A Revolução de 1930 e o fim da Primeira República

2 min de leituraHistória

1. O levante armado: Minas, Rio Grande do Sul e Paraíba em marcha

No dia 3 de outubro de 1930, começou a revolução.

Em Minas, Rio Grande do Sul e Paraíba, militares e civis rebeldes iniciaram ataques contra o governo.

O comando ficou com o tenente-coronel Pedro Aurélio de Góes Monteiro, planejando cercar o Rio e forçar a renúncia de Washington Luís.

Em Minas, o quartel do 12º Regimento de Infantaria resistiu por cinco dias, bombardeado pela Força Pública até se render.

Na Paraíba, Juarez Távora liderou a ofensiva e conquistou rapidamente os estados do Nordeste, isolando a Bahia.

No Sul, os rebeldes controlaram o território e seguiram de trem até São Paulo.

(Sugestão de recurso visual: mapa com os três eixos da revolução; fotos dos líderes e confrontos)

2. A quase-batalha de Itararé

O confronto mais aguardado ocorreria em Itararé, divisa entre Paraná e São Paulo.

Com 6 mil soldados legalistas entrincheirados, esperava-se uma batalha épica.

Mas ela nunca aconteceu.

As chuvas e a hesitação dos militares adiaram o confronto, e a negociação se impôs.

Mas não se pode negar, todos já estavam com os ânimos à flor da pele.

3. A queda de Washington Luís

No dia 24 de outubro de 1930, Washington Luís foi deposto por uma junta militar composta por Tasso Fragoso, Mena Barreto e Noronha.

Ele resistia até o fim, dizendo: “Só saio aos pedaços!”.

Mas acabou preso e exilado na Europa.

Com o vácuo de poder, Getúlio Vargas foi chamado ao Catete.

No dia 3 de novembro, assumiu o governo provisoriamente.

Começava uma nova fase na vida dos brasileiros.

E o resto… bem, o resto é história.

4. Primeira República: por que o nome não faz jus à complexidade do período?

O termo “República Velha” foi criado pelos vitoriosos de 1930, como forma de deslegitimar o passado e exaltar o presente.

Mas a Primeira República foi muito mais complexa:

Teve avanços institucionais, surgimento da cidadania urbana, modernização cultural e intensa mobilização social.

Como bem vimos.

Reduzir esse período a uma república oligárquica é um erro.

É ignorar as greves, os modernistas, os tenentes, os cangaceiros, os sertanejos e tantos outros que também fizeram parte dessa história.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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