A Coreia do Norte e os Focos de Tensão na Ásia
1. A saída do Tratado de Não Proliferação e o programa nuclear
Sabe, a gente viu que, com o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética concordaram em diminuir o seu arsenal nuclear.
A ideia era que o mundo se livrasse das armas atômicas, e para isso,
eles criaram um acordo chamado Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
A maioria dos países entrou nessa, mas a Coreia do Norte foi na contramão.
Em janeiro de 2002, a Coreia do Norte saiu do Tratado e assumiu uma postura bem radical.
Eles expulsaram os inspetores internacionais do país,
que estavam lá para verificar se eles estavam seguindo as regras,
e anunciaram que iriam começar a desenvolver um programa nuclear para fins militares.
O mundo ficou chocado!
A gente pode até se perguntar:
por que um país que vive uma crise econômica tão grave gastaria tanto dinheiro para desenvolver armas?
Uma das explicações é que o governo norte-coreano via a bomba nuclear como uma forma de se defender dos inimigos, principalmente os Estados Unidos.
Outra leitura é que eles usam o programa nuclear como uma forma de negociar e conseguir ajuda de outros países.
É tipo: "me deem comida e dinheiro, senão eu continuo com minhas bombas".
2. A relação com os EUA, Coreia do Sul e China
A postura da Coreia do Norte gerou uma grande tensão com seus vizinhos e com as superpotências.
Pensa só nesse trio:
Com os Estados Unidos
A relação com os EUA é a mais tensa.
O governo americano, principalmente com o presidente George W. Bush,
não gostou nada da ideia da Coreia do Norte ter armas atômicas.
Os EUA colocaram o país na lista do chamado "Eixo do Mal" e ameaçaram intervir militarmente.
Por quê? A gente tem que lembrar que os Estados Unidos são super aliados da Coreia do Sul e do Japão, e a Coreia do Norte é uma ameaça direta a esses países.
Então, os EUA se sentem na obrigação de agir para proteger seus amigos.
A relação é uma montanha-russa: ora eles se ameaçam, ora sentam para negociar, mas o problema nunca é totalmente resolvido.
Com a Coreia do Sul
Pensa nos dois como irmãos que se separaram há muito tempo e vivem em pé de guerra.
A Coreia do Sul, que é um país democrático e super desenvolvido, fica em uma situação muito delicada.
A capital deles, Seul, está pertinho da fronteira, o que os deixa muito vulneráveis a um ataque surpresa.
Apesar do medo, a Coreia do Sul não quer uma guerra e sonha com a reunificação pacífica.
O problema é que, com a Coreia do Norte investindo em mísseis
e a união parece cada vez mais distante e perigosa.
Com a China
A China tem uma posição super complicada.
Por um lado, ela é a maior aliada da Coreia do Norte.
Ela não quer que o governo do país vizinho caia,
porque isso causaria uma onda de refugiados na sua fronteira e poderia resultar na criação de uma Coreia unificada,
que seria aliada dos Estados Unidos.
Por outro lado, a China também não quer que a Coreia do Norte tenha armas nucleares, porque isso desestabiliza toda a região.
Ou seja, a China usa a sua influência para controlar o "irmão caçula",
tentando convencê-lo a recuar no programa nuclear, mas sem forçar demais a barra.
É um jogo delicado entre apoio e contenção.
3. Negociações, ameaças e o jogo diplomático no Leste Asiático
A situação toda se tornou um jogo de xadrez diplomático.
Os Estados Unidos e a Coreia do Norte se ameaçam, se desafiam e, de vez em quando, sentam para negociar.
Em alguns momentos, a Coreia do Norte prometeu parar seu programa em troca de ajuda financeira, mas em outros, como em 2017,
os testes com mísseis voltaram com tudo.
É uma dinâmica super complicada.
O programa nuclear da Coreia do Norte é como uma carta na manga para eles se sentirem mais poderosos no cenário internacional.
É uma forma de dizer: "não mexam com a gente, porque a gente também tem armas".
Mas, ao mesmo tempo, gera uma crise diplomática constante,
porque ninguém quer ver um país com armas nucleares agindo sem respeitar as regras.
No final, o que fica é a Coreia do Norte como um dos grandes "focos de tensão" da Nova Ordem Mundial,
um lembrete de que, mesmo sem uma Guerra Fria,
o mundo ainda tem suas “briguinhas” perigosas.
(Sugestão de recurso visual: uma charge ou ilustração mostrando os líderes dos EUA, Coreia do Norte e China jogando xadrez, com os mísseis no lugar das peças, para ilustrar o jogo diplomático.)