A Descolonização na Ásia - Lutas e Novas Fronteiras

4 min de leituraHistória

1. Índia, Gandhi e a Não-Violência

Vamos começar pela Índia, que era a principal colônia do Império Britânico.

Pensa só: por quase 200 anos, os ingleses controlaram tudo,

explorando os recursos e impondo suas leis.

Mas a resistência cresceu, e ela teve um líder incrível: o Mahatma Gandhi.

O método dele era completamente diferente de tudo que se via na época.

Em vez de pegar em armas, ele pregava a não-violência e a desobediência civil,

uma filosofia que ele chamava de Satyagraha.

A ideia era lutar, sim, mas de forma pacífica, se recusando a obedecer leis injustas.

O exemplo mais famoso foi a Marcha do Sal.

Em 1930, os britânicos controlavam toda a produção e venda de sal.

Gandhi e milhares de seguidores caminharam mais de 380 quilômetros

até o mar para produzir seu próprio sal, quebrando uma lei.

Foi um ato simples, mas tão poderoso que mostrou para o mundo inteiro a injustiça da dominação britânica.

Momento Reflexão: A influência de Mahatma Gandhi.

A gente sempre ouve falar de Gandhi,

mas já parou para pensar como a ideia de não-violência dele foi tão poderosa que atravessou o oceano e influenciou outras lutas?

A tática de Gandhi foi uma grande inspiração para líderes como Martin Luther King Jr., nos Estados Unidos, na luta pelos direitos civis.

Ou seja, a sua influência foi muito além da Índia.

Ele mostrou que a gente pode ser forte e lutar por nossos direitos sem usar a violência.

(Sugestão de recurso visual: Adicionar uma foto famosa de Mahatma Gandhi, talvez caminhando com seus seguidores na Marcha do Sal.)

2. As Consequências da Liberdade

A luta de Gandhi e de milhões de indianos foi tão forte que a liberdade chegou em 1947.

Mas veio com uma consequência bem triste.

A região tinha uma grande população muçulmana e a Liga Muçulmana temia que,

em uma Índia independente e de maioria hindu, eles perdessem seus direitos.

Os líderes britânicos, ao saírem, decidiram dividir o território com base na religião:

a Índia, para a maioria hindu, e o Paquistão, para a maioria muçulmana.

Essa partilha foi um caos.

Milhões de pessoas tiveram que fugir de suas casas,

cruzando as novas fronteiras em busca de segurança,

e a violência entre hindus e muçulmanos explodiu.

A violência foi tão grande que Gandhi, o apóstolo da não-violência,

ficou insatisfeito com o resultado da independência.

Mais tarde, em 1971, o Paquistão se dividiu de novo,

e a parte oriental virou um novo país: Bangladesh.

Ou seja, a liberdade foi conquistada, mas a paz não veio junto.

(Sugestão de recurso visual: Inserir um mapa mostrando a divisão da Índia e do Paquistão em 1947, e a posterior criação de Bangladesh, para facilitar a compreensão.)

3. A Luta na Indochina

Outro caso super importante na Ásia foi o da Indochina,

colônia da França que hoje são o Vietnã, Laos e Camboja.

Por lá, a luta foi mais radical.

Liderados por Ho Chi Minh, os vietnamitas lutaram contra os franceses em uma guerra de independência.

Eles usaram táticas de guerrilha,

se escondendo nas densas florestas e pegando os franceses de surpresa.

A vitória decisiva foi em Dien Bien Phu, em 1954,

quando o exército vietnamita cercou e derrotou as tropas francesas.

Mas, assim como a gente viu no primeiro capítulo, a Guerra Fria entrou na jogada.

Na Conferência de Genebra, o Vietnã foi dividido temporariamente em dois:

o Vietnã do Norte, comunista (apoiado pela URSS),

e o Vietnã do Sul, capitalista (apoiado pelos EUA).

Os EUA temiam o Efeito Dominó — a ideia de que,

se o Vietnã se tornasse comunista, outros países da Ásia seguiriam o mesmo caminho.

Por isso, eles cancelaram as eleições que unificariam o país

e entraram de cabeça no conflito.

Essa divisão acabou levando à terrível Guerra do Vietnã, que durou anos e anos.

Os Estados Unidos usaram todo seu poder militar, mas os vietcongues,

como eram chamados os guerrilheiros do Norte,

usaram suas táticas e o conhecimento do território a seu favor.

E foi a primeira guerra transmitida ao vivo pela TV.

O mundo todo viu os horrores do conflito, o que fez o apoio à guerra despencar nos EUA.

No final, em 1975, o Vietnã do Norte venceu,

reunificou o país e impôs o regime socialista.

Mas não se preocupe,

vamos ver melhor esse assunto quando chegarmos na parte específica da Guerra Fria.

Percebem como a luta pela liberdade na Ásia foi cheia de vitórias,

mas também de divisões e novos conflitos?

O que será que aconteceu na África?

Isso a gente vai descobrir no próximo capítulo!

(Sugestão de recurso visual: Adicionar uma imagem icônica da Guerra do Vietnã, como a de guerrilheiros vietcongues, para ilustrar o conflito.)

Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

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