A guerra começa: da Blitzkrieg ao domínio do Eixo
1. A invasão da Polônia
No dia 1º de setembro de 1939, às 4h45 da manhã,
a Alemanha nazista invadiu a Polônia.
Mas não foi uma invasão qualquer, com tanques e soldados marchando lentamente.
Hitler usou uma tática nova e assustadora chamada Blitzkrieg,
que significa "guerra-relâmpago".
E o nome faz todo o sentido!
A Blitzkrieg era uma combinação super rápida e devastadora de tudo o que havia de mais moderno na época:
aviões bombardeando de surpresa, tanques avançando a toda velocidade e, logo atrás,
a infantaria, que eram os soldados de pé.
Os poloneses, que ainda lutavam com táticas parecidas com as da Primeira Guerra,
não tiveram a menor chance.
As defesas deles foram destruídas em questão de horas.
O pior é que, poucas semanas depois, a União Soviética,
seguindo o pacto secreto que havia feito com a Alemanha,
invadiu a Polônia pelo outro lado, no dia 17 de setembro.
Cercada por dois lados, a Polônia foi esmagada.
Em pouco mais de 20 dias, ela simplesmente deixou de existir como um país independente.
Quando a Alemanha invadiu a Polônia,
a Inglaterra e a França não puderam mais fingir que nada estava acontecendo.
Eles haviam prometido ajudar a Polônia se ela fosse atacada.
E assim, no dia 3 de setembro de 1939, eles declararam guerra à Alemanha.
Foi essa invasão que finalmente acendeu o pavio
e deu início à maior guerra da história da humanidade.
2. A guerra-relâmpago e as conquistas do Eixo
Você já deve ter ouvido falar na Blitzkrieg, certo?
Foi a tática que Hitler usou para invadir a Polônia de um jeito super rápido e violento.
E ele não parou por aí.
A ideia era não dar tempo para ninguém reagir.
Em 1940, os alemães invadiram a Dinamarca e a Noruega
para controlar o Mar do Norte e ter uma base de ataque contra a Inglaterra.
Em seguida, as tropas nazistas avançaram para o oeste,
conquistando a Holanda, a Bélgica e o Luxemburgo.
O grande objetivo, no entanto, era a França.
Os franceses, ainda pensando como na Primeira Guerra,
tinham construído uma enorme linha de fortificações na fronteira com a Alemanha,
chamada Linha Maginot.
O que aconteceu?
Os alemães simplesmente deram a volta por ela,
passando pela Bélgica,
e invadiram a França por uma área desprotegida.
A conquista foi tão rápida que, em junho de 1940,
Hitler hasteou a bandeira nazista na Torre Eiffel, em Paris.
Que loucura, né?
Com a França dominada, uma parte do país ficou sob controle alemão.
Na outra parte, foi criado um governo que colaborava com os nazistas, o
Governo de Vichy, liderado pelo Marechal Pétain.
Mas nem todos os franceses aceitaram essa situação.
O general Charles de Gaulle, de dentro da Inglaterra,
organizou a resistência francesa, que lutou bravamente contra a ocupação.
Mas isso vai ficar para depois.
3. A Batalha da Inglaterra
Depois de conquistar a maior parte da Europa continental,
Hitler tinha um novo alvo: a Inglaterra.
A ideia era destruir a força aérea britânica, a Royal Air Force (RAF),
e bombardear as cidades para forçar a rendição.
Por meses, a força aérea alemã, a Luftwaffe, bombardeou Londres sem parar.
A batalha ficou conhecida como a Batalha da Inglaterra.
Mas os britânicos resistiram.
A RAF, mesmo em menor número, lutou com bravura.
Além disso, eles tinham uma tecnologia secreta: o radar, que permitia que eles se preparassem para os ataques aéreos.
Foi a primeira vez que a Blitzkrieg falhou.
A Inglaterra se manteve firme
e, pela primeira vez, os nazistas foram impedidos de avançar.
(Sugestão de recurso visual: Um mapa da Europa de 1940. Use setas para mostrar o avanço da Blitzkrieg, indicando as conquistas da Polônia, Dinamarca, Noruega, Bélgica, Holanda e França. Adicione uma imagem da Torre Eiffel com a bandeira nazista e um ícone de avião sobre a Inglaterra para ilustrar a Batalha da Inglaterra.)
4. O conflito se espalha: África e Ásia
Enquanto isso, a guerra se expandia para outros lugares.
A Itália de Mussolini tentou invadir o norte da África,
mas não se deu muito bem e precisou da ajuda da Alemanha.
As tropas alemãs, chamadas Afrika Korps,
foram lideradas pelo general Rommel, conhecido como a “Raposa do Deserto”.
A guerra no norte da África era estratégica para o controle do petróleo no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, do outro lado do mundo,
o Japão continuava com sua expansão no Pacífico e no Sudeste Asiático.
Eles precisavam de mais recursos naturais para alimentar sua indústria e exército.
O Japão dominou países como a Indochina, as Filipinas e a Malásia,
o que começou a deixar os Estados Unidos bem preocupados.