveitando a onda de revolução na França, os belgas se revoltaram em Bruxelas e, depois de muita luta, conseguiram sua independência, formando um novo país.

Polônia:

Os poloneses, que estavam sob o domínio da Rússia, também se rebelaram, em busca de sua independência.

Eles queriam que seu país, que tinha sido dividido no final do século XVIII, fosse restaurado.

Mas o czar russo Nicolau I esmagou o levante de forma brutal.

Itália:

A península itálica viu novas revoltas, com grupos liberais e nacionalistas tentando derrubar os reis absolutistas, especialmente nos Estados Papais.

Mas, mais uma vez, as tentativas foram reprimidas pela Áustria, que mantinha sua influência na região.

Como a gente pode ver, o ano de 1830 foi um misto de vitórias e derrotas.

A Santa Aliança não conseguiu impedir que as revoluções acontecessem,

mas ainda tinha força para esmagar as que pareciam mais perigosas.

No próximo capítulo, a gente vai ver o que aconteceu quando a galera se revoltou de novo, dessa vez em uma escala muito maior.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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