A Rússia antes da Revolução

5 min de leituraHistória

1.O Império Russo: gigante e desigual

E aí, galera! Sabe, quando a gente pensa em Rússia, a primeira coisa que vem à cabeça é neve, frio, o Kremlin...

Mas antes de toda a história da revolução, a Rússia era um lugar muito diferente do que imaginamos.

E é isso que eu quero te mostrar neste capítulo, como era a vida lá no comecinho do século XX.

Vamos viajar no tempo?

Primeiro, imagina um país GIGANTE.

Sério, o maior do mundo!

Com um território que ia da Europa até a Ásia, e por isso, tinha um monte de gente diferente vivendo ali, com culturas, religiões e línguas variadas.

Tinha muçulmanos, judeus, cristãos, poloneses, ucranianos...

Era um verdadeiro caldeirão de povos.

(Sugestão de recurso visual: Um mapa da Rússia no início do século XX, destacando sua imensa extensão territorial e as diferentes etnias que a compunham.)

Mas toda essa galera vivia sob um regime bem antigo: o czarismo.

O czar era tipo um rei com poder absoluto, ou seja, a palavra dele era lei, sem limites.

Ele não tinha que responder a ninguém, e era visto como um representante de Deus na Terra.

O nome desse czar era Nicolau II, e ele e sua família, os Romanov, governavam a Rússia há mais de 300 anos!

(Sugestão de recurso visual: Foto do Czar Nicolau II em uma pose formal, com uniforme de gala e adornos, reforçando a ideia de poder e absolutismo.)

2. A estrutura social russa

Agora, vamos falar de quem fazia a sociedade russa.

No topo, claro, estava a nobreza e a aristocracia, que controlavam tudo.

E a gente pode até pensar que a burguesia,

aquela galera do comércio e da indústria, tinha um poder grande, né?

Mas na Rússia, ela era bem limitada, e dependia muito das ordens do czar e dos nobres.

A maior parte da população, uns 80%, vivia no campo,

e a vida deles era bem difícil.

Eles eram camponeses pobres, muitos ex-servos que haviam

sido "libertados" há pouco tempo, mas que ainda viviam em condições precárias.

Por outro lado, a Rússia estava começando a se industrializar,

e isso criou uma nova classe social: os operários.

Eles viviam em cidades como Moscou e Petrogrado

e passavam mais de 12 horas por dia nas fábricas,

com salários baixíssimos e sem nenhum direito trabalhista.

Apesar de ser a 5ª maior indústria do mundo,

a riqueza estava concentrada na mão de poucos e,

em muitos casos, nas mãos de estrangeiros.

Ou seja, a industrialização não estava ajudando a maioria das pessoas,

só a uma elite bem pequena.

(Sugestão de recurso visual: Um infográfico ou quadro comparativo, usando ícones simples, para mostrar a pirâmide social russa: nobreza no topo, seguida pela pequena burguesia, operários e, na base, a imensa maioria dos camponeses.)

3. Repressão e resistência

Nesse cenário, a repressão era pesada.

O czar tinha uma polícia política para calar qualquer um que reclamasse.

A perseguição não era só política, mas também religiosa e nacionalista.

Povos "não russos" que viviam no Império,

como poloneses e ucranianos, eram discriminados.

Mas, como a história nos ensina, a insatisfação sempre encontra um jeito de se manifestar.

E na Rússia, ela veio de vários lugares.

No final do século XIX, surgiram os "narodniks", que eram jovens,

em sua maioria filhos de nobres, que queriam ir para o campo explicar a situação para o povo e pensar em soluções.

Eles acabaram sendo reprimidos, mas abriram o caminho para o surgimento de partidos políticos que,

mesmo na clandestinidade, começaram a organizar a oposição ao czar.

Surgiram os socialistas, que se dividiram em dois grupos:

os mencheviques e os bolcheviques.

Você já ouviu esses nomes antes?

Se não, a gente vai falar bastante deles daqui para a frente!

Você sabia? Mencheviques e Bolcheviques

Muita gente acha esses nomes super complicados, mas na verdade, e

les significam "minoria" e "maioria" em russo!

E o mais curioso é que, no início, os mencheviques eram a maioria e os bolcheviques,

a minoria.

Estranho, né? Isso aconteceu em 1903,

quando o Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR),

que era o partido socialista,

se reuniu para decidir como a revolução deveria acontecer.

Os mencheviques, que eram a "minoria" de Lenin,

achavam que a Rússia precisava primeiro passar por uma revolução burguesa,

como aconteceu na França, para depois, quem sabe, pensar no socialismo.

Eles queriam que o partido fosse mais aberto, com mais gente participando.

Já os bolcheviques, que eram a "maioria" de Lenin,

defendiam a ideia de que a revolução socialista deveria ser imediata.

Eles queriam um partido mais fechado, só com militantes super preparados e profissionais,

para liderar a classe trabalhadora na luta armada.

4. Rasputin: a influência misteriosa

E para deixar a situação ainda mais bizarra,

um personagem entrou em cena na corte czarista: Grigori Rasputin.

Ele era um místico camponês que, de alguma forma,

conseguiu a confiança da czarina Alexandra, mãe do herdeiro do trono.

Ela acreditava que Rasputin tinha poderes de cura,

e usava isso para tratar a hemofilia do filho, o pequeno Alexei.

Com essa influência, Rasputin começou a dar pitacos nas decisões do governo,

o que causou um escândalo enorme.

Para a população e até para a nobreza,

era inadmissível que um camponês como ele tivesse tanto poder.

Isso desgastou ainda mais a imagem da monarquia, que já não estava nada bem.

Foi a gota d'água para muita gente que já duvidava da capacidade do czarismo de resolver os problemas do país.

(Sugestão de recurso visual: Um quadro-resumo com a biografia de Rasputin, destacando sua origem, sua ligação com a família real, o escândalo e a sua morte misteriosa.)

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender A Rússia antes da Revolução. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

Praticar questões
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