As portas da democracia: a transição do regime militar

4 min de leituraHistória

1. O fim do governo Figueiredo e o desgaste do regime militar

Olha, tenho que admitir uma coisa para você,

se você já chegou até aqui é um verdadeiro guerreiro e acabou de ganhar meu total respeito.

Meus parabéns e daqui a poucas horas você definitivamente já vai estar sabendo de todo o assunto que você precisa saber para as provas na escola e para os vestibulares da vida.

Mas voltando ao que realmente importa, já falamos sobre o fim da Ditadura Civil-militar e sobre a transição para a democracia.

Mas não custa nada relembrar um pouco.

Como já dizia Platão, conhecer é reminiscenciarmos.

Vamos voltar um pouquinho no tempo.

O ano é 1984.

O Brasil está saindo de um longo período de ditadura militar que começou em 1964.

O último presidente do regime era João Figueiredo, um general que já não tinha mais o mesmo controle de antes.

A economia estava em crise, o povo sofria com a inflação e a falta de liberdade já não era mais tolerada por grande parte da população.

A base de apoio dos militares ainda existia, mas estava abalada.

Mesmo assim, eles queriam manter as "regras do jogo".

Foi nesse clima tenso que surgiu uma proposta importante: a Emenda Dante de Oliveira,

que buscava restabelecer o voto direto para presidente.

(Sugestão de recurso visual: imagem do general Figueiredo ao lado de manchetes de jornais sobre a crise política e econômica.)

2. O movimento Diretas Já e a Emenda Dante de Oliveira

A proposta de voto direto acendeu uma chama na sociedade.

Milhares de pessoas foram às ruas em todo o país para pedir eleições diretas.

O movimento ficou conhecido como Diretas Já.

Era algo inédito desde o golpe de 1964.

Em cada comício, se via uma mistura de esperança e urgência por mudança.

Mas apesar de toda essa pressão popular, a emenda não foi aprovada.

Faltaram 22 votos.

Muitos deputados do partido do governo se ausentaram da sessão.

A frustração foi geral.

(Sugestão de recurso visual: foto de um comício das Diretas Já com faixas e cartazes pedindo "voto direto já!" e imagem do painel de votação da Câmara dos Deputados.)

3. A articulação política no Congresso e a eleição de Tancredo Neves

Com a derrota da Emenda Dante, o jogo político virou para outra direção.

Se não seria pelo voto direto, seria pelo colégio eleitoral.

E é aí que entra a figura de Tancredo Neves.

Um político experiente, de fala calma e articulação afiada.

Já falamos muito dele, lembra da posse de Jango e como Tancredo tentou manter ele no poder?

Pois é.

Ele foi escolhido como o candidato da oposição para disputar as eleições indiretas.

Tancredo sabia jogar o jogo.

Construiu alianças com dissidentes do governo e formou a chamada Aliança Democrática,

unindo partidos de oposição e até setores moderados do antigo regime.

Seu vice era José Sarney, um nome do PDS que havia acabado de mudar de lado.

Tancredo venceu com uma votação expressiva.

A expectativa era enorme: ele simbolizava a transição pacífica para a democracia.

E o povo já estava sedento pelo cálice da democracia.

(Sugestão de recurso visual: linha do tempo com a articulação de Tancredo, formação da Aliança Democrática e o resultado da eleição no colégio eleitoral.)

4. A morte de Tancredo e a posse de José Sarney

Mas a história deu uma guinada triste e Tancredo nunca chegou a assumir o cargo.

Na véspera da posse,

Tancredo Neves foi internado com fortes dores e precisou passar por uma cirurgia.

Nunca chegou a tomar posse e morreu no dia 21 de abril de 1985, sem ter exercido um dia como presidente.

Diante da comoção nacional, José Sarney foi empossado.

Ele era o vice, mas também uma figura que causava desconfiança em muitos setores por sua ligação anterior com o regime militar.

Mas tenha paciência, ainda vamos tratar bastante sobre essa parte do assunto.

(Sugestão de recurso visual: fotos da comoção popular com a morte de Tancredo e da posse de Sarney no Congresso.)

5. Os desafios da redemocratização sob um governo de transição

Sarney assumiu com o difícil desafio de comandar a transição para a democracia.

Não foi fácil.

Seu governo enfrentou uma inflação galopante, greves, tensões políticas e uma sociedade impaciente por mudanças reais.

Ao mesmo tempo, era um momento histórico.

Foi durante seu governo que o Brasil começou a discutir seriamente uma nova Constituição, para sepultar de vez o autoritarismo.

Apesar de todos os problemas, a transição foi mantida e o país começou a dar os primeiros passos firmes rumo à democracia.

(Sugestão de recurso visual: quadro com os principais desafios enfrentados pelo governo Sarney e os primeiros avanços democráticos do período.)

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender As portas da democracia: a transição do regime militar. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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