A Dinastia Stuart e os Conflitos que Levaram às Revoluções

4 min de leituraHistória

1. A transição entre os Tudors e os Stuart

Vamos recapitular um pouco.

Quando Elizabeth I morreu em 1603 sem deixar herdeiros, a Inglaterra precisou encontrar um novo caminho.

E foi aí que surgiu a figura de Jaime VI da Escócia,filho de Maria I,ou Maria Stuart, sabe aquela prima da Elizabeth que ela decapitou.

Pois bem, Jaime assumiu o trono inglês como Jaime I da Inglaterra.

Com isso, começava a dinastia dos Stuart.

Parece uma união tranquila, né?

Mas a verdade é que esse novo capítulo na história inglesa trouxe uma série de conflitos.

Jaime I acreditava convictamente que tinha sido escolhido por Deus para governar.

Essa ideia, conhecida como direito divino dos reis, o colocava em rota de colisão com o Parlamento inglês,que já vinha se fortalecendo desde a Idade Média.

A tensão estava só começando.

2. A política absolutista de Jaime I e Carlos I

Jaime I chegou ao trono com a firme convicção de que um rei não deveria prestar contas a ninguém, nem mesmo ao Parlamento.

Ele se via como um escolhido de Deus, e isso, claro, não agradava quem já estava acostumado a ter alguma voz nas decisões do reino.

Mas se você acha que Jaime era autoritário, espera só pra ver o que fez seu filho, Carlos I.

Carlos decidiu governar praticamente sozinho.

Quando o Parlamento discordava dele? Ele simplesmente o dissolvia.

E não foi uma ou duas vezes, foram várias.

Sem o Parlamento por perto,

ele começou a criar novas taxas e impostos por conta própria, sem consultar ninguém.

Dá pra imaginar a revolta, né?

Mas não parou por aí.

Carlos também tentou mudar a liturgia da Igreja da Inglaterra, deixando-a mais próxima do catolicismo.

Isso deixou os puritanos furiosos, já que eles defendiam uma Igreja mais simples e distante dos rituais católicos.

Cada decisão de Carlos era como jogar mais lenha na fogueira.

Resultado? Um país dividido, com um rei que governava como se estivesse acima de tudo e todos, e uma população cada vez mais impaciente com tanto autoritarismo.

3. Crise econômica, bloqueios e atritos com o Parlamento

Pra entender essa crise toda, a gente precisa olhar pro Parlamento.

Ele era dividido em duas câmaras:

  • A Câmara dos Comuns, onde estavam representantes da burguesia, da gentry e dos pequenos nobres.
  • A Câmara dos Lordes, composta pela alta nobreza e pelo alto clero.

A Câmara dos Comuns começou a bater de frente com o rei.

Eles queriam mais transparência nos gastos da Coroa, se recusavam a aprovar novos impostos sem debate e pressionavam por reformas.

Já a Câmara dos Lordes, apesar de mais conservadora, também começou a ficar incomodada com os abusos da monarquia.

A economia inglesa não estava lá essas coisas.

Os impostos aumentavam, as dívidas cresciam e os comerciantes estavam revoltados.

Pra piorar, os conflitos internacionais, como a Guerra dos Trinta Anos, e os bloqueios comerciais complicaram ainda mais a situação.

O Parlamento, que já existia há séculos, queria ser ouvido de verdade.

E, convenhamos, tinha razão.

O rei criava impostos do nada, tomava decisões importantes sem consultar ninguém...

Até que os parlamentares da Câmara dos Comuns disseram: “Chega!”

Eles passaram a se organizar e a exigir limites para o poder real.

Enquanto a Câmara dos Comuns liderava esse movimento de contestação, com seus representantes da burguesia e da gentry exigindo mais poder político,

a Câmara dos Lordes reagia de forma mais ambígua.

Parte dela até compartilhava do incômodo com os excessos do rei,

mas muitos dos nobres e membros do clero ainda eram fiéis à monarquia e receosos de perder seus privilégios.

Essa divisão interna no Parlamento deixava o ambiente político ainda mais tenso.

A insatisfação crescia de todos os lados —

e como você já deve imaginar, isso tudo ia acabar explodindo.

4. As disputas religiosas e sociais

Além de toda a confusão política e econômica, ainda tinha a questão religiosa, que a gente já introduziu.

Carlos I queria impor uma única forma de fé, e isso não caiu bem entre os puritanos e os presbiterianos escoceses.

O resultado? Mais revolta.

E como se não bastasse, o povo também estava sofrendo com os efeitos dos cercamentos,

a alta dos preços dos alimentos e a falta de representatividade.

Muita gente via no rei um opressor e começou a exigir mudanças urgentes.

Esse caldeirão de tensões estava prestes a ferver.

E é nesse clima que começam as revoluções inglesas,

que vamos explorar nos próximos capítulos.

(Sugestão de recurso visual: linha do tempo com os principais acontecimentos dos reinados de Jaime I e Carlos I até o início da Revolução Puritana.)

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender A Dinastia Stuart e os Conflitos que Levaram às Revoluções. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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