A sociedade sob o fascismo: economia, religião e império

5 min de leituraHistória

1. O modelo corporativista e a Carta del Lavoro

Você lembra que a gente falou que o fascismo prometia acabar com a briga entre patrões e empregados?

Ele tentou fazer isso criando um sistema que ele chamou de corporativismo.

A ideia era que todas as pessoas, de diferentes profissões,

fizessem parte de um grande grupo chamado "corporação",

que seria controlado pelo Estado.

Em 1927, Mussolini lançou a Carta del Lavoro (Carta do Trabalho),

um documento que dizia como as relações de trabalho deviam ser.

Na teoria, parecia que ia ter mais harmonia e justiça,

mas na prática não foi bem assim.

Os sindicatos que realmente defendiam os trabalhadores foram extintos

e substituídos por esses novos, controlados pelo governo.

Isso significava que greves e manifestações eram proibidas,

e a gente não podia mais negociar ou lutar por direitos.

2. A aliança com a Igreja: Tratado de Latrão

A Itália sempre teve uma relação complicada com a Igreja Católica.

Por um tempão, a Igreja não reconhecia o governo italiano.

Mas Mussolini, que era um cara esperto, viu que ter a Igreja como aliada seria muito útil.

Em 1929, ele assinou um acordo importantíssimo com o Papa, o Tratado de Latrão.

Com esse documento, a Igreja Católica reconheceu o governo da Itália,

e o governo italiano, em troca, criou a Cidade do Vaticano,

um pedacinho de terra que se tornaria um país independente, governado pelo Papa.

Além disso, o catolicismo virou a religião oficial do país

e o ensino religioso passou a ser obrigatório nas escolas.

Isso deu ao fascismo uma legitimidade enorme,

já que a maioria dos italianos era católica

e passou a ver Mussolini com bons olhos.

3. A exclusão das mulheres e o ideal da "mãe patriota"

No fascismo, cada pessoa tinha um papel bem definido na sociedade,

e o das mulheres era bem diferente do que a gente tem hoje.

Mussolini defendia a ideia de que a mulher ideal era a "mãe patriota",

que deveria ficar em casa cuidando dos filhos para ter uma família grande e forte.

O governo até criou leis para incentivar famílias a terem mais filhos.

As mulheres foram, aos poucos, excluídas do mercado de trabalho e dos serviços públicos,

porque a propaganda dizia que o lugar delas era no lar.

Isso mostra como o regime queria controlar até mesmo a vida pessoal

e familiar das pessoas, colocando a "nação" acima de tudo.

(Sugestão de recurso visual: Adicionar uma imagem de um cartaz de propaganda fascista que incentive o casamento e a maternidade.)

4. A doutrinação da juventude e o sonho do Império Romano

O fascismo sabia que, para continuar no poder,

precisava educar as crianças para que elas se tornassem fascistas desde pequenas.

Por isso, a educação foi totalmente controlada.

As escolas ensinavam a história de um jeito que a Itália parecia a nação mais gloriosa de todas,

e as crianças aprendiam a amar o líder,

a pátria e a obedecer sem questionar.

Eles também criaram grupos para jovens, como os "Balilla" e as "Pequenas Italianas",

onde as crianças faziam exercícios físicos,

aprendiam a marchar e eram doutrinadas com os valores do regime desde cedo.

E por que tudo isso? Porque Mussolini tinha um sonho:

reviver o grandioso Império Romano.

Ele acreditava que a Itália era uma nação superior e que merecia dominar outros povos,

como fez no passado.

Foi por isso que o país partiu para a guerra, invadindo a Etiópia e a Albânia,

mostrando que o fascismo também era uma ideologia de guerra e conquista.

5. A Queda de Mussolini e o Fim do Regime

Como você deve imaginar, um regime que vive de guerra e de expansão não podia durar pra sempre.

A ambição de Mussolini de criar um novo Império Romano

o levou a se aliar a um cara chamado Adolf Hitler, na Alemanha,

para a Segunda Guerra Mundial.

No começo, a Itália fascista parecia estar se dando bem nas guerras,

mas logo as coisas começaram a dar errado.

Os italianos foram derrotados em vários lugares,

a economia entrou em colapso e a galera, que antes idolatrava o Duce,

começou a ficar revoltada de novo.

A falta de comida e a guerra sem fim fizeram o povo se virar contra o regime.

Em 1943, as tropas aliadas (Estados Unidos, Reino Unido, etc.) invadiram a Itália.

Com o exército do país em frangalhos,

o próprio Partido Fascista deu um golpe contra Mussolini e o prendeu.

A guerra continuou por mais um tempo,

com Mussolini ainda tentando governar uma parte da Itália,

mas o seu poder já era história.

Em abril de 1945, com a derrota da Alemanha se aproximando,

Mussolini tentou fugir da Itália,

mas foi pego e executado pelos guerrilheiros italianos que lutavam contra o fascismo.

O corpo dele e de outros líderes fascistas foram pendurados de cabeça para baixo em uma praça pública,

em Milão, pra que todo mundo visse o fim do regime que havia prometido ordem e salvação.

(sugestão de recurso visual: praça que mussolini foi executado)
Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender A sociedade sob o fascismo: economia, religião e império. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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