As Revoluções de 1830
1. As Revoluções de 1830
E aí, tudo pronto?
Se você achou que as revoluções de 1820 tinham sido intensas, as de 1830 foram ainda mais marcantes, viu?
A gente vai ver como a Revolução de Julho na França foi a faísca que acendeu uma nova onda de levantes por toda a Europa.
Mesmo com a Santa Aliança tentando segurar a barra,
as ideias liberais e nacionalistas continuavam mais fortes do que nunca.
A revolução de 1830 na França foi um ponto de virada,
porque ela foi a primeira a conseguir derrubar um rei absolutista e consolidar uma monarquia constitucional liberal.
O que foi a Revolução de Julho?
A Revolução de Julho na França: O Rei Absolutista vs. O Povo
Depois da queda de Napoleão, a família Bourbon tinha sido restaurada no poder na França.
O rei Luís XVIII, irmão do Luís XVI (aquele que foi guilhotinado na Revolução Francesa),
governou de forma mais moderada.
Ele aceitou uma Constituição e o poder de um Parlamento.
Mas quando ele morreu, seu irmão, Carlos X, subiu ao trono e quis reviver o passado.
Carlos X era um absolutista de carteirinha e não aceitava de jeito nenhum as ideias de liberdade.
Ele começou a tomar medidas para desfazer as conquistas da Revolução Francesa,
tipo indenizar os nobres que perderam suas terras e restringir a liberdade de imprensa.
A gota d'água veio quando ele dissolveu o Parlamento,
instaurou a censura e diminuiu o número de pessoas que podiam votar.
A burguesia e o povo de Paris, que não eram bobos nem nada,
se uniram e foram para as ruas.
Em três dias de luta (27, 28 e 29 de julho de 1830),
os parisienses ergueram barricadas nas ruas estreitas, enfrentaram o exército real e forçaram Carlos X a fugir do país.
A vitória foi do povo, mas quem assumiu o poder foi a alta burguesia.
Eles colocaram no trono um novo rei, Luís Filipe I,
que prometeu governar sob uma Constituição e defender o liberalismo.
Por isso, ele ficou conhecido como o "rei burguês".
2. O Efeito-Dominó pela Europa
A vitória na França foi como um sinal para o resto do continente.
Ela inspirou uma série de levantes em outros países,
mostrando que era possível enfrentar o poder dos reis.
Bélgica:
A Bélgica e os Países Baixos, que eram um único reino, tinham sérias diferenças.
A população belga, que era católica e falava francês, se sentia oprimida pela maioria holandesa, que era protestante e controlava a política e a economia.
Aproveitando a onda de revolução na França, os belgas se revoltaram em Bruxelas e, depois de muita luta, conseguiram sua independência, formando um novo país.
Polônia:
Os poloneses, que estavam sob o domínio da Rússia, também se rebelaram, em busca de sua independência.
Eles queriam que seu país, que tinha sido dividido no final do século XVIII, fosse restaurado.
Mas o czar russo Nicolau I esmagou o levante de forma brutal.
Itália:
A península itálica viu novas revoltas, com grupos liberais e nacionalistas tentando derrubar os reis absolutistas, especialmente nos Estados Papais.
Mas, mais uma vez, as tentativas foram reprimidas pela Áustria, que mantinha sua influência na região.
Como a gente pode ver, o ano de 1830 foi um misto de vitórias e derrotas.
A Santa Aliança não conseguiu impedir que as revoluções acontecessem,
mas ainda tinha força para esmagar as que pareciam mais perigosas.
No próximo capítulo, a gente vai ver o que aconteceu quando a galera se revoltou de novo, dessa vez em uma escala muito maior.



