A revolução Pernambucana

3 min de leituraHistória

1. Pernambuco em chamas: a revolução de 1817

Agora me diz:

o que acontece quando um povo já cansado de pagar imposto demais,

ver os preços subirem, os lucros sumirem

e a monarquia fazer festa no Rio de Janeiro,

resolve dar um basta?

Pois é, isso tem nome: Revolução Pernambucana de 1817.

Vamos começar entendendo o que estava acontecendo por lá.

Pernambuco, assim como boa parte do Nordeste, estava passando por uma crise econômica enorme.

A queda nos preços do açúcar

e do algodão no mercado internacional afundou as receitas locais.

Ao mesmo tempo, a Corte portuguesa esbanjava no Rio

e impunha uma porção de impostos para sustentar o luxo.

O sentimento geral? De que a conta estava sendo paga por quem não tinha vez nem voz.

E não foi só a crise econômica.

As ideias iluministas já circulavam com força no Brasil,

inspiradas por nomes como Rousseau, Voltaire

e pelas revoluções dos Estados Unidos e da França.

Em Pernambuco, essas ideias encontraram eco entre comerciantes, religiosos, militares e uma classe média urbana que queria mais participação e menos autoritarismo.

Um dos líderes do movimento,

José de Barros Lima, o Leão Coroado, simboliza esse desejo de mudança.

No dia 6 de março de 1817, os revoltosos tomaram o Recife e proclamaram uma república.

Queriam igualdade de direitos, fim da censura e liberdade religiosa.

Buscaram até apoio internacional,

mandando o revolucionário José Ignácio Ribeiro de Abreu e Lima (o Cabugá) aos Estados Unidos para tentar alianças.

Mas a monarquia não deixou barato.

A resposta veio rápida e violenta.

Tropas da Corte, reforçadas com mais de 8 mil soldados, cercaram e retomaram Recife.

A repressão foi dura, com execuções públicas que buscavam mandar um recado claro:

quem desafiar o rei, paga caro.

Os revoltosos foram mortos, esquartejados e seus corpos expostos em locais públicos.

Era um verdadeiro teatro da punição.

Você sabia? A aclamação foi adiada!

A Revolução Pernambucana teve um efeito imediato na política da época.

A aclamação de Dom João VI, prevista para o início de 1817, foi adiada.

Ela era para ser um momento simbólico em que Dom João é reconhecido oficialmente como rei de Portugal, Brasil e Algarves,

após a morte de sua mãe, Dona Maria I.

Ninguém queria celebrar um rei enquanto uma parte da colônia estava em guerra contra ele.

Quando a aclamação finalmente aconteceu,

foi cuidadosamente planejada como uma resposta simbólica:

mostrar que o rei estava firme no trono e que a ordem tinha sido restaurada.


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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