A Crise do Império e a Ascensão dos Republicanos

4 min de leituraHistória

1. Insatisfação das elites com a monarquia e a questão abolicionista

Agora me diz uma coisa:

O que acontece quando quem manda começa a desagradar quem tem dinheiro e poder?

Coisa boa que não é, né?

Pois foi exatamente isso que rolou no fim do Segundo Reinado.

As elites agrárias, que por muito tempo apoiaram o Império, começaram a se sentir traídas.

A abolição da escravidão em 1888, sem indenização, pegou mal entre os grandes proprietários de terra.

Além disso, o Estado centralizador já não agradava aos setores que queriam mais autonomia política e econômica, como os cafeicultores paulistas.

A sensação era de que a monarquia já tinha cumprido seu papel.

(Sugestão de recurso visual: quadro com os motivos da insatisfação das elites - fim da escravidão, centralização do poder, falta de indenização)

2. Fundação do Partido Republicano (1870) e suas propostas

Com tanta insatisfação no ar, não demorou para surgir uma alternativa.

Em 1870 foi fundado o Partido Republicano, que reunia principalmente as elites do Sudeste, especialmente de São Paulo.

Eles defendiam o federalismo (mais poder para as províncias), o fim da monarquia e uma república inspirada no modelo dos Estados Unidos.

Mas calma: não é que eles eram super democráticos não.

A ideia era trocar de regime, mas mantendo os mesmos interesses de classe no poder.

Ainda assim, a simples existência de um partido organizado contra o Império já mostrava que a monarquia não era tão intocável assim.

(Sugestão de recurso visual: imagem de um manifesto republicano da época ou caricatura política sobre a fundação do PRP)

3. A ausência simbólica de D. Pedro II e os escândalos públicos

Outro fator que contribuiu para o enfraquecimento da monarquia foi a imagem cada vez mais apagada de D. Pedro II.

Ele adoecia com frequência, se afastava das questões políticas e parecia pouco disposto a governar. Alguns diziam que ele preferia viver na Europa.

Enquanto isso, pipocavam escândalos envolvendo figuras da Corte, alimentando a ideia de que o Império era um sistema ultrapassado e corrupto.

Tudo isso alimentava o discurso republicano de modernização.

(Sugestão de recurso visual: imagem de jornal da época com charges sobre os escândalos e a ausência de D. Pedro II)

4. A atuação dos militares e do Exército como força política

E o Exército? Pois é, os militares, que ganharam prestígio na Guerra do Paraguai, começaram a querer mais protagonismo.

Eles estavam cada vez mais insatisfeitos com o tratamento dado pelo Império: baixos salários, pouca representatividade e censura política.

Com o tempo, muitos oficiais passaram a apoiar ideias republicanas e positivistas.

O Clube Militar, fundado em 1887, virou espaço de articulação para esses militares que queriam ver mudanças profundas no país.

(Sugestão de recurso visual: imagem do Clube Militar e retrato de Deodoro da Fonseca)

5. O crescimento das ideias positivistas e do federalismo

Por fim, não podemos esquecer do papel das ideias.

O positivismo, corrente filosófica que valorizava a ordem e o progresso, conquistou muitos intelectuais e militares.

Essas ideias alimentavam o sonho de uma república moderna, baseada na ciência e na razão.

Já o federalismo era visto como solução para as desigualdades regionais e para dar mais autonomia às províncias, principalmente no Sul e Sudeste.

Esse caldo de ideias foi fermentando uma nova visão de Brasil.

6. A Questão Religiosa

A Questão Religiosa foi um dos principais pontos de atrito entre a monarquia e a Igreja no fim do Império.

Sei que eu já falei sobre isso com você, mas não custa nada repetir para ficar ainda mais contextualizado.

Tudo começou na década de 1870, quando dois bispos — Dom Vital e Dom Macedo Costa — foram presos.

Suas prisões ocorreram por se recusarem a aceitar a presença de maçons nas irmandades religiosas, o que contrariava ordens do governo imperial.

D. Pedro II, como chefe da Igreja pelo regime do padroado, exigiu obediência, e os bispos acabaram condenados.

Esse episódio abalou a relação entre o Império e a Igreja Católica,

que passou a se distanciar do trono e a apoiar movimentos mais reformistas, inclusive republicanos.

A ruptura com a Igreja foi simbólica:

uma instituição que sempre sustentou a monarquia passou a ver no Império um obstáculo para a renovação moral e religiosa do país.

A crise do Império mostra como nenhum sistema é eterno.

Quando a base de apoio se desfaz, quando as ideias mudam e quando as lideranças se ausentam, o castelo pode desmoronar.

E foi isso que aconteceu com o Segundo Reinado.

(Sugestão de recurso visual: linha do tempo com os eventos que aceleraram a crise do Império)


Junior, o parceiro de estudos da Fracta
Isso foi só a base

A teoria é só o aquecimento.

Você já começou a entender A Crise do Império e a Ascensão dos Republicanos. O que muda o jogo é o que vem agora — praticar, tirar dúvida na hora e seguir um plano feito pra você.

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