A Itália em Crise

4 min de leituraHistória

1. O terreno fértil do fascismo

Pra entender o surgimento do fascismo,

a gente precisa se colocar no lugar dos italianos depois da Primeira Guerra Mundial.

Sabe quando a gente se esforça pra caramba em um trabalho em grupo,

faz a nossa parte, mas no final a nota não é tão boa e a gente se sente injustiçado?

Foi mais ou menos assim que a Itália se sentiu.

Eles participaram da guerra, lutaram do lado dos vencedores

(tudo bem que mudando de lado),

mas quando a poeira baixou e os países estavam dividindo os espólios da guerra,

a Itália não conseguiu tudo o que queria.

A população se sentiu traída,

o país estava economicamente destruído e a instabilidade política era gigantesca.

A sensação era de derrota, mesmo eles tendo "ganhado" a guerra.

A gente pode chamar isso de uma grande frustração nacional.

2. O “biênio vermelho” (1919–1920): o medo que virou pânico

No meio dessa bagunça, a Revolução Russa de 1917,

que a gente já comentou, começou a inspirar muita gente por toda a Europa.

Na Itália, os operários e os camponeses estavam revoltados com a situação.

Eles viam que a elite estava se dando bem,

enquanto eles passavam por dificuldades.

Entre 1919 e 1920, que ficou conhecido como o "biênio vermelho",

o país foi tomado por greves gigantescas.

Os trabalhadores, principalmente das indústrias no norte,

não só paravam de trabalhar como também ocupavam as fábricas!

Imagina a cena: milhares de operários tomando o controle das indústrias,

criando conselhos próprios e se organizando por conta.

Era um caos pra quem era dono de fábrica e terra, né?

(Sugestão de recurso visual:ocupação das fábricas)

3. O Partido Socialista Italiano e o pânico das elites

Esses movimentos operários e de ocupação eram organizados pelo Partido Socialista Italiano,

que estava crescendo cada vez mais e ganhando muito apoio popular.

Pra classe média e, principalmente, pra burguesia italiana, isso parecia o apocalipse.

Eles olhavam para a Rússia e pensavam:

"O que aconteceu lá vai acontecer aqui também.

Eles vão tomar tudo que a gente tem!".

Esse medo não era só de perder dinheiro,

era o medo de perder o controle e a posição social.

Foi nesse desespero que eles procuraram uma "solução".

E essa solução tinha que ser algo forte, que conseguisse botar ordem na bagunça e,

de preferência, esmagasse os socialistas.

(Sugestão de recurso visual: Adicionar um gráfico mostrando o crescimento do número de greves ou a filiação ao Partido Socialista Italiano entre 1919 e 1922.)

4. O surgimento dos Fasci di Combattimento

Foi nesse cenário que surgiu um cara chamado Benito Mussolini.

Ele tinha sido socialista, mas mudou de lado e, em 1919,

fundou o grupo Fasci Italiani di Combattimento, que depois virou o Partido Fascista.

Eles eram um grupo de ex-combatentes de guerra,

jovens nacionalistas, com um discurso bem violento contra os socialistas.

Eles prometiam acabar com as greves

e "limpar" o país de tudo que consideravam uma ameaça.

A burguesia, os grandes empresários, os donos de terra e até parte da classe média,

desesperados com o avanço do comunismo,

começaram a financiar e apoiar o partido.

Eles viam o fascismo não como um problema,

mas como a única salvação contra o socialismo.

(Sugestão de recurso visual: foto de Benito Mussolini em seus primeiros anos de atuação política ou uma imagem de membros dos Fasci di Combattimento.)

Eles se aproveitavam do medo,

da frustração com a guerra e da instabilidade pra crescer.

Aos poucos, esse grupo, que parecia pequeno e violento,

foi ganhando força e se tornando a esperança pra quem não queria ver

a Itália virar uma nova Rússia.

Viu só como o fascismo não surgiu do nada?

Ele foi o resultado de uma sociedade cheia de medo e insatisfação,

que acabou abraçando uma ideologia radical pra se sentir segura.

No próximo capítulo,

a gente vai ver como essa violência organizada ajudou o Mussolini a tomar o poder de vez. Bora?


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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