As feridas deixadas pela guerra

3 min de leituraHistória

1. O impacto econômico, social e político nos países europeus

O final da Primeira Guerra Mundial deixou uma Europa completamente arrasada.

Economicamente, a produção de tudo despencou,

indústrias e fazendas foram destruídas e os países estavam endividados.

Pra ter uma ideia, a Inglaterra perdeu 35% de sua riqueza nacional,

e a Alemanha, 24%.

Socialmente, as consequências foram ainda piores.

Centenas de milhares de jovens morreram, e a população envelheceu.

As famílias estavam desestruturadas e a guerra causou um trauma enorme em toda uma geração.

Mas também rolou uma mudança positiva:

as mulheres, que assumiram os trabalhos dos homens nas fábricas,

passaram a exigir mais direitos,

e a gente vê um avanço na luta pelo voto feminino em vários países depois da guerra.

2. O fortalecimento dos Estados Unidos e do Japão

Enquanto a Europa sangrava, dois países saíram super fortalecidos da guerra:

os Estados Unidos e o Japão.

O território americano, por exemplo, não foi atingido pelos combates, e

a destruição na Europa fez com que os EUA triplicassem suas exportações

e se tornassem os maiores credores do mundo.


Além disso, eles se tornaram a maior potência mundial,

com mais da metade do estoque de ouro do planeta.

O Japão também cresceu muito, tomando o lugar da Inglaterra nos mercados do Pacífico e se afirmando como uma potência regional.

3. A revolta da Alemanha e o caminho aberto para o nazismo

A gente precisa voltar a falar da Alemanha,

porque o Tratado de Versalhes foi um desastre completo.

A economia do país foi arruinada, a indenização era impagável e o povo estava humilhado.

Foi nesse cenário de miséria e revolta que surgiu uma teoria de que a Alemanha não tinha perdido a guerra de verdade.

Eles diziam que o exército não tinha sido derrotado no campo de batalha,

mas sim traído por políticos e judeus em Berlim.

Essa ideia da "punhalada nas costas" era uma mentira, claro,

mas ganhou força e abriu o caminho para a ascensão de líderes como Adolf Hitler,

que usou essa revolta para prometer que faria a Alemanha grande de novo

e se vingaria dos seus inimigos.

Mas isso é assunto para depois.

4. As frustrações italianas e japonesas

Apesar de estarem no lado vencedor, a Itália e o Japão também saíram frustrados.

A Itália, que mudou de lado na guerra para conseguir territórios,

não teve suas ambições imperialistas atendidas nos tratados de paz.

Isso gerou um forte sentimento de que o país tinha sido enganado

e foi um dos fatores que ajudou a ascensão de Benito Mussolini e o fascismo.

O Japão, por sua vez, foi obrigado a devolver as colônias que tinha tomado

na China e na Sibéria,

o que também gerou um sentimento de desonra e injustiça.

5. O legado para as próximas décadas: democracia, voto feminino, vanguardas artísticas

Apesar de todas as tragédias, a guerra deixou alguns legados que mudaram o mundo para sempre.

A democracia se consolidou como regime de governo em muitos lugares,

e o voto feminino, como a gente falou, se tornou uma realidade para as mulheres.

Além disso, o trauma da guerra influenciou a arte e a cultura de uma forma enorme.

O Dadaísmo, por exemplo, foi uma vanguarda artística que surgiu como um protesto contra a sociedade que tinha criado a guerra,

e o Surrealismo explorou a mente humana para fugir da realidade brutal do mundo.

Foi um período em que a arte refletiu toda a dor e a loucura do que tinha acontecido.

E assim, chegamos ao final dessa história.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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