Antes da Unificação: o Mosaico Germânico e Bismark

4 min de leituraHistória

1. Um "não-país" no coração da Europa

Pra gente começar a entender como a Alemanha se tornou a potência que a gente conhece hoje, temos que voltar um pouco no tempo, lá pro começo do século XIX.

Sabe quando a gente junta um monte de pecinhas diferentes pra montar um quebra-cabeça?

A Alemanha era bem assim.

Um "mosaico" de vários estados independentes,

como se fossem um monte de pedacinhos de um quebra-cabeça espalhados.

Depois que Napoleão Bonaparte aprontou pela Europa,

os chefes de estado se reuniram em 1815, no tal do Congresso de Viena,

pra arrumar a bagunça.

A gente já viu isso tudo detalhadamente então não vou aprofundar nessa parte de novo.

O mais importante é que eles redesenharam o mapa do continente

e, no meio dessa reorganização, criaram a Confederação Germânica.

Mas ó, isso não era a mesma coisa que a Alemanha que a gente conhece, viu?

2. A Dominação Austríaca e a tentativa de unificação

Pensa na Confederação Germânica como um monte de amigos

que são obrigados a fazer um trabalho em grupo, onde um deles é o professor.

No caso, o professor era a Áustria, um império altamente poderoso.

A Áustria fazia de tudo pra manter o controle e evitar que

os estados alemães se unissem de verdade,

porque tinha medo que um país grande e forte demais surgisse ali do lado.

Apesar da Áustria tentar segurar a onda, a ideia de se unirem nunca sumiu.

Em 1848, com várias revoluções rolando na Europa,

os estados germânicos tentaram de novo se unificar.

Mas não deu certo. Sabe por quê?

A elite da região, os donos de terra e de grana, ficou com medo.

Eles viram que os trabalhadores e operários também estavam participando das revoltas e pedindo mudanças, e pensaram:

"Opa, se a gente deixar a unificação rolar, a gente pode perder o nosso poder."

Foi aí que eles pisaram no freio e a unificação fracassou.

3. A união que começou a mudar o jogo

Mas a Prússia, um dos estados germânicos, começou a fazer seu próprio jogo.

Em 1834, eles criaram a Zollverein (se pronuncia "Tsol-fer-áin"), uma união aduaneira.

É como se a Prússia tivesse criado uma "área livre de impostos"

para o comércio entre os estados alemães, mas sem convidar a Áustria.

Isso fez com que a economia da Prússia crescesse muito

e mostrou que a Áustria não era mais a única a mandar por ali.

4. O "Chanceler de Ferro" e os Junkers

A gente viu que a Prússia estava ganhando força

e que a Áustria não era a única a mandar no pedaço.

Mas quem estava por trás disso tudo?

O cara que orquestrou a unificação alemã se chamava Otto von Bismarck.

Bismarck era um político e diplomata da Prússia,

e ele representava uma galera chamada Junkers.

Quem eram eles?

Eram os grandes proprietários de terras, uma espécie de nobreza rural,

super conservadora e militarista.

Eles eram a elite da Prússia, e a gente pode dizer que o Bismarck era a voz deles na política.

Ele tinha uma visão bem clara:

a Prússia precisava ser a líder de uma Alemanha unificada,

e isso não aconteceria com conversinhas, mas com força e poder.

5. A visão de Bismarck: unificar "a ferro e sangue"

Sabe quando alguém diz que “o fim justifica os meios”?

A política de Bismarck era mais ou menos assim.

Ele ficou conhecido por uma política chamada Realpolitik,

que a gente pode traduzir como "política realista".

Em vez de seguir ideais bonitinhos ou discursos românticos,

ele usava a diplomacia e, se preciso, a guerra para alcançar seus objetivos.

O que importava era o resultado, a unificação,

e ele usaria qualquer ferramenta para chegar lá.

Foi ele quem disse que a unificação alemã não seria feita com discursos ou pela maioria dos votos, mas sim "com sangue e ferro".

É uma frase forte, né? E é exatamente isso que ele fez.

Ele sabia que a única maneira de se livrar da dominação austríaca

e unir todos os estados alemães era usando a força militar.

6. O Poder da Prússia: Exército, indústria e infraestrutura

Bismarck não estava brincando quando falava em guerra.

Ele investiu pesado para deixar o exército da Prússia super moderno e bem equipado.

Quase 80% do dinheiro do reino foi para a guerra!

Ele também usou a força da indústria prussiana,

que estava bombando,

e a infraestrutura que eles já tinham, como ferrovias e telégrafos.

Pensa comigo: um país com indústrias que produzem armas de ponta,

ferrovias que podem transportar soldados e suprimentos rapidinho,

e uma elite militar que é super fiel ao governo.

Era uma combinação perfeita para a guerra.

Com tudo isso, a Prússia tinha uma vantagem gigantesca sobre qualquer outro rival.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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