A Independência entre discursos, batalhas e muita resistência

4 min de leituraHistória

Oi jovem, fiz esse capítulo como complementar ao último.

Aqui, vamos tratar de todas as controvérsias e romantizações feitas em torno da independência do Brasil.

Ou seja, vai ser um grande Momento Reflexão.

Leia ele com atenção e com um olhar crítico e compreensivo,

não é com preguiça que tu vai passar de ano e muito menos no vestibular.

1. O grito do Ipiranga e o que há por trás dele

Quando você pensa na Independência do Brasil, o que vem à sua cabeça?

Provavelmente a imagem de Dom Pedro em um cavalo branco, espada em punho, gritando “Independência ou Morte!” nas margens do Ipiranga.

Mas e se eu te dissesse que essa cena mais parece um quadro bem pintado do que o que realmente aconteceu?

A pintura clássica de Pedro Américo é bonita, mas está mais para fantasia do que para registro histórico.

A realidade é bem menos glamourosa:

Dom Pedro estava no meio do mato, acompanhado por um grupo pequeno,

montado em uma mula, coberto de poeira e tentando seguir viagem do interior paulista rumo ao Rio de Janeiro.

Nada de cavalo branco, nada de uniforme de gala.

Ele provavelmente estava cansado, suando

e tentando entender a situação política depois de receber novas cartas de Lisboa exigindo seu retorno.

Foi ali, às margens do riacho Ipiranga, que ele decidiu romper oficialmente com Portugal. Nada de pompa, só decisão política.

2. A Princesa Leopoldina

Dom Pedro não estava sozinho.

Sua esposa, Leopoldina, teve um papel decisivo ao assinar, como princesa regente, o documento que recomendava a separação do Brasil.

Isso mesmo!

A mulher que muitas vezes fica apagada nas narrativas históricas foi quem assinou oficialmente o início da nossa independência.

Injustamente, o protagonismo costuma ser atribuído apenas a Dom Pedro,

deixando de lado essa contradição marcante.

Como vimos anteriormente, ela teve muita importância no convencimento de Pedro para ele continuar no Brasil e proclamar a independência.

Mas muitas vezes seu papel é apagado ou eufemizado nas narrativas oficiais.

3. Muito mais que um grito: o processo até o 7 de setembro

A declaração de independência, feita em 7 de setembro de 1822, foi, sem dúvida, um marco simbólico.

Mas o caminho até ali e o que veio depois foram bem mais complicados do que um simples grito.

Primeiro, é importante lembrar que essa independência não surgiu de um dia para o outro.

Foi resultado de anos de tensões, pressões internas, disputas políticas e conflitos com Portugal.

Segundo, que quando foi declarada a independência houve muitas guerras internas,

sobre as quais já falei sobre no capítulo passado.

4. Um país dividido e sem consciência nacional

A verdade é que muitos brasileiros, na época, nem sabiam que o Brasil tinha se tornado independente.

Não existia ainda um sentimento forte de nacionalismo.

A ideia de “Brasil” como uma nação única e coesa ainda era frágil,

especialmente num território tão extenso e com realidades tão diferentes entre as províncias.

Em várias regiões, o povo continuava vivendo sob estruturas administrativas e políticas que pouco mudaram com a independência.

5. Um império para manter a unidade

E aqui vem um ponto importante: por que o Brasil virou uma monarquia?

A resposta está na tentativa de manter a unidade territorial.

A formação de um império, com Dom Pedro como imperador,

foi vista como uma forma de centralizar o poder e impedir a fragmentação do país.

Se o Brasil seguisse o caminho das colônias espanholas,

corria o risco de se dividir em várias pequenas repúblicas.

A monarquia ajudou a manter a integridade do território.

6. O novo império nasce com velhos desafios

E quando finalmente conseguimos consolidar a separação, veio o próximo desafio:

como unir um país tão grande, diverso e marcado por interesses regionais tão distintos?

Nascia ali o novo Império do Brasil, com Dom Pedro I como imperador.

Mas os problemas não acabaram.

O novo Estado precisava ser organizado, os limites territoriais definidos, as províncias pacificadas.

Além disso, havia o desafio de manter a ordem social num país ainda profundamente escravista e desigual.

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender A Independência entre discursos, batalhas e muita resistência. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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