As migrações e as comunidades germânicas

3 min de leituraHistória

1. As migrações dos povos germânicos

A partir do século III, vários povos germânicos começaram a migrar para dentro do território do Império Romano.

Já lhe expliquei esse assunto antes e por isso vou resumir de forma breve,mas que esse assunto é absurdo de bom é!

Então, em muitos casos, essas migrações não foram resultado de guerras ou invasões violentas, mas de acordos e acomodações com o poder romano.

(Lembra da crise do exército, né?)

Chamados de "bárbaros" pelos romanos (termo que significava, basicamente, "estrangeiros"),

esses povos se estabeleceram e formaram diversos reinos em antigas regiões imperiais.

Entre os principais grupos, podemos citar:

  • Francos, que se estabeleceram na Gália (atuais França e Bélgica);
  • Visigodos, na Hispânia (Espanha);
  • Ostrogodos, na Itália;
  • Suevos, no noroeste da Península Ibérica;
  • Vândalos, no norte da África;
  • Anglos e saxões, na Britânia.

Novamente, não se prenda aos detalhes ou tente decorar todos esses povos, mantenha em mente o panorama de diversidade cultural.

A maioria desses povos inicialmente atuava como federados do Império Romano — ou seja, recebiam terras e certa autonomia em troca de apoio militar ao imperador.

Com o enfraquecimento de Roma, esses arranjos se tornaram cada vez mais instáveis,

e os reinos germânicos passaram a afirmar sua independência.

Você sabia? "Bárbaros"?

O termo "bárbaro" era usado de forma genérica pelos romanos para designar todos os povos estrangeiros que não falavam latim ou grego.

Mas entre os chamados bárbaros havia uma enorme diversidade:

Os visigodos, por exemplo, deixaram um legado de leis escritas e civilização urbana, enquanto os vândalos foram responsáveis por saques em Roma.

Chamá-los de "selvagens" é uma visão reducionista.

Muitos desses povos tinham culturas ricas, com mitologias próprias, códigos de honra, sistemas de justiça baseados em compensação e uma forte organização militar e social.

Hoje, historiadores preferem o termo germânicos ou designações mais específicas, como francos, godos ou saxões.

2. Sociedade germânica: comitatus, tradições e economia

As sociedades germânicas eram organizadas em tribos ou confederações tribais, sem um governo centralizado.

A liderança era geralmente temporária e ligada a tempos de guerra.

Os reis eram eleitos e podiam ser depostos.

Entre suas instituições mais importantes, destacava-se o comitatus, no qual um grupo de guerreiros que jurava fidelidade a um chefe em troca de proteção e recompensas.

Essa relação de lealdade pessoal inspiraria mais tarde o sistema de vassalagem medieval.

Já as leis eram consuetudinárias (baseadas na tradição oral) e a economia girava em torno da agricultura rudimentar, do pastoreio e da pilhagem em tempos de guerra.

As aldeias eram pequenas e a propriedade privada da terra era quase inexistente.

E isso tudo para serem chamados de bárbaros né…

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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